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Com a alta da Selic, surge oportunidade para equilibrar investimentos

O aumento acontece pela primeira vez em seis anos.

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Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar a taxa básica de juros para 2,75% ao ano. Esse é um marco para a Selic, que desde julho de 2015 não eleva os pontos percentuais.

Especialistas destacam que a ação foi tomada devido à escalada dos riscos fiscais, do câmbio e da inflação. A piora do cenário na pandemia levou ao aumento dos juros, que estava previsto para acontecer somente no segundo semestre de 2021.

As elevações não devem parar por aí. O Copom divulgou também que a expectativa para a Selic subiu para 4,5% até o fim deste ano e 5,5% no segundo semestre de 2022.

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O que levar em consideração para ajudar nos investimentos?

Mesmo com a elevação dos juros, a primeira coisa a ser considerada pelos investidores é o fato de que, dificilmente, o Brasil voltará a ter Selic maiores que 10% a curto e médio prazo. 

Portanto, não é necessário sair das aplicações em renda variável. Entretanto, talvez seja a hora de reavaliar sobre a exposição e considerar os riscos.

Com o aumento dos juros, espera-se um maior fluxo de investimentos para a renda fixa, seja em títulos públicos ou de crédito privado. Mas, mesmo com essa elevação, a bolsa não será debandada.

Segundo o gestor de portfólio da Perfin Asset, Alexandre Sabanai, a volta dos juros para 5% não faz com que os investidores percam o interesse nas ações. 

Rendas fixas

A elevação na taxa Selic faz com que a renda fixa volte a ser um competidor para a bolsa, pois oferece uma maior previsibilidade de retorno nas aplicações. 

Para o gestor responsável pela estratégia macroeconômica da AZ Quest, Bernardo Zerbini, o título mais promissor no contexto atual é o Tesouro IPCA, que além de pagar a taxa de juros, também acrescenta a inflação do período até o vencimento. Diferente do Tesouro Prefixado, que paga uma taxa alinhada com o governo na hora da compra, não existe o risco de não saber quanto a inflação irá “comer” dessa alíquota.

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Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

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