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IBGE divulga aumento de 5,8% nas carnes em outubro; maior alta em 4 anos!

O preço das carnes subiu 5,8% em outubro, a maior alta mensal desde 2020, impulsionando a inflação no Brasil.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos3 min de leitura
Bifes carnes carne

A inflação no Brasil registrou alta em outubro, chegando a 0,56%, impulsionada principalmente pelos setores de habitação e alimentação. Entre os itens alimentícios, as carnes se destacaram, com uma elevação de 5,8% no preço, marcando o maior aumento mensal em quatro anos. Essa variação expressiva nas carnes foi decisiva para o avanço inflacionário no país, conforme apontam os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia mais: Desemprego vai a menor patamar desde 2012, segundo IBGE

Fatores que explicam a alta de preços nas carnes

De acordo com o gerente do IPCA e INPC, André Almeira, o aumento de preços pode ser atribuído a uma combinação de fatores: a seca prolongada, a redução na quantidade de animais abatidos e o crescimento das exportações. Essa menor oferta de carnes no mercado interno contribuiu para uma alta significativa dos preços em diversos cortes.

“O aumento de preço das carnes pode ser explicado por uma menor oferta desses produtos, por conta do clima seco e uma menor quantidade de animais abatidos, e um elevado volume de exportações”, explica André Almeira.

Cortes que mais sofreram aumentos

Vitrine de carnes em um supermercado
Imagem: Leitenberger Photography / Shutterstock.com

O anúncio do IBGE destaca que alguns cortes específicos apresentaram aumentos mais expressivos do que outros. O acém, por exemplo, registrou um salto de 9,09%, enquanto a costela teve alta de 7,4%. Já o contrafilé e a alcatra subiram 6,07% e 5,79%, respectivamente.

Esses valores mostram que a pressão sobre o preço das carnes impacta diversos tipos de cortes, afetando tanto as opções mais acessíveis quanto as de maior valor.

A influência dos preços da carne na inflação geral

A elevação de 5,8% nos preços das carnes teve um peso significativo sobre o índice de inflação geral. O setor de alimentação e bebidas, com aumento de 1,06%, foi um dos principais componentes da aceleração inflacionária em outubro, seguido pelo setor de habitação, que registrou uma alta de 1,49%.

Com esses resultados, a inflação brasileira acumulada ao longo de 2023 tem sido impulsionada especialmente por produtos de consumo essencial, como alimentos e serviços habitacionais, que afetam diretamente o orçamento das famílias.

Comparação com o histórico recente

Essa elevação de 5,8% no preço das carnes em outubro representa o maior aumento mensal desde novembro de 2020, quando os preços subiram 6,54%.

Desde então, os reajustes nos valores das carnes vinham se mantendo mais moderados, mas a combinação de fatores como clima, exportações e oferta reduzida trouxe novamente pressão sobre esse item de primeira necessidade para as famílias brasileiras.

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Perspectivas para o mercado e os consumidores

Carne fatiada sobre granito, ao lado de um garfo e temperos
Imagem: Mironov Vladimir/ Shutterstock.com

O cenário de alta nos preços da carne levanta preocupações sobre a continuidade do aumento de custos para os consumidores e para a própria inflação nacional.

Com a chegada do final de ano, a demanda por carnes tende a crescer, o que pode manter os preços elevados.

Especialistas avaliam que, sem uma recuperação significativa na oferta ou uma mudança no ritmo das exportações, os consumidores continuarão a sentir o impacto desses reajustes.

Imagem: Natalia Lisovskaya / shutterstock.com

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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