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Alta expressiva no preço dos alimentos deixa imperceptível a queda da inflação
As famílias brasileiras têm encontrado dificuldades na hora de realizar a compra de alimentos devido aos altos preços.
Apesar da deflação de 0,68% registrada no mês de julho, os consumidores não têm notado muita diferença na hora de realizar as compras no supermercado. De acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação, o grupo de alimentos registrou alta de 1,3% no levantamento mais recente.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), outro levantamento da taxa inflacionária, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) faz o cálculo com base nas faixas de renda. Para as famílias que têm rendimento mensal equivalente entre 1 e 1,5 salário mínimo (R$ 1.212 e R$ 1.818), a inflação acumulada nos 12 meses é de 7,82%.
Inflação dos alimentos supera a inflação geral
Ainda com base no IPC, o preço dos alimentos registra alta de 16,19%, ou seja, mais que o dobro da alíquota geral apontada pelo índice. De acordo com a pesquisa, a deflação registrada em julho foi de 0,36%. Nem assim, os consumidores puderam sentir certo alívio na hora fazer as compras.
Segundo economistas, o percentual negativo registrado no mês de julho não pode ser considerado uma deflação de fato, uma vez que para que ela verdadeiramente ocorresse, seria necessária uma queda generalizada nos preços.
Vale ressaltar que a inflação negativa foi impulsionada pelos combustíveis e energia elétrica devido aos efeitos das medidas adotadas pelo Governo Federal para diminuir a taxa inflacionária do país. Como citado anteriormente, os alimentos apontaram alta no período.
População mais pobre é mais afetada pelos preços dos alimentos
Por meio do IPC também é possível observar que as famílias com menor poder aquisitivo são as mais afetadas com os preços dos alimentos em alta. As quedas dos preços menos intensas são notadas entre os três grupos com as menores rendas.
Com relação ao grupo mais pobre, a alimentação corresponde a 24,13% das despesas gerais. Enquanto no grupo dos mais ricos, esse percentual cai para 16,80%.
Ainda é preciso levar em conta que as famílias com menor rendimento mensal foram as mais impactadas pelos efeitos da pandemia de Covid-19 e a Guerra na Ucrânia e, além disso, não puderam sentir quase nenhuma diferença com a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos), que favorece quem tem gastos com gasolina.
É evidente também que os gastos com alimentos são os mais recorrentes, visto que trata-se de um elemento básico para a sobrevivência das famílias.
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Futuro dos preços dos alimentos
Com a desaceleração da economia em nível global, é possível que os preços das commodities desacelerem também. Nesse sentido, os preços dos alimentos podem apresentar um certo recuo até o final do ano. No entanto, o custo de vida tende a se manter ainda alto já que a inflação do país ainda continua elevada.
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Imagem: Maxx-Studio / Shutterstock.com
