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Novo aumento do IOF preocupa quem faz remessas internacionais; veja o que fazer

Entenda como a alta do IOF afeta remessas internacionais e veja dicas para economizar. Saiba como agir agora!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
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A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de restabelecer a alíquota de 3,5% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre remessas internacionais realizadas por pessoas físicas causou apreensão entre brasileiros que costumam enviar dinheiro ao exterior.

A medida, com validade retroativa ao decreto presidencial de 11 de junho, impõe um novo desafio aos que planejam viagens internacionais, mantêm familiares no exterior ou fazem investimentos fora do país.

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Entenda a mudança

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Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

Em junho, um decreto presidencial aumentou a alíquota do IOF de 1,1% para 3,5% sobre remessas internacionais voltadas a gastos pessoais, incluindo auxílio familiar.

A medida foi suspensa pelo Congresso Nacional, mas voltou a valer por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A exceção continua sendo para operações de risco sacado, que permanecem isentas por não se caracterizarem como operações de crédito.

A medida afeta diretamente milhares de brasileiros que realizam remessas frequentes. Como a decisão é retroativa, operações feitas entre 11 de junho e 16 de julho poderão ser reprocessadas pelos bancos e corretoras, com possibilidade de cobrança complementar de IOF, juros e multa.

Como o aumento do IOF impacta o bolso

A diferença no custo final de uma transferência internacional é considerável. Segundo simulação feita pelo planejador financeiro Jeff Patzlaff:

  • Uma remessa de US$ 10 mil que antes custava R$ 55.831,36 com IOF de 0,38%,
  • Agora custa R$ 57.566,70 com o IOF de 3,5%,
  • Um acréscimo de R$ 1.735,34.

Mesmo em remessas para contas de mesma titularidade, o impacto não é pequeno: são R$ 1.334,88 a mais para a mesma quantia enviada.

Retroatividade: o que esperar

Por conta da retroatividade da decisão, instituições financeiras estão autorizadas a cobrar valores adicionais referentes a remessas realizadas no intervalo de 11 de junho a 16 de julho. Isso obriga os usuários a manterem um controle documental rigoroso das operações, a fim de verificar eventuais cobranças futuras.

Estratégias para mitigar os efeitos do novo IOF

Diante da alta da alíquota, especialistas recomendam o planejamento como ferramenta fundamental para reduzir impactos. Confira abaixo as principais recomendações:

Conheça o tipo de remessa que você realiza

Segundo Jeff Patzlaff, o primeiro passo é entender a natureza da transferência:

Remessas pessoais

  • São aquelas voltadas a auxílio familiar, manutenção de parentes no exterior ou despesas pessoais.
  • Agora estão sujeitas à alíquota de 3,5%.

Remessas para investimento

  • Continuam com alíquota reduzida de 1,1%, desde que sejam feitas por meio de conta investimento.
  • É fundamental confirmar com a corretora ou banco a natureza da remessa.

Concentre valores para reduzir o número de operações

Em vez de fazer pequenas remessas frequentes, especialistas recomendam enviar valores maiores com menos frequência. Isso reduz a quantidade de vezes em que o IOF é aplicado, além de permitir melhor aproveitamento de cotações favoráveis.

“Concentrar em uma única remessa mensal ou bimestral ajuda a otimizar os custos fixos de câmbio e de IOF por operação”, afirma Patzlaff.

Use contas multimoeda para proteger seu dinheiro

Contas multimoeda, oferecidas por bancos digitais e fintechs, permitem comprar dólares ou euros em momentos de câmbio favorável, mesmo sem usar imediatamente o valor. Isso ajuda a driblar a volatilidade cambial e reduz custos a médio prazo.

Vantagens das contas multimoeda

  • Facilidade de conversão entre moedas.
  • Câmbio fixado no momento da compra.
  • Maior previsibilidade de gastos em viagens.

Aproveite a volatilidade com remessas fracionadas

De acordo com a especialista Andressa Bergamo, da AVG Capital, mesmo com a alta do IOF, o preço médio das remessas pode ser otimizado com uma estratégia fracionada.

“O ideal é fazer remessas parciais, aproveitando o câmbio quando ele baixa. Assim, é possível suavizar o impacto da tributação”, explica.

Negocie o spread com sua corretora

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O spread cambial, ou seja, a diferença entre o valor de compra e venda da moeda, também pode representar uma economia importante. Manter um bom relacionamento com o assessor da corretora pode resultar em taxas mais competitivas.

Dicas para negociação

  • Pesquise entre diferentes plataformas de câmbio.
  • Solicite simulações antes de fechar a operação.
  • Avalie se o volume da remessa justifica descontos no spread.

Impacto para quem está fora do país

Para brasileiros que residem no exterior ou estão prestes a viajar, o novo cenário exige redobrado cuidado com o planejamento financeiro.

Ajuste a frequência das remessas

  • Evite repetições desnecessárias de operações que geram IOF elevado.
  • Prefira enviar valores maiores, em menor frequência, quando possível.

Antecipe pagamentos futuros

  • Se você sabe que precisará pagar uma despesa no exterior nos próximos meses, antecipe a remessa.
  • Isso pode evitar custos adicionais em um momento de piora no câmbio ou novas alterações na legislação.

Planejamento é essencial

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Imagem: Freepik e Canva

O aumento do IOF não deve ser encarado como um obstáculo intransponível, mas como um sinal de alerta para melhorar a organização financeira.

Checklist para economizar em remessas internacionais

  • Verifique se sua remessa é pessoal ou de investimento.
  • Faça simulações considerando diferentes cenários de câmbio.
  • Use contas multimoeda para comprar dólares com antecedência.
  • Concentre valores para reduzir a quantidade de operações.
  • Negocie o spread com sua corretora.
  • Documente todas as operações, especialmente as feitas após 11 de junho.

Conclusão

A alta do IOF sobre remessas internacionais é uma realidade que exige adaptação por parte dos brasileiros que lidam com transferências ao exterior.

Mais do que nunca, é hora de adotar um planejamento detalhado, usar ferramentas como contas multimoeda e manter-se atento às regras fiscais e cambiais. Ao agir com estratégia, é possível minimizar os impactos e continuar enviando recursos com segurança e eficiência.

Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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