Os preços dos aluguéis nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram uma desaceleração significativa nos últimos 12 meses até maio de 2025, conforme revela o Índice de Aluguel QuintoAndar Imovelweb. Embora o ritmo de crescimento dos valores tenha diminuído, a valorização acumulada permanece acima da inflação oficial, indicando uma moderação no mercado sem perda de valor para os proprietários.
Pesquisa aponta: Rio e São Paulo têm freada histórica na alta dos aluguéis
Pesquisa mostra freada histórica na alta dos aluguéis no Rio e São Paulo, com valorização ainda acima da inflação. Veja com isso te impacta!!
Essa tendência representa um cenário de estabilidade no setor imobiliário das duas maiores metrópoles brasileiras, com a valorização do preço do metro quadrado registrando os menores índices em três anos. A análise detalhada dos dados também destaca a manutenção de baixos índices de desconto nos contratos fechados, sinalizando que a demanda pelo aluguel segue firme, mesmo com a moderação nos reajustes.

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Cenário atual dos aluguéis no Rio e São Paulo
Nos últimos 12 meses, até maio de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) acumulou uma inflação de 4,07%. No entanto, o aumento dos aluguéis em São Paulo e Rio de Janeiro superou esse índice, embora tenha desacelerado em relação aos anos anteriores. Na capital carioca, a variação registrada foi de 10,13%, enquanto na maior cidade paulista a alta ficou em 8,68%.
Essa desaceleração é a mais significativa desde o início de 2022, um movimento que pode trazer alívio para os inquilinos diante da pressão por reajustes cada vez mais elevados. O preço médio do metro quadrado no Rio chegou a R$ 45,50 em maio, apenas 0,38% acima do mês anterior, enquanto em São Paulo, o valor foi de R$ 68,91, com um reajuste ainda mais tímido de 0,12%.
Importância da desaceleração para inquilinos e proprietários
A redução no ritmo de aumento dos preços pode ser interpretada como uma estabilização do mercado de aluguel, que tende a ficar menos volátil e mais previsível. Para os inquilinos, essa moderação facilita a busca por novas opções de moradia com reajustes mais equilibrados. Já para os proprietários, mesmo com a desaceleração, a valorização ainda acima da inflação preserva o patrimônio e mantém o mercado aquecido.
Thiago Reis, gerente de Dados do Grupo QuintoAndar, destaca que a desaceleração não significa redução da demanda, mas sim um ajuste natural do mercado, o que indica equilíbrio entre oferta e procura.
Descontos e negociações no mercado de aluguel
Um dos indicadores que reforçam a estabilidade do mercado é o índice de descontos concedidos nos contratos fechados. Em São Paulo, a média de desconto ficou em 2,7% em maio, mantendo o patamar mais baixo desde o início da série histórica, em 2020. No Rio de Janeiro, o desconto médio foi de 2,2%, confirmando a tendência de pouca margem para negociações.
Essa realidade mostra que, mesmo com reajustes mais moderados, o mercado continua competitivo e com alta demanda, o que reduz a necessidade de descontos expressivos para fechamento de contratos.
Impacto dos descontos na relação entre inquilinos e proprietários
Para os proprietários, a manutenção de baixos descontos é positiva, pois garante rentabilidade próxima ao anunciado. Para os inquilinos, a dificuldade em obter descontos maiores pode significar que a escolha do imóvel e a negociação prévia são elementos cada vez mais importantes na hora de fechar o contrato.
Comparação histórica da alta dos aluguéis
Ao comparar os dados recentes com os períodos anteriores, observa-se que, desde 2022, o ritmo de alta dos aluguéis vinha em uma trajetória ascendente, com variações anuais acima de 9% em São Paulo. O cenário atual mostra uma desaceleração relevante, aproximando os reajustes dos índices de inflação e fortalecendo o equilíbrio do mercado.
Esse ajuste ocorre em meio a um contexto econômico de juros elevados e aumento dos custos de vida, fatores que impactam diretamente a capacidade de pagamento dos inquilinos e a decisão de investimento dos proprietários.
Fatores econômicos que influenciam os aluguéis
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- Inflação controlada, com IPCA-15 em 4,07% no último ano
- Juros altos, afetando financiamentos imobiliários
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- Demanda estável por locação em grandes centros urbanos
Perspectivas para o mercado imobiliário em 2025
A desaceleração da alta dos aluguéis pode indicar uma fase de maior equilíbrio para o setor imobiliário, que viveu um período de pressão por valorização rápida nos últimos anos. Com a estabilização dos preços, espera-se que o mercado de locação se torne mais sustentável, beneficiando tanto proprietários quanto inquilinos.
Especialistas indicam que a manutenção desse equilíbrio dependerá do acompanhamento constante das condições econômicas e da oferta de imóveis, bem como da adoção de políticas que favoreçam a regularização e a transparência nas negociações.
Possíveis cenários para o futuro próximo
- Continuação da moderação no aumento dos aluguéis
- Ajustes regionais conforme oferta e demanda específicas
- Incentivo a contratos de longo prazo para maior segurança
- Investimento em melhorias e modernização dos imóveis para atrair inquilinos

Sinais positivos em um mercado mais equilibrado
A pesquisa divulgada pelo Grupo QuintoAndar confirma uma importante mudança no comportamento do mercado de aluguéis nas duas maiores metrópoles do país. A freada na alta dos preços representa um avanço na estabilização do setor, que agora oferece condições mais justas para inquilinos e uma valorização consistente para proprietários.
Embora a valorização dos aluguéis ainda supere a inflação, a desaceleração é um indicativo claro de que o mercado está ajustando seu ritmo, evitando excessos e contribuindo para um ambiente mais saudável e sustentável. Essa tendência deve continuar ao longo do ano, acompanhando as mudanças econômicas e as necessidades dos consumidores.
