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Péssima notícia sobre o preço do aluguel; entenda a situação!

Aluguel sobe 4,51% nos quatro primeiros meses do ano e supera inflação e IGP-M. Valor médio por metro quadrado já chega a R$ 65,59 em algumas capitais.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Aluguel

O preço do aluguel residencial no Brasil registrou alta de 4,51% nos primeiros quatro meses de 2025, segundo dados do Índice FipeZAP divulgados nesta terça-feira (20). O crescimento acumulado é quase o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA/IBGE (+2,48%) e quatro vezes superior ao IGP-M/FGV (+1,23%), índice que, até recentemente, servia de referência para reajustes de contratos de locação.

Essa disparada no custo dos aluguéis reflete uma tendência de aceleração que já dura seis meses consecutivos, sendo abril o pico mais recente, com alta de 1,25% no mês — a maior desde novembro do ano passado.

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Sequência de altas mensais reforça pressão sobre inquilinos

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Imagem: xb100/ Freepik

Variações mensais crescentes indicam novo ciclo de valorização

Abaixo, a sequência dos últimos meses de variações do índice FipeZAP:

  • Novembro: +0,49%
  • Dezembro: +0,93%
  • Janeiro: +0,96%
  • Fevereiro: +1,07%
  • Março: +1,15%
  • Abril: +1,25%

O cenário indica não apenas uma continuidade da pressão sobre os preços dos imóveis para locação, mas também um distanciamento cada vez maior entre a evolução dos aluguéis e a inflação oficial, o que pode impactar diretamente o custo de vida das famílias brasileiras.

Unidades menores puxam valorização do aluguel

Apartamentos de um dormitório lideram aumento nos preços

A análise por tipo de imóvel mostra que unidades com um dormitório registraram a maior valorização em abril, com avanço de 1,74%, seguidas pelos imóveis de três dormitórios, com alta mais moderada de 1,06%. Essa diferença se reflete também nos valores absolutos por metro quadrado, onde os apartamentos menores, geralmente mais buscados por jovens e pessoas morando sozinhas, concentram os preços mais elevados.

Valorização acumulada em 12 meses ultrapassa 12%

Alta anual nos aluguéis é mais que o dobro da inflação

No recorte de 12 meses, a valorização média dos aluguéis residenciais no país foi de 12,77%, mais que o dobro da inflação oficial do período (IPCA de 5,53%) e ainda acima da variação do IGP-M, que foi de 8,50%.

Esse cenário mostra um ciclo de valorização imobiliária que afeta especialmente os novos contratos de locação, já que os reajustes de aluguéis em andamento geralmente seguem índices como o IPCA ou o próprio IGP-M, conforme contrato firmado.

Preço médio do aluguel chega a R$ 65,59/m² em unidades de 1 dormitório

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Imagem: wayhomestudio/ Freepik

Valor por metro quadrado segue mais alto em imóveis compactos

Em abril, o preço médio nacional do aluguel residencial chegou a R$ 48,66 por metro quadrado, com grandes variações conforme o tamanho do imóvel e a localização. Os imóveis de um dormitório, mais demandados, atingiram R$ 65,59/m², enquanto as unidades com três dormitórios registraram os menores valores: R$ 41,45/m².

Preço do aluguel nas principais capitais

Capitais com os aluguéis mais caros do país

  • São Paulo: R$ 60,45/m²
  • Belém: R$ 58,20/m²
  • Recife: R$ 57,74/m²
  • Florianópolis: R$ 57,57/m²
  • São Luís: R$ 54,06/m²
  • Maceió: R$ 52,74/m²
  • Rio de Janeiro: R$ 52,58/m²

Capitais com valores médios intermediários

  • Manaus: R$ 51,42/m²
  • Salvador: R$ 48,81/m²
  • Vitória: R$ 48,11/m²
  • Brasília: R$ 47,00/m²
  • Belo Horizonte: R$ 45,87/m²
  • João Pessoa: R$ 44,45/m²
  • Curitiba: R$ 43,72/m²
  • Cuiabá: R$ 42,19/m²
  • Porto Alegre: R$ 41,64/m²
  • Goiânia: R$ 41,12/m²

Capitais com os aluguéis mais baratos

  • Natal: R$ 39,06/m²
  • Campo Grande: R$ 36,21/m²
  • Fortaleza: R$ 34,97/m²
  • Aracaju: R$ 26,44/m²
  • Teresina: R$ 23,38/m²

A disparidade regional evidencia a força da demanda em centros urbanos mais desenvolvidos e turísticos, como São Paulo, Florianópolis e Recife.

Rentabilidade: imóvel ainda rende menos que aplicação financeira

Retorno anual do aluguel fica em 5,92%

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Apesar da alta nos valores de locação, a rentabilidade média anual do aluguel residencial se manteve em 5,92% ao ano — abaixo das estimativas de retorno de aplicações financeiras de baixo risco, como o Tesouro Direto ou CDBs.

Rentabilidade por tipo de imóvel

  • 1 dormitório: 6,71% ao ano
  • 2 dormitórios: 6,08% ao ano
  • 3 dormitórios: 5,51% ao ano
  • 4 ou mais dormitórios: 4,88% ao ano

Esse índice, conhecido como rental yield, é obtido pela razão entre o valor médio de locação e o preço de venda dos imóveis. Ou seja, embora os preços dos aluguéis estejam em alta, o custo de aquisição também aumentou, pressionando para baixo a rentabilidade.

O que explica a alta dos aluguéis?

Fatores econômicos e demográficos influenciam locação

Especialistas apontam uma combinação de fatores para justificar a valorização dos aluguéis no país:

  • Alta demanda por imóveis para locação, especialmente entre jovens e profissionais que preferem flexibilidade.
  • Redução do estoque disponível em grandes centros urbanos.
  • Custo elevado da compra de imóveis, que faz com que parte da população adie o financiamento e opte por alugar.
  • Inflação de serviços e encargos como condomínio e IPTU, que também influenciam o custo total da moradia.

Perspectivas para os próximos meses

aluguel
Imagem: fizkes / Shutterstock.com

Ritmo de valorização pode desacelerar no segundo semestre

O ritmo de valorização do aluguel pode seguir pressionado nos próximos meses, caso a oferta de imóveis não acompanhe a demanda. Embora haja expectativa de estabilização da taxa Selic, o crédito imobiliário segue caro, o que limita o financiamento e, por consequência, incentiva a locação.

Segundo analistas do mercado imobiliário, a tendência é que os preços de aluguel continuem subindo, ainda que em ritmo mais moderado no segundo semestre, com a possibilidade de recuo apenas em regiões com maior oferta ou menor demanda.

Conclusão

O aumento expressivo nos preços dos aluguéis no início de 2025 evidencia um cenário de forte valorização do mercado de locação residencial, impulsionado por alta demanda, baixa oferta e custo elevado para aquisição de imóveis. Com os aluguéis crescendo bem acima da inflação e do IGP-M, inquilinos sentem o impacto direto no orçamento, enquanto investidores avaliam a rentabilidade diante de alternativas mais lucrativas no mercado financeiro. A tendência é de manutenção da pressão sobre os preços, principalmente nas capitais, exigindo atenção redobrada de quem pretende alugar ou investir em imóveis.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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