A Amazon está desenvolvendo uma nova geração da Alexa que promete transformar a forma como usuários interagem com assistentes virtuais. Segundo documentos internos obtidos pelo Business Insider, a empresa trabalha em um projeto conhecido pelo codinome Moonraker, que adicionará recursos avançados de inteligência artificial agêntica à Alexa+.
Vazamento revela a Alexa mais poderosa já criada pela Amazon
Documentos vazados revelam que a Amazon trabalha em uma Alexa com IA agêntica capaz de realizar múltiplas tarefas em um único comando.
A principal novidade é permitir que a assistente compreenda pedidos complexos e execute diversas ações em sequência dentro de uma única conversa, aproximando-se do comportamento esperado de um verdadeiro assistente pessoal digital.
Embora o projeto ainda não tenha sido anunciado oficialmente, os documentos indicam que ele se tornou uma das iniciativas mais ambiciosas — e caras — da história da Alexa.
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O que é o projeto Moonraker?

Moonraker é o nome interno de uma atualização da Alexa+ baseada em inteligência artificial generativa e IA agêntica.
Enquanto as versões atuais normalmente executam uma tarefa por vez, a nova tecnologia pretende compreender comandos mais elaborados e realizar diferentes ações automaticamente.
Na prática, o usuário poderá fazer um único pedido envolvendo várias atividades relacionadas.
Por exemplo:
“Alexa, reserve um carro para o aeroporto, avise meu amigo que estou saindo e lembre-me de levar meu passaporte.”
Em vez de responder apenas parte da solicitação, a nova IA deverá organizar todas essas tarefas e executá-las de maneira integrada.
O que é inteligência artificial agêntica?
A chamada IA agêntica representa uma evolução dos atuais modelos de inteligência artificial.
Ela vai além de responder perguntas.
Esse tipo de tecnologia consegue:
- planejar etapas;
- tomar pequenas decisões;
- executar sequências de ações;
- utilizar diferentes serviços digitais;
- adaptar respostas conforme o contexto da conversa.
É justamente esse conceito que vem sendo adotado por diversas empresas de tecnologia na corrida pelos assistentes pessoais inteligentes.
Amazon entra na disputa da IA
Com o Moonraker, a Amazon busca competir diretamente com empresas que já investem fortemente nesse segmento.
Entre elas estão:
- OpenAI;
- Google;
- Anthropic.
Essas companhias vêm desenvolvendo sistemas capazes de navegar pela internet, organizar informações, realizar pesquisas e executar tarefas compostas por várias etapas.
A intenção da Amazon é levar essas capacidades para dentro da Alexa+, ampliando significativamente seu nível de autonomia.
Alexa poderá realizar várias tarefas em um único comando
Hoje, a Alexa+ já consegue executar algumas ações por meio de parceiros integrados.
Entre elas:
- solicitar viagens por aplicativos;
- comprar ingressos para eventos;
- controlar dispositivos inteligentes da casa;
- responder perguntas;
- criar lembretes.
Com o Moonraker, a expectativa é unir essas funções em uma única interação.
Isso torna a conversa mais natural e reduz a necessidade de repetir comandos sucessivos.
Projeto pode custar mais de meio bilhão de reais
Os documentos obtidos pelo Business Insider mostram que a Amazon está realizando um investimento significativo no desenvolvimento da nova tecnologia.
Segundo os relatórios internos, somente em infraestrutura de processamento gráfico (GPUs), o projeto pode consumir mais de US$ 100 milhões ao longo de 2026.
Na cotação aproximada atual, esse valor supera R$ 500 milhões.
Grande parte desse investimento será destinada ao treinamento e à operação dos modelos de inteligência artificial.
Por que a IA custa tão caro?
Modelos avançados de IA exigem enorme capacidade computacional.
Isso ocorre porque eles precisam:
- processar bilhões de parâmetros;
- interpretar linguagem natural;
- manter contexto durante conversas;
- gerar respostas em tempo real.
Para isso, empresas utilizam milhares de GPUs de alto desempenho, equipamentos extremamente caros e com elevado consumo de energia.
Essa realidade não afeta apenas a Amazon.
Todo o setor de inteligência artificial enfrenta um crescimento expressivo dos custos de infraestrutura.
Documentos revelam uso de tecnologia da Anthropic
Outro detalhe interessante dos documentos é que a Amazon estaria utilizando modelos da Anthropic durante parte do desenvolvimento.
Os registros citam o uso do modelo Sonnet, empregado para testes envolvendo:
- raciocínio avançado;
- compreensão de contexto;
- respostas visuais;
- execução de tarefas complexas.
Vale lembrar que a Amazon é uma das principais investidoras da Anthropic, empresa considerada uma das maiores concorrentes da OpenAI.
Alexa+ ainda enfrenta desafios
Apesar dos avanços, a nova geração da assistente ainda apresenta dificuldades.
Antes do lançamento nos Estados Unidos, a Amazon adiou diversas vezes a estreia da Alexa+ para corrigir problemas encontrados durante testes internos.
Entre os principais desafios estavam:
- respostas inconsistentes;
- alucinações da inteligência artificial;
- dificuldade para manter contexto;
- falhas ao lembrar conversas anteriores.
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+311 mil seguidores
Um dos episódios relatados chamou bastante atenção.
Segundo informações publicadas pelo Business Insider, durante um teste interno a assistente desligou por engano o sistema de filtragem de um aquário, causando a morte dos peixes.
Embora seja um caso isolado, ele ilustra os riscos envolvidos quando sistemas de IA passam a controlar equipamentos conectados.
Usuários também relataram limitações
As dificuldades não ficaram restritas aos testes internos.
Avaliações iniciais publicadas por veículos especializados apontaram alguns problemas.
Entre eles:
- esquecimento de comandos anteriores;
- dificuldade para concluir tarefas iniciadas em aplicativos parceiros;
- falhas ao manter conversas longas.
Ainda assim, analistas reconhecem que a qualidade da conversação evoluiu significativamente em comparação com versões anteriores da Alexa.
Amazon continua expandindo a Alexa+
Mesmo diante dos desafios, a empresa segue adicionando novos recursos.
Nos últimos meses foram anunciadas novidades como:
Personalidades diferentes
Agora os usuários podem escolher estilos distintos de interação.
A assistente pode responder de maneira:
- mais formal;
- mais descontraída;
- mais bem-humorada;
- mais direta.
Pedidos em linguagem natural
Também foram ampliadas as integrações com aplicativos de entrega de comida.
A ideia é permitir pedidos mais naturais, sem necessidade de comandos específicos.
Por exemplo:
“Alexa, peça minha pizza favorita para chegar às oito da noite.”
O que isso significa para o futuro dos assistentes virtuais?

O desenvolvimento do Moonraker mostra que o mercado caminha para uma nova geração de assistentes pessoais, capazes de compreender intenções mais complexas e executar tarefas completas, em vez de apenas responder perguntas isoladas.
Se a tecnologia atingir os resultados esperados, a Alexa poderá assumir um papel muito mais ativo na rotina dos usuários, organizando compromissos, realizando compras, controlando dispositivos inteligentes e interagindo com diferentes serviços de forma integrada.
Apesar disso, a Amazon ainda enfrenta o desafio de equilibrar desempenho, segurança e custos operacionais. O próprio CEO da empresa, Andy Jassy, afirmou recentemente que a Alexa+ “ainda está no início de sua jornada para se tornar a melhor assistente pessoal do mundo”.
Os documentos vazados sugerem que o projeto Moonraker poderá ser um dos principais passos para alcançar esse objetivo, embora a empresa ainda não tenha comentado oficialmente sobre seu desenvolvimento nem informado quando esses recursos poderão chegar ao público.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
