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Vazamento revela a Alexa mais poderosa já criada pela Amazon

Documentos vazados revelam que a Amazon trabalha em uma Alexa com IA agêntica capaz de realizar múltiplas tarefas em um único comando.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
alexa amazon

A Amazon está desenvolvendo uma nova geração da Alexa que promete transformar a forma como usuários interagem com assistentes virtuais. Segundo documentos internos obtidos pelo Business Insider, a empresa trabalha em um projeto conhecido pelo codinome Moonraker, que adicionará recursos avançados de inteligência artificial agêntica à Alexa+.

A principal novidade é permitir que a assistente compreenda pedidos complexos e execute diversas ações em sequência dentro de uma única conversa, aproximando-se do comportamento esperado de um verdadeiro assistente pessoal digital.

Embora o projeto ainda não tenha sido anunciado oficialmente, os documentos indicam que ele se tornou uma das iniciativas mais ambiciosas — e caras — da história da Alexa.

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O que é o projeto Moonraker?

Alexa
Imagem: Freepik

Moonraker é o nome interno de uma atualização da Alexa+ baseada em inteligência artificial generativa e IA agêntica.

Enquanto as versões atuais normalmente executam uma tarefa por vez, a nova tecnologia pretende compreender comandos mais elaborados e realizar diferentes ações automaticamente.

Na prática, o usuário poderá fazer um único pedido envolvendo várias atividades relacionadas.

Por exemplo:

“Alexa, reserve um carro para o aeroporto, avise meu amigo que estou saindo e lembre-me de levar meu passaporte.”

Em vez de responder apenas parte da solicitação, a nova IA deverá organizar todas essas tarefas e executá-las de maneira integrada.

O que é inteligência artificial agêntica?

A chamada IA agêntica representa uma evolução dos atuais modelos de inteligência artificial.

Ela vai além de responder perguntas.

Esse tipo de tecnologia consegue:

  • planejar etapas;
  • tomar pequenas decisões;
  • executar sequências de ações;
  • utilizar diferentes serviços digitais;
  • adaptar respostas conforme o contexto da conversa.

É justamente esse conceito que vem sendo adotado por diversas empresas de tecnologia na corrida pelos assistentes pessoais inteligentes.

Amazon entra na disputa da IA

Com o Moonraker, a Amazon busca competir diretamente com empresas que já investem fortemente nesse segmento.

Entre elas estão:

  • OpenAI;
  • Google;
  • Anthropic.

Essas companhias vêm desenvolvendo sistemas capazes de navegar pela internet, organizar informações, realizar pesquisas e executar tarefas compostas por várias etapas.

A intenção da Amazon é levar essas capacidades para dentro da Alexa+, ampliando significativamente seu nível de autonomia.

Alexa poderá realizar várias tarefas em um único comando

Hoje, a Alexa+ já consegue executar algumas ações por meio de parceiros integrados.

Entre elas:

  • solicitar viagens por aplicativos;
  • comprar ingressos para eventos;
  • controlar dispositivos inteligentes da casa;
  • responder perguntas;
  • criar lembretes.

Com o Moonraker, a expectativa é unir essas funções em uma única interação.

Isso torna a conversa mais natural e reduz a necessidade de repetir comandos sucessivos.

Projeto pode custar mais de meio bilhão de reais

Os documentos obtidos pelo Business Insider mostram que a Amazon está realizando um investimento significativo no desenvolvimento da nova tecnologia.

Segundo os relatórios internos, somente em infraestrutura de processamento gráfico (GPUs), o projeto pode consumir mais de US$ 100 milhões ao longo de 2026.

Na cotação aproximada atual, esse valor supera R$ 500 milhões.

Grande parte desse investimento será destinada ao treinamento e à operação dos modelos de inteligência artificial.

Por que a IA custa tão caro?

Modelos avançados de IA exigem enorme capacidade computacional.

Isso ocorre porque eles precisam:

  • processar bilhões de parâmetros;
  • interpretar linguagem natural;
  • manter contexto durante conversas;
  • gerar respostas em tempo real.

Para isso, empresas utilizam milhares de GPUs de alto desempenho, equipamentos extremamente caros e com elevado consumo de energia.

Essa realidade não afeta apenas a Amazon.

Todo o setor de inteligência artificial enfrenta um crescimento expressivo dos custos de infraestrutura.

Documentos revelam uso de tecnologia da Anthropic

Outro detalhe interessante dos documentos é que a Amazon estaria utilizando modelos da Anthropic durante parte do desenvolvimento.

Os registros citam o uso do modelo Sonnet, empregado para testes envolvendo:

  • raciocínio avançado;
  • compreensão de contexto;
  • respostas visuais;
  • execução de tarefas complexas.

Vale lembrar que a Amazon é uma das principais investidoras da Anthropic, empresa considerada uma das maiores concorrentes da OpenAI.

Alexa+ ainda enfrenta desafios

Apesar dos avanços, a nova geração da assistente ainda apresenta dificuldades.

Antes do lançamento nos Estados Unidos, a Amazon adiou diversas vezes a estreia da Alexa+ para corrigir problemas encontrados durante testes internos.

Entre os principais desafios estavam:

  • respostas inconsistentes;
  • alucinações da inteligência artificial;
  • dificuldade para manter contexto;
  • falhas ao lembrar conversas anteriores.

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Um dos episódios relatados chamou bastante atenção.

Segundo informações publicadas pelo Business Insider, durante um teste interno a assistente desligou por engano o sistema de filtragem de um aquário, causando a morte dos peixes.

Embora seja um caso isolado, ele ilustra os riscos envolvidos quando sistemas de IA passam a controlar equipamentos conectados.

Usuários também relataram limitações

As dificuldades não ficaram restritas aos testes internos.

Avaliações iniciais publicadas por veículos especializados apontaram alguns problemas.

Entre eles:

  • esquecimento de comandos anteriores;
  • dificuldade para concluir tarefas iniciadas em aplicativos parceiros;
  • falhas ao manter conversas longas.

Ainda assim, analistas reconhecem que a qualidade da conversação evoluiu significativamente em comparação com versões anteriores da Alexa.

Amazon continua expandindo a Alexa+

Mesmo diante dos desafios, a empresa segue adicionando novos recursos.

Nos últimos meses foram anunciadas novidades como:

Personalidades diferentes

Agora os usuários podem escolher estilos distintos de interação.

A assistente pode responder de maneira:

  • mais formal;
  • mais descontraída;
  • mais bem-humorada;
  • mais direta.

Pedidos em linguagem natural

Também foram ampliadas as integrações com aplicativos de entrega de comida.

A ideia é permitir pedidos mais naturais, sem necessidade de comandos específicos.

Por exemplo:

“Alexa, peça minha pizza favorita para chegar às oito da noite.”

O que isso significa para o futuro dos assistentes virtuais?

Amazon
Imagem: Sundry Photography / Shutterstock.com

O desenvolvimento do Moonraker mostra que o mercado caminha para uma nova geração de assistentes pessoais, capazes de compreender intenções mais complexas e executar tarefas completas, em vez de apenas responder perguntas isoladas.

Se a tecnologia atingir os resultados esperados, a Alexa poderá assumir um papel muito mais ativo na rotina dos usuários, organizando compromissos, realizando compras, controlando dispositivos inteligentes e interagindo com diferentes serviços de forma integrada.

Apesar disso, a Amazon ainda enfrenta o desafio de equilibrar desempenho, segurança e custos operacionais. O próprio CEO da empresa, Andy Jassy, afirmou recentemente que a Alexa+ “ainda está no início de sua jornada para se tornar a melhor assistente pessoal do mundo”.

Os documentos vazados sugerem que o projeto Moonraker poderá ser um dos principais passos para alcançar esse objetivo, embora a empresa ainda não tenha comentado oficialmente sobre seu desenvolvimento nem informado quando esses recursos poderão chegar ao público.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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