A Amazon iniciou esta semana um novo e severo ciclo de demissões que deve atingir 14 mil funcionários de suas áreas corporativas. O movimento dá continuidade ao plano de redução iniciado no final de 2025 e atinge divisões que são o coração tecnológico e de serviços da companhia, como a Amazon Web Services (AWS), Prime Video, varejo e recursos humanos.
Amazon confirma corte de 14 mil vagas em divisões estratégicas
A Amazon iniciou um novo ciclo de demissões atingindo 14 mil funcionários. Descubra por que a empresa corta vagas mesmo com lucros de US$ 56 bilhões.
Se os números se confirmarem, a Amazon terá realizado a maior redução de pessoal de sua história, podendo chegar a um total de 30 mil desligamentos no acumulado dos últimos meses — superando o recorde anterior de 2022/2023.
Leia mais:
Itaú começa 2026 com cortes e pressão sindical
O Paradoxo: Lucros Recordes vs. Demissões Massivas
Diferente das ondas de cortes anteriores, onde a empresa enfrentava prejuízos bilionários, o cenário atual é de bonança financeira. O que torna o anúncio surpreendente é a saúde do caixa da gigante:
- Em 2022: A empresa registrou prejuízo de US$ 2,7 bilhões.
- Em 2025: Apenas nos primeiros nove meses, o lucro superou US$ 56 bilhões.
- Último Trimestre: Ganho líquido de US$ 21,2 bilhões.
Então, por que demitir agora? A resposta está em uma mudança radical de estratégia sob o comando do CEO Andy Jassy.
A Nova Justificativa: Menos Burocracia, Mais IA
A Amazon mudou o discurso. Segundo Jassy, as demissões não são motivadas por crise financeira, mas por um processo de “desburocratização” da companhia.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
“Você acaba com muito mais pessoas do que antes e com muito mais níveis [hierárquicos]”, afirmou o CEO em conferência.
A meta é clara: remover camadas organizacionais para tornar a empresa mais ágil. Ao mesmo tempo, a Amazon está realocando recursos massivos para a Inteligência Artificial, investindo pesado em chips, data centers e serviços em nuvem para não perder terreno na corrida tecnológica.
Impacto Global e Local
As demissões têm um peso geográfico relevante, especialmente na região de Seattle, onde a Amazon e a Microsoft (que também realizou cortes recentes) dominam o mercado de trabalho tecnológico. Para os especialistas, este movimento sinaliza que as Big Techs entraram em uma era de “eficiência permanente”, onde o lucro alto não é mais garantia de estabilidade no emprego.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

