A Ambev (ABEV3) voltou a animar investidores após divulgar um lucro líquido de R$ 4,86 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um crescimento de 36,4% na comparação anual.
O desempenho acima das expectativas refletiu ganhos não recorrentes, como a venda de uma subsidiária na América Central e Caribe (CAC) e um crédito judicial obtido no Brasil.
Ambev: comprar ou vender? Analistas revelam por que a ação subiu 4% após o balanço
A Ambev (ABEV3) voltou a animar investidores após divulgar um lucro líquido de R$ 4,86 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um crescimento de 36,4% na compara
Na esteira dos resultados, as ações da Ambev subiram 4,66%, encerrando o pregão a R$ 12,59. Além do balanço, a companhia anunciou um programa de recompra de até 208 milhões de ações, estimado em cerca de R$ 2,5 bilhões, reforçando a confiança da administração.
Continue a leitura e veja como os analistas avaliam o futuro da Ambev.
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Bancos divergem sobre qualidade dos resultados da Ambev

O Bradesco BBI considerou que a Ambev apresentou resultados acima das projeções, mas com “qualidade mista”.
A receita líquida consolidada foi de R$ 20,8 bilhões — queda de 5,7% em relação ao mesmo período de 2024, mas dentro das estimativas.
Já o EBITDA ajustado alcançou R$ 7,06 bilhões, número estável ano a ano e 8% superior ao esperado pelo banco.
Segundo o relatório, a companhia mostrou eficiência na gestão de custos e despesas, mesmo em um cenário de retração de volumes no Brasil (-7,9%).
O BBI, porém, alertou para riscos ligados à fraqueza do consumo doméstico e à volatilidade econômica na Argentina, fatores que podem restringir ganhos futuros.
XP Investimentos e Itaú BBA veem desempenho misto
Para a XP Investimentos, a Ambev continua enfrentando desafios estruturais.
A corretora destacou que temperaturas abaixo da média e a renda do consumidor pressionada derrubaram as vendas de cerveja no Brasil em 7,7% no trimestre.
O Itaú BBA, por outro lado, avaliou os resultados como melhores do que o esperado, especialmente devido à redução nas despesas administrativas e no custo dos produtos vendidos.
O banco calculou um EBITDA ajustado de R$ 7,059 bilhões, cerca de 5% acima das projeções iniciais.
Entre os fatores pontuais que impulsionaram o lucro líquido, o Itaú BBA destacou o ganho não recorrente de R$ 644 milhões proveniente do programa de regularização tributária (PERT).
Sem esse efeito, o lucro seria de R$ 3,2 bilhões, alinhado ao consenso de mercado.
Cervejas da Ambev: premium e saudáveis puxam crescimento
Mesmo com a desaceleração geral, a Ambev manteve o avanço no segmento premium, consolidando sua liderança com marcas como Corona, Original e Stella Artois, que cresceram 15% em volume — o 18º trimestre consecutivo de alta.
No portfólio “zero álcool, menos calorias e sem glúten”, os destaques foram a Stella Pure Gold, cujo volume mais que dobrou, e a Michelob Ultra, com expansão de 80%.
Essas categorias apresentaram crescimento total de 65% frente ao 3º trimestre de 2024.
O movimento reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que busca opções mais equilibradas e saudáveis, tendência observada também no segmento de refrigerantes.
As versões sem açúcar registraram aumento superior a 20%, fortalecendo a presença da Ambev no mercado.
Mercado premium sustenta margens da Ambev

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Segundo relatório da XP Investimentos, as linhas premium e super premium cresceram em dois dígitos médios, superando as categorias tradicionais.
Esse desempenho ajudou a preservar a lucratividade mesmo diante da queda no volume total.
O JPMorgan reforçou que o portfólio “Balanced Choices” (que inclui Michelob Ultra, Stella Pure Gold e as cervejas sem álcool) teve alta de 30% em volume, refletindo a forte demanda por produtos de maior valor agregado.
Para os analistas, esse movimento é essencial para sustentar margens e diferenciar a empresa em um mercado cada vez mais competitivo.
Valuation e projeções para ações ABEV3
Em termos de valuation, a Ambev está sendo negociada a 12,5 vezes o lucro estimado para 2026, nível considerado justo pelo Itaú BBA, que mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 14.
O Bradesco BBI também manteve avaliação neutra, com preço-alvo de R$ 13, citando que a recuperação de volumes ainda é o principal gatilho para uma revisão positiva.
O JPMorgan acompanha o mesmo tom, projetando R$ 15,50 por ação, enquanto a XP Investimentos permanece mais cautelosa, com recomendação de venda.
De acordo com a XP, o papel está sendo negociado a 13,9 vezes o preço/lucro (P/L), múltiplo considerado elevado diante das perspectivas modestas de crescimento do lucro por ação (LPA).
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Com informações de: InfoMoney
