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Ameba que ‘come cérebros’ gera grave alerta

Especialistas de um grande país divulgaram uma pesquisa, atentando para o aumento de casos envolvendo essa ameba. Saiba mais.

Leo GarfinkelPor Leo Garfinkel2 min de leitura
Anvisa

Você sabia que existem amebas “comedoras de cérebros”? Essas espécies, conhecidas pelo nome científico Naegleria fowleri, chamaram a atenção de cientistas recentemente nos Estados Unidos. Recentemente, as autoridades de saúde do estado norte-americano de Ohio divulgaram um estudo falando sobre a atividade dessas amebas.

O artigo foi publicado no Ohio Journal of Public Health, veículo de comunicação voltado para a saúde. Especialistas expressaram grande preocupação com o avanço da espécie, principalmente nos estados do norte do país.

Aumento dos casos de infecção por ameba rara

De acordo com os autores da publicação, um recente aumento da incidência da doença causada pela Naegleria fowleri, pode indicar que a ameba está se expandindo pela região norte. Cientistas especulam que isso seja resultado direto das mudanças climáticas.

Além disso, eles afirmam que o aumento dos casos pode representar uma ameaça para a saúde coletiva. O alerta é maior em regiões onde as infecções cerebrais motivadas pela espécie ainda não foram documentadas.

Ainda segundo os autores do artigo, historicamente, os casos da ameba “comedora de cérebros” são comuns no sul dos Estados Unidos. Apesar disso, pesquisas recentes indicam que, desde 2010, as ocorrências têm aumentado em locais da região norte do país. Entre eles, destacam-se os estados de Minnesota, Indiana e Missouri.

Mudanças climáticas podem ser o motivo do aumento

Na pesquisa divulgada, os especialistas afirmam que dados de mudanças climáticas podem explicar o fenômeno. Segundo eles, grandes aumentos nas temperaturas de águas superficiais podem fazer com que a ameaça cresça tanto em áreas historicamente afetadas, quanto em novas regiões.

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Portanto, os cientistas alertam que, embora a doença seja bastante rara, as dinâmicas de clima do norte do país devem representar uma preocupação para as autoridades. Eles acrescentaram, ainda, que a falta de preparo dos profissionais de saúde para tratar essa doença pode levar a diagnósticos tardios e tratamentos inadequados.

A infecção cerebral causada pela N. fowleri é extremamente rara. De 1962 a 2015, houve registro de apenas 138 casos desse tipo nos Estados Unidos. Além disso, outras estatísticas indicam que 76% desses casos atingiram pessoas do sexo masculino e que 83% delas eram pessoas com idade menor ou igual a 18 anos.

Imagem: wavebreakmedia / Shutterstock.com

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