Nesta sexta-feira (10), a Americanas (AMER3) surpreendeu o mercado financeiro ao anunciar que não pagará os aluguéis atrasados de suas lojas em shoppings centers.
Americanas anuncia que não pagará aluguéis atrasados de suas lojas
A Americanas anunciou que não quitará as suas dívidas com aluguéis anteriores ao dia 19 de janeiro. Entenda os motivos!
Como justificativa, a varejista explicou que não pagará os aluguéis de antes do dia 19 de janeiro, em decorrência da suspensão de cobranças financeiras por estar em recuperação judicial.
Somente aos shoppings centers, a Americanas deve R$ 11,6 milhões, de acordo com informações divulgadas pela própria loja ao entregar a sua lista de credores para a Justiça. Segundo informações divulgadas pelo Estadão, são 90 shoppings credores.
Ainda em seu comunicado para a imprensa, a loja destacou que os pagamentos referentes ao período de 20 a 31 de janeiro serão quitados ainda neste mês.
Shoppings credores
Segundo a lista de credores da Americanas, entregue à Justiça carioca, a maior dívida da empresa é com o Shopping Pantanal, em Cuiabá, para quem a varejista deve R$ 2,6 milhões.
A segunda maior dívida se refere ao Shopping Esplanada de Sorocaba, em São Paulo, cuja dívida é de R$1,6 milhão. Em terceiro, encontra-se a dívida aos Grupos AD, somando R$ 2,103 milhões.
Embora existam muitos shoppings afetados pela Americanas, o presidente da Associação Brasileira de Shoppings (Abrasce) se pronunciou afirmando que o caso serve para que as entidades busquem diversificar os seus inquilinos. Assim, evitando prejuízos financeiros.
Rombo de R$ 20 bilhões da Americanas
No início de janeiro, a Americanas anunciou ao mercado um rombo de R$ 20 bilhões em suas finanças. Justificando que eram “inconsistências contábeis” decorrentes de erros em suas planilhas.
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Após anunciar que a dívida da empresa totalizava R$ 40 bilhões, a empresa pediu recuperação judicial na Justiça. Na prática, a recuperação judicial não culmina no fim das lojas. Portanto, assim como aconteceu com a Saraiva há alguns anos, a empresa continuará funcionando normalmente.
No entanto, algumas consequências da atitude tem sido sentidas. Como, por exemplo, lojas de marketplace, que atuam na Americanas, aumentaram os seus preços com medo de não receber.
Além disso, o ativo foi excluído do Ibovespa e de outros índices, que não aceitam ações de empresas que estejam em recuperação judicial.
Imagem: stock-boris / shutterstock.com
