A Americanas arquivou o plano de recuperação judicial após previsão de aumento de R$ 10 bilhões no capital da varejista. As informações são do portal InfoMoney.
Americanas arquiva plano de recuperação: entenda
A Americanas entrou com pedido no último mês, com dívidas de quase R$ 43 bilhões devidas a cerca de 16 mil credores
De acordo com a plataforma, a empresa informou que o Conselho de Administração aprovou os termos e condições do planejamento, além da apresentação do processo da recuperação judicial, que tramita na 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
A empresa entrou com pedido no último mês com dívidas de quase R$ 43 bilhões devidas a cerca de 16 mil credores.
Plano de recuperação judicial continua em discussão
A Americanas afirmou, em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o plano de recuperação judicial ainda segue em discussão. Nesse sentido, a varejista informou que os principais acionistas da empresa, Marcel Telles, Beto Sicupira e Jorge Paulo Lemann, anunciaram a intenção de contribuir com o capital da companhia, como parte do planejamento.
Além disso, a empresa fará uso de até R$ 2 bilhões de recurso de alienações e ativos para reduzir a dívida restante, sendo parte destinada à recompra dos débitos do mercado e o restante para a recompra de dívida subordinada.
Dessa forma, a Americanas pretende reduzir o endividamento da varejista para R$ 4,9 bilhões. Atualmente, a companhia possui quase R$ 43 bilhões em dívidas com 16,3 mil credores.
Rombo de R$ 20 bilhões
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A Americanas entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro, após identificar um rombo de R$ 20 bilhões, o que a companhia chamou de “inconsistências contábeis”. Após a aprovação do pedido, a empresa contou com um prazo de 60 dias, encerrado nesta segunda-feira (20), para apresentar o plano.
Ao todo, a varejista conta com R$ 42,482 bilhões em dívidas. Como consequência, a empresa afastou seus principais diretores, entrou em recuperação judicial e nomeou um novo presidente. Além disso, os principais acionistas da empresa, Marcel Telles, Beto Sicupira e Jorge Paulo Lemann, tornaram-se investigados em uma CPI no Congresso.
Imagem: 5 second Studio e Jair Ferreira Belafacce / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
