A Americanas está tentando se manter no mercado através de um processo de recuperação judicial, depois da descoberta de um rombo de mais de R$ 40 bilhões nas contas da empresa. Agora, a varejista precisa cortar custos para continuar funcionando.
Americanas devolve galpões logísticos: confira as regiões afetadas
Americanas desocupa em todo o país vários galpões destinados ao e-commerce. Saiba o que pode acontecer com o preço dos produtos.
Nos últimos dias, a empresa informou que não pagaria os aluguéis atrasados até o dia 19 de janeiro (quando saiu a recuperação judicial). A estimativa é que a varejista esteja devendo mais de R$ 11 milhões em shoppings de todo o Brasil.
Agora, a Americanas começou a desocupar os galpões alugados que eram utilizados como espaços de armazenamento de compras feitas em seu e-commerce. De cada dez galpões, a empresa já devolveu dois.
Americanas devolve galpões alugados
De acordo com o levantamento feito pela imobiliária SDS Properties, e publicado pelo jornal O Estado de São Paulo, em 2022, a varejista chegou a ocupar 830 mil metros quadrados espalhados por todo o país.
Contudo, com a política de desocupação dos espaços da Americanas, 20% dessa área foi devolvida, o que representa 159 mil metros quadrados. Assim, a empresa liberou galpões em:
- Betim (MG);
- Cajamar (SP);
- Resende (RJ);
- Ribeirão Preto (SP).
A desocupação desses espaços pode acabar influenciando o preço das mercadorias, principalmente, em regiões onde a logística de armazenamento fica comprometida.
Por exemplo, a Americanas fechou um centro de distribuição em Fortaleza (CE). Agora, as operações de entregas têm como base o centro de distribuição que fica em Recife (PE).
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Valor dos aluguéis
O fato da Americanas estar desocupando galpões em vários locais do país está preocupando as imobiliárias e gestoras de imóveis. Já que a empresa ocupa até 50% da área de alguns condomínios logísticos.
De acordo com representantes do setor, o preço dos aluguéis pode ser afetado pela saída da empresa combinado com as altas taxas de vacância, como na cidade do Rio de Janeiro e em Porto Alegre.
Imagem: stock-boris / shutterstock.com
