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Americanas rebate Banco BTG fazendo grave acusação

A resposta da Americanas veio após o BTG entrar com recurso na Justiça para bloquear o montante de R$ 1,2 bilhão em dívidas da varejista.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Fachada de uma unidade da Americanas

A Americanas rebateu o Banco BTG com grave acusação no pedido de recuperação judicial feito nesta quinta-feira (19) pela varejista. Na petição inicial, a empresa afirmou que a instituição bancária é um  “ávido banco” que “usurpou ilicitamente sem base legal” o dinheiro da Americanas. 

A resposta da varejista veio após o BTG entrar com recurso na Justiça para bloquear o montante de R$ 1,2 bilhão em dívidas da Americanas. No processo, o banco fez duras críticas à empresa e seus acionistas, chamando-os de “semideuses do capitalismo”.

Americanas entrou com pedido de recuperação judicial 

Na última quinta-feira (19), a Americanas entrou com um pedido de recuperação judicial. As dívidas da varejista, considerando credores, funcionários e fornecedores, chegam a R$ 43 bilhões.

O pedido aconteceu após a Americanas identificar um rombo de R$ 20 bilhões no balanço financeiro da empresa, ao qual a varejista deu nome de “inconsistências contábeis”.

A recuperação judicial permite que a empresa não pague dívidas até conseguir negociar com credores para se recuperar. Contudo, o BTG entrou na Justiça antes mesmo do pedido de recuperação judicial da Americanas, para congelar parte do montante devido pela varejista ao banco. 

Isso porque a Americanas conseguiu uma decisão da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que determinou a suspensão de obrigações dos instrumentos de dívida da Americanas pelo prazo de 30 dias.

BTG entrou com recurso para bloquear R$ 1,2 bilhões das dívidas da varejista

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O banco afirmou no processo que os três principais acionistas da Americanas – Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira – eram “semideuses do capitalismo” que fizeram uma “pirotecnia contábil” e agora estariam “dando uma de maluco” após o anúncio do rombo bilionário na varejista.

Dessa forma, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu ao BTG o direito de bloquear os valores da Americanas. Na decisão, o juiz alegou que a proteção obtida pela empresa antes do processo de recuperação judicial não dá à varejista livre acesso.

Imagem: Jair Ferreira Belafacce / Shutterstock

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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