Na última terça-feira (23), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes tarifários em distribuidoras de energia em alguns estados do país. Com exceção do Paraná, as contas de luz deverão ficar mais caras para o consumidor final.
Aneel faz reajustes na conta de energia elétrica: Veja os números!
%Resumo% A energia elétrica deve ficar mais cara para alguns estados do país após os recentes reajustes da Aneel
A medida ocorre devido aos custos com encargos setoriais, além da compra, transmissão e distribuição de energia.
Os reajustes entram em vigor entre os dias 26 e 29 de agosto.
Reajustes nos Estados
O aumento mais significativo será aplicado pela Elektro Redes, que atende municípios em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. O reajuste para a conta residencial é de cerca de 10,8%.
A empresa também poderá aumentar as tarifas do segmento de consumidores de alta tensão, como indústrias e empresas maiores. Nesse caso, o percentual chega a 23,7%.
Para o consumo de alta tensão, os ajustes tendem a ser maiores.
Confira agora como ficam os outros estados.
Santa Catarina
Em Santa Catarina, 3 distribuidoras aplicaram os reajustes.
- Decelt
Consumo residencial: 7,49%
Consumo de alta tensão: 8,22%
- EFLUL
Consumo residencial: 8,32%;
Consumo de alta tensão: 31,94%;
- EFLJC
Consumo residencial: 6,95%;
Consumo de alta tensão: 0,69%
- COOPERALIANÇA
Consumo residencial: 7,38%;
Consumo de alta tensão: 3,46%
Maranhão
No estado do Maranhão, apenas uma distribuidora aderiu aos reajustes.
- Equatorial
Consumo residencial: 1,37%;
Consumo de alta tensão: 3,68%;
Paraná
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Mais um estado do sul do país aplicou os reajustes. O único com percentual negativo.
- Forcel
Consumo residencial: – 0,27%;
Consumo de alta tensão: – 12,04%;
Paraíba
No estado da Paraíba, apenas uma companhia realizou reajustes.
- Energisa
Consumo residencial: 0,46%;
Consumo de alta tensão: 3,49%.
Reajuste poderia ser ainda maior
De acordo com a agência, os reajustes aplicados poderiam ser ainda maiores. No entanto, a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos) sobre a energia elétrica contribuiu para que as revisões fossem mais amenas.
Os repasses da Eletrobras à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a utilização de recursos tributários do PIS/Cofins também influenciaram os reajustes para baixo.
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