De acordo com um levantamento da Magnite, no Brasil, 74% dos espectadores com televisões conectadas à Internet assistem a streamings com publicidade. O estudo da companhia de tecnologia de publicidade online considerou os conteúdos de TV por Internet transmitidos por qualquer aparelho.
Os dados são de um relatório chamado “A ascensão do streaming com publicidade: uma visão detalhada de como os anúncios estão alavancando a TV por streaming no Brasil”.
Usuários que veem anúncios já são maioria
Segundo a pesquisa, 81% dos entrevistados assistem a conteúdos que contém anúncios. Esse indicador foi superior aos 62% que afirmaram assistir a plataformas sem publicidade. Entre os participantes que não consomem os anúncios, 44% declararam que provavelmente cancelariam ou reduziriam a assinatura de TV paga.
Enquanto isso, 70% afirmaram que assinariam um novo serviço de streaming gratuito ou de menor custo, mas com anúncios. 45%, ainda, assumiram que estariam dispostos a ver publicidade para pagar um valor mensal menor para consumir conteúdo.
Meio eficaz de venda
Outro resultado interessante apontado pelo estudo foi em relação à relevância da exposição das marcas (em diferentes plataformas) no processo de atração do consumidor. O levantamento da Magnite indicou que 91% dos usuários de streaming com publicidade têm maior propensão a comprar de uma marca com a qual eles se envolveram em diferentes canais.
Mercado com potencial para a publicidade
O vice-presidente da Magnite na América Latina, Rafael Pallarés, deu uma declaração explicando que a situação da televisão mudou muito nos últimos anos, uma vez que grande parte do público parou de consumir conteúdos na TV tradicional e passou a preferir a programação de streaming.
De acordo com ele, além de evidenciar o crescimento do setor no Brasil, o levantamento também mostra que os sistemas de publicidade têm potencial de crescimento em um futuro próximo. Segundo o executivo, essa tendência configura uma “oportunidade valiosa para os anunciantes alcançarem os consumidores em grande escala”.
Imagem: Proxima Studio/ Shutterstock.com
