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Anvisa alerta: novo medicamento falsificado semelhante ao Ozempic circula no mercado

Anvisa emite alerta sobre falsificação dos medicamentos Rybelsus e Ofev no Brasil. Veja como identificar os produtos falsificados e se proteger.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Canetas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um novo alerta sanitário sobre a circulação de medicamentos falsificados no mercado brasileiro. Após casos recentes envolvendo o Ozempic, agora a preocupação recai sobre os remédios Rybelsus, indicado para diabetes tipo 2, e Ofev, utilizado no tratamento de doenças pulmonares graves.

A agência determinou a imediata apreensão de lotes falsificados, reforçando orientações tanto para a população quanto para profissionais de saúde sobre como identificar e evitar esses produtos irregulares.

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Medicamento Rybelsus falsificado: Semaglutida sob ameaça

Nordisk
Imagem: Reprodução / Freepik.com

Lote irregular circulando no mercado

A Anvisa identificou a falsificação do medicamento Rybelsus, da farmacêutica Novo Nordisk, sob o lote M088499. O alerta é especialmente preocupante porque este medicamento contém semaglutida, o mesmo princípio ativo do popular Ozempic, utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e, mais recentemente, procurado também para controle de peso.

O Rybelsus, diferentemente do Ozempic, é administrado por via oral, o que o torna uma alternativa para pacientes que preferem não utilizar medicamentos injetáveis. Justamente por sua alta demanda, criminosos passaram a falsificar o produto, colocando em risco a saúde de milhares de pessoas.

Riscos do consumo de medicamentos falsificados

De acordo com a Anvisa, o consumo de medicamentos falsificados representa sérios riscos, incluindo:

  • Ineficácia no tratamento;
  • Agravamento da doença;
  • Efeitos colaterais desconhecidos;
  • Riscos de intoxicação por substâncias não identificadas.

Ofev falsificado: Alerta para pacientes com doenças pulmonares

Lote 681522 não é reconhecido pela fabricante

Além do Rybelsus, a Anvisa também alerta sobre a falsificação do medicamento Ofev, produzido pela Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica Ltda. O lote identificado como 681522 não possui registro ou qualquer reconhecimento pela própria fabricante.

Ofev é indicado para tratamento e retardo da progressão de doenças pulmonares graves, como:

  • Fibrose pulmonar idiopática (FPI);
  • Doença pulmonar intersticial associada à esclerose sistêmica, também conhecida como esclerodermia.

Essas são condições que comprometem seriamente a função respiratória, e a utilização de um medicamento falsificado pode colocar em risco não apenas a eficácia do tratamento, mas a própria vida dos pacientes.

Histórico de falsificações: Ozempic também foi alvo

Casos registrados entre 2023 e 2024

O aumento na falsificação de medicamentos à base de semaglutida não é um caso isolado. A própria Anvisa já havia identificado, nos últimos dois anos, três lotes falsificados do Ozempic, sendo eles:

  • Lote MP5C960, detectado em junho de 2023, com concentração de 1 mg e embalagem em idioma espanhol;
  • Lote LP6F832, encontrado em outubro de 2023, com validade até novembro de 2025;
  • Lote MP5A064, identificado em janeiro de 2024, com validade até outubro de 2025.

Esses episódios demonstram que o mercado paralelo de medicamentos falsificados está cada vez mais sofisticado e direcionado a produtos de alta demanda.

Como identificar medicamentos falsificados

Sinais de alerta nas embalagens

A Anvisa orienta que a população esteja atenta aos seguintes pontos antes de adquirir qualquer medicamento:

  • Verificar se o medicamento está em embalagem original e lacrada;
  • Observar se existem erros de ortografia na caixa, bula ou rótulo;
  • Conferir informações do lote, validade e fabricante;
  • Comparar o produto com imagens disponibilizadas no site oficial da fabricante;
  • Sempre exigir a nota fiscal, que garante a procedência do produto.

Onde comprar com segurança

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A recomendação da Anvisa é clara: adquirir medicamentos somente em farmácias e drogarias regularizadas, que possuam autorização de funcionamento e sejam fiscalizadas pelos órgãos sanitários. Evitar compras em sites de procedência duvidosa, redes sociais ou mercados informais é fundamental.

O que fazer em caso de suspeita de falsificação

anvisa ozempic
Imagem: Divulgação

Passo a passo para consumidores e profissionais de saúde

Se houver qualquer suspeita sobre a autenticidade de um medicamento, a orientação da Anvisa é:

  1. Não utilizar o produto até confirmar sua autenticidade;
  2. Entrar em contato com a empresa detentora do registro, cujos dados constam na embalagem original;
  3. Registrar uma denúncia junto à Anvisa, que pode ser feita pelo portal oficial da agência;
  4. Notificar também a Vigilância Sanitária local, que poderá realizar inspeções no estabelecimento.

Impactos na saúde pública e nas políticas sanitárias

Combate à falsificação é prioridade

O avanço da falsificação de medicamentos no Brasil acende um alerta não apenas para os consumidores, mas também para o sistema de saúde como um todo. De acordo com especialistas, o comércio de produtos farmacêuticos irregulares compromete os esforços de combate a doenças crônicas e pode gerar sobrecarga no sistema de saúde pública devido a complicações causadas por tratamentos ineficazes.

A Anvisa reforça que o combate à falsificação de medicamentos é uma prioridade sanitária nacional, sendo conduzido em parceria com órgãos como a Polícia Federal, Receita Federal e Ministério da Justiça.

Conclusão: Vigilância e responsabilidade são essenciais

O recente alerta da Anvisa sobre os medicamentos Rybelsus e Ofev, somado ao histórico de falsificações do Ozempic, reforça a importância da vigilância sanitária e da responsabilidade dos consumidores na escolha de onde adquirir seus tratamentos.

Ao desconfiar de preços muito abaixo do mercado, embalagens suspeitas ou falta de nota fiscal, a recomendação é clara: não compre e denuncie. A saúde deve estar sempre em primeiro lugar.

Imagem: Freepik

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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