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Anvisa reforça ações contra mpox e sarampo em portos e aeroportos; entenda a medida

Nova norma da Anvisa exige materiais e avisos sonoros sobre mpox e sarampo em portos, aeroportos e voos, reforçando ações de prevenção nas viagens.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em decisão unânime da diretoria colegiada, uma nova Instrução Normativa que determina a obrigatoriedade da divulgação de informações sobre sintomas e prevenção da mpox (anteriormente chamada de varíola dos macacos) e do sarampo em pontos estratégicos de entrada e saída do país.

A medida visa ampliar a conscientização sobre essas doenças em locais de grande circulação de pessoas, como portos, aeroportos e aeronaves. Com isso, a Anvisa espera colaborar com os esforços nacionais e internacionais de contenção de surtos e reintroduções virais, especialmente diante do atual cenário epidemiológico.

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Avisos e materiais sobre a mpox serão visíveis ao público

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Imagem: Débora F. Barreto Vieira/IOC/Fiocruz

Exposição obrigatória em áreas de circulação

A norma exige que portos e aeroportos brasileiros exibam materiais informativos sobre a mpox, contendo orientações claras a respeito dos sintomas, formas de contágio e métodos de prevenção. Esses materiais devem ser afixados em locais de fácil visualização, como áreas de embarque e desembarque, salas de espera, terminais de passageiros e próximos a guichês de atendimento.

Abordagem educativa sem imposição de sanções

A Anvisa esclarece que o conteúdo tem caráter exclusivamente educativo, sem a imposição de sanções ou restrições sanitárias aos viajantes. O foco está na educação em saúde pública, incentivando comportamentos responsáveis diante de doenças transmissíveis.

Por que a mpox voltou ao foco da saúde pública?

Embora os casos de mpox tenham diminuído desde o pico global em 2022, surtos isolados continuam sendo registrados em diversos países. A reintrodução do vírus pode ocorrer por meio de viajantes infectados, o que torna a vigilância em pontos de entrada uma ferramenta essencial.

A mpox é uma doença viral que se manifesta por febre, dor muscular, lesões cutâneas e mal-estar. Embora seja menos letal que a varíola humana erradicada, ela pode causar complicações sérias, sobretudo em pessoas imunossuprimidas.

Sarampo: companhias aéreas devem emitir avisos sonoros

Alerta contínuo até erradicação total

Outro ponto da normativa da Anvisa é a exigência de avisos sonoros sobre o sarampo a bordo de aeronaves que operam em território nacional. A medida será mantida até que o processo de eliminação do vírus no Brasil seja concluído.

Trilinguismo em voos internacionais

Nos voos internacionais, os anúncios devem ser feitos em português, espanhol e inglês, reforçando o compromisso com a acessibilidade e o alcance da mensagem junto a viajantes estrangeiros.

Esses alertas sonoros têm como objetivo informar os passageiros sobre os sintomas do sarampo, sua alta transmissibilidade e a importância da vacinação completa como forma eficaz de prevenção.

Situação atual do sarampo no Brasil

Apesar dos esforços de imunização, o Brasil ainda não conseguiu eliminar completamente a circulação do vírus do sarampo. Casos continuam sendo registrados em diversas regiões, e surtos esporádicos preocupam autoridades sanitárias, especialmente em áreas com baixa cobertura vacinal.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, com potencial de complicações graves. Os sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas na pele, coriza e conjuntivite.

Doenças-alvo são classificadas como eventos de importância sanitária

O que são ESPII, ESPIN e ESP?

As determinações da Anvisa se aplicam a doenças classificadas como:

  • ESPII (Evento de Saúde Pública de Importância Internacional)
  • ESPIN (Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional)
  • ESP (Evento de Saúde Pública)

Essas classificações são utilizadas para indicar enfermidades com potencial de impacto significativo na saúde coletiva, exigindo monitoramento e resposta coordenada entre autoridades nacionais e internacionais.

Ações temporárias e flexíveis

A nova normativa tem caráter temporário e pode ser modificada conforme a evolução do cenário epidemiológico. A Anvisa mantém a prerrogativa de revisar as exigências, intensificá-las ou suspendê-las, a depender da situação sanitária nacional e global.

Como será feita a implementação nos portos e aeroportos

Anvisa
Imagem: Fabrikasimf – Freepik

Responsabilidade dos administradores

Caberá aos administradores dos terminais aéreos e marítimos a implementação dos materiais visuais e sonoros exigidos pela Anvisa. Os conteúdos deverão seguir modelos padronizados a serem fornecidos ou validados pela própria agência reguladora.

Fiscalização orientadora

Embora a normativa não preveja sanções, haverá ações de fiscalização orientadora por parte da Anvisa. O objetivo é garantir a adesão voluntária e proativa por parte dos entes públicos e privados envolvidos no transporte de passageiros.

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Alinhamento com recomendações internacionais

Convergência com OMS e IHR

As medidas da Anvisa seguem diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Regulamento Sanitário Internacional (RSI). O Brasil é signatário do RSI e, portanto, comprometido com a prevenção e resposta a emergências de saúde pública transfronteiriças.

Relevância da comunicação de risco

A comunicação de risco em saúde pública é considerada um dos pilares do enfrentamento de epidemias e pandemias. Alertas bem formulados e amplamente divulgados ajudam a evitar o pânico, corrigem desinformações e promovem a adesão da população a medidas preventivas.

Reação do setor aéreo e de transporte

Adesão e desafios

Em nota, associações do setor aéreo brasileiro demonstraram apoio à medida, reconhecendo seu papel na segurança sanitária dos passageiros. No entanto, ressaltam a importância de padronização dos materiais e de prazo adequado para implementação, sobretudo em aeroportos regionais com menor infraestrutura.

Companhias internacionais

As companhias aéreas internacionais que operam voos para o Brasil também deverão se adequar às novas diretrizes, sobretudo no que diz respeito aos avisos trilingues nos voos de chegada.

Perspectivas para o controle das doenças

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Imagem: Freepik

Importância da vacinação

Tanto no caso da mpox quanto do sarampo, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. O Ministério da Saúde reforça que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) está em plena operação e que a população deve manter o calendário vacinal atualizado.

Cooperação entre esferas de governo

A iniciativa da Anvisa é parte de um esforço conjunto entre órgãos federais, estaduais e municipais, que trabalham em sinergia para mitigar riscos e preservar a saúde pública, sobretudo em momentos de maior movimentação, como feriados prolongados e férias escolares.

Conclusão: informação como escudo sanitário

Com a nova instrução normativa, a Anvisa reforça seu papel como agente regulador e promotor da educação em saúde pública. Ao optar por medidas informativas e não punitivas, o órgão aposta na conscientização como principal ferramenta de prevenção. Em um mundo cada vez mais interligado, ações desse tipo tornam-se cruciais para manter o Brasil preparado frente a desafios sanitários globais.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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