A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou em 2025 a fiscalização de produtos alimentícios, suplementos e medicamentos no Brasil.
Anvisa veta mais de 100 produtos e reforça controle no mercado brasileiro
Anvisa intensificou a fiscalização em 2025 e suspendeu mais de 100 alimentos e suplementos por contaminação, fraudes e ausência de registro.
Como resultado direto, mais de 100 itens foram suspensos, proibidos ou recolhidos do mercado nacional, levantando um alerta sobre os riscos à saúde dos consumidores.
Com irregularidades que vão desde contaminações bacterianas até o uso de substâncias proibidas, a ação da agência expõe uma rede de comercialização informal, produtos falsificados e empresas que burlam regras básicas de segurança sanitária.
Leia mais:
Ressarcimento do INSS começa quinta; 700 mil já estão na fila
Relações Brasil-China avançam com ação inédita após 23 anos
Aumentam os vetos da Anvisa: quais produtos foram proibidos

A lista de produtos proibidos inclui desde suplementos alimentares amplamente consumidos, como o whey protein, até temperos e polpas de frutas vendidas em supermercados de todo o país.
Alimentos contaminados e rotulagem enganosa
Entre os casos mais graves detectados pela Anvisa, estão:
- Whey Protein Piracanjuba (lote 23224): contaminado por Staphylococcus aureus, bactéria que pode causar infecções graves.
- 100% Full Whey (Fullife Nutrition): presença de glúten não declarado, colocando celíacos em risco.
- Molho de alho Qualitá (lote 29): presença de dióxido de enxofre, alérgeno não informado no rótulo.
- Polpa de morango De Marchi (lote 09437-181): identificada com corpos estranhos de origem desconhecida.
Produtos adulterados e ingredientes ilegais
A fiscalização também detectou adulterações e uso de substâncias proibidas em diversos produtos. Destaques incluem:
- Canela-da-China Kinino (lote 371LAG2419): adulterada com amido e outras substâncias não identificadas.
- Linha Power Green: suplementos com ingredientes ilegais e alegações terapêuticas sem respaldo científico.
Além disso, a Anvisa identificou falsificação em azeites de marcas como Serrano, Málaga e La Ventosa, que continham óleo de origem duvidosa e composição não declarada.
Suplementos e fitoterápicos também são alvo
A lista de itens suspensos inclui diversos suplementos importados ou nacionais, comercializados de forma irregular ou sem autorização da Anvisa. Entre eles:
- Cibos, Ozotonek, Natrol, Now, Puritan’s Pride, KN Nutrition e Status Verde: ausência de registro sanitário e ingredientes não autorizados.
- Pós sabor café das marcas Master Blends, Melissa e Pingo Preto: contaminados por ocratoxina A, toxina potencialmente cancerígena.
O caso do Curcumyn Long
O suplemento Curcumyn Long, da Akron Pharma, que prometia efeitos anti-inflamatórios com base na cúrcuma longa, foi recolhido após a Anvisa constatar que o produto não atendia às especificações técnicas da legislação brasileira.
Segundo a empresa, o recolhimento foi preventivo e uma documentação de conformidade já está em preparo.
Medicamentos sem registro e fraudes empresariais
Entre os medicamentos irregulares, o destaque vai para o popular “Xarope da Vovó”, que era vendido sem qualquer autorização sanitária.
Outros três suplementos atribuídos indevidamente ao Grupo Nutra Nutri também foram barrados por uso indevido de CNPJ e ausência de registro legal. A empresa nega envolvimento com os produtos em questão.
Por que a Anvisa está apertando o cerco
A Anvisa vem ampliando sua atuação para coibir práticas que colocam em risco a saúde pública. Com o crescimento do mercado de suplementos, alimentos funcionais e fitoterápicos, aumentaram também os casos de empresas que ignoram as normas regulatórias para lucrar com promessas milagrosas.
Impacto no comércio e responsabilidade das marcas
As ações da agência têm implicações diretas sobre a confiança dos consumidores e o comportamento do varejo. Estabelecimentos que vendem produtos sem registro ou com propaganda enganosa também podem ser responsabilizados civil e criminalmente.
O que fazer se você comprou um produto proibido

A Anvisa orienta que os consumidores que adquiriram qualquer item vetado interrompam o uso imediatamente, façam o descarte seguro e exijam a substituição ou reembolso nos pontos de venda.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Essas exigências são amparadas pelo Código de Defesa do Consumidor, que garante o direito à informação e à segurança dos produtos consumidos.
Como identificar se um produto é regular
Para evitar riscos, o consumidor deve:
- Verificar o número de registro da Anvisa no rótulo.
- Consultar o portal oficial da agência.
- Desconfiar de preços muito abaixo do mercado.
- Evitar produtos que prometem “cura milagrosa” ou resultados extremos sem comprovação científica.
Lista completa está no site da Anvisa
A lista atualizada com todos os produtos suspensos, proibidos ou recolhidos está disponível para consulta no portal oficial da Anvisa.
A expectativa é de que novas fiscalizações ocorram ainda neste segundo semestre de 2025, com possíveis novas inclusões na lista de proibições.
Conclusão: alerta máximo e responsabilidade compartilhada
O endurecimento das ações da Anvisa mostra que a saúde pública continua sendo prioridade, mesmo diante da crescente pressão do mercado.
A atuação da agência evidencia a necessidade de transparência, controle rigoroso e responsabilidade por parte das empresas, mas também exige atenção e consciência por parte dos consumidores.
Principais aprendizados para o consumidor
- Desconfie de suplementos sem procedência ou com alegações exageradas.
- Sempre leia os rótulos e verifique a presença do número de registro.
- Denuncie produtos irregulares aos canais oficiais da Anvisa.
Perspectivas: o que vem a seguir
O mercado brasileiro de produtos naturais, suplementos e alimentos funcionais está em franca expansão. Em meio a esse crescimento, a regulação será peça-chave para garantir a segurança dos consumidores e a integridade das marcas sérias.
Com isso, a atuação da Anvisa deve continuar sendo intensificada, acompanhada por campanhas educativas e colaborações com Procons estaduais, laboratórios e outras entidades sanitárias.
