A fim de deixar o visual ainda mais bonito, consumidores – com predominância das mulheres – costumam utilizar pomadas para pentear ou modelar os cabelos. No entanto, após relatos graves de problemas de saúde, a Anvisa proibiu a venda desses produtos e recomendou que as pessoas deixem de usar os já adquiridos.
Anvisa bate o martelo e proíbe produto queridinho das mulheres
Após relato de problemas graves de saúde, Anvisa proíbe produto amplamente usado por mulheres. Entenda o caso
Alguns oftalmologistas alertaram sobre a composição de alguns produtos, indicando que estes poderiam trazer prejuízos à saúde dos olhos de seus usuários. Entretanto, foi apenas depois de relatos frequentes de cegueira temporária, inchaço, entre outros sintomas preocupantes, que definiram a proibição da comercialização do produto.
Relatos graves chegaram à Anvisa
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os relatos incluíam uma variedade de sintomas, mas todos causados após o consumidor fazer uso de uma destas pomadas e, mais tarde, tomar banho ou molhar o cabelo de alguma maneira.
Dentre os sintomas identificados, usuários de pomadas de pentear e modelar indicaram:
- Coceira;
- Vermelhidão;
- Lacrimejamento intenso;
- Dor ocular;
- Inchaço das pálpebras;
- Ardor contínuo dos olhos;
- Dores de cabeça;
- Cegueira temporária.
Por não ser possível determinar rapidamente se existe um componente em comum ou se são apenas algumas marcas que causam os sintomas indesejados, a proibição englobou todas as marcas e produtos do gênero.
A partir da última sexta-feira (10), a Anvisa também recomendou que consumidores deixassem de usar os produtos já adquiridos e que salões de beleza não os aplicassem em seus clientes. Afinal, em casos mais graves, é possível que o consumidor precise de um transplante de córnea para voltar a enxergar.
Produtos proibidos passam de 3 mil
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De acordo com o último levantamento, a suspensão englobou mais de 3 mil marcas de pomadas, impedindo-as de chegarem às prateleiras. Além disso, mais de 700 pessoas – no Rio de Janeiro e em Pernambuco – procuraram auxílio médico após o uso deste tipo de produto.
A Anvisa reforça que ainda não houve identificação da marca ou do componente que causa os sintomas e que, portanto, a melhor decisão é evitar o uso.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com
