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Anvisa divulga lista de azeites com origem incerta e fraudes; confira marcas proibidas

Governo proíbe 22 marcas de azeite em 2025 por fraude, origem incerta e irregularidades sanitárias. Veja lista completa das marcas vetadas.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Anvisa identifica fraude e proíbe 8 marcas de azeite; veja se você consome alguma

O governo federal anunciou em 2025 uma ampla operação de combate à fraude em azeites de oliva, resultando na proibição total ou parcial de 22 marcas comercializadas em todo o país. As ações, conduzidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Agricultura, revelaram uma série de irregularidades, incluindo origem desconhecida, adulteração de produtos e empresas com CNPJs suspensos.

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A operação e seus resultados

Azeite
Imagem: DUSAN ZIDAR/ Shutterstock.com

Desde o início de 2024, o governo já realizou mais de 70 proibições de azeites entre lotes e marcas diferentes. Em 2025, o foco das fiscalizações se intensificou após denúncias sobre produtos fabricados em locais clandestinos e comercializados sem o devido registro.

A mais recente proibição envolve o azeite Ouro Negro, apreendido pela Anvisa em outubro. Segundo o Ministério da Agricultura, o produto foi desclassificado por origem desconhecida e irregularidades graves na importadora Intralogística Distribuidora Concept Ltda, que teve seu CNPJ suspenso na Receita Federal.

De acordo com as autoridades, casos como esse representam risco à saúde pública, pois produtos adulterados podem conter óleos vegetais de baixa qualidade e não passam por inspeções sanitárias.


Irregularidades mais comuns nas fraudes de azeite

As fraudes em azeites não são novidade no Brasil. O país figura entre os que mais registram casos de adulteração do produto, e as investigações de 2025 reforçaram esse histórico preocupante. Entre as principais irregularidades estão:

  • Adulteração e falsificação: mistura de azeite com óleos vegetais mais baratos, como soja e canola;
  • Falta de registro: empresas sem CNPJ ativo ou autorização sanitária;
  • Origem incerta: azeites com rótulos falsos ou sem comprovação de procedência;
  • Irregularidades em rotulagem: informações inconsistentes no rótulo ou ausência de dados obrigatórios;
  • Produção clandestina: fábricas sem inspeção e sem controle de qualidade;
  • Risco à saúde: contaminação e armazenamento inadequado dos produtos.

Esses fatores levaram à retirada de diversas marcas do mercado, além de apreensões em estabelecimentos comerciais e depósitos ilegais.


Marcas proibidas em 2025

A lista de azeites proibidos inclui 22 marcas, vetadas entre fevereiro e outubro de 2025. Algumas delas já haviam sido alvo de sanções anteriores, reforçando o problema recorrente no setor.

Marcas banidas ou com lotes vetados:
Azapa, Doma, Alonso, Quintas D’Oliveira, Almazara, Escarpas das Oliveiras, La Ventosa, Grego Santorini, San Martín, Castelo de Viana, Terrasa, Casa do Azeite, Terra de Olivos, Alcobaça, Villa Glória, Santa Lucía, Campo Ourique, Málaga, Serrano, Vale dos Vinhedos, Los Nobles e Ouro Negro.

O Ministério da Agricultura e a Anvisa divulgaram que oito dessas marcas aparecem em ambas as listas de proibição, reforçando o alerta para os consumidores. São elas:
Cordilheira, Serrano, Alonso, Quintas D’Oliveira, Almazara, Escarpas das Oliveiras, Grego Santorini e La Ventosa.

Casos de reincidência e origem duvidosa

Algumas marcas citadas já haviam sido apreendidas em 2024 e voltaram ao mercado com novos rótulos e importadores diferentes, estratégia comum entre empresas irregulares.

O caso da marca Alonso é emblemático: há duas empresas com o mesmo nome, mas apenas uma delas é regular. A proibida é representada pela Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., sem origem confirmada. A marca legítima, de origem chilena, é exportada pela Agrícola Pobena S.A. e continua autorizada a operar.


O risco dos azeites irregulares à saúde

Azeite
Imagem: ededchechine / Freepik

O consumo de azeites falsificados pode representar sérios riscos à saúde. Em fiscalizações realizadas em 2024 e 2025, agentes encontraram produtos misturados com óleos vegetais de baixo custo, rotulados como “extravirgens”.

Além da fraude econômica, há o perigo de contaminação bacteriana e química, já que muitos desses produtos são armazenados em condições inadequadas, sem controle de higiene ou temperatura.

O Ministério da Agricultura destacou que parte dos lotes apreendidos era produzida em estabelecimentos clandestinos, sem inspeção sanitária. Algumas empresas também possuíam CNPJs inativos ou baixados, o que reforça a suspeita de fraude intencional.


Como o consumidor pode se proteger

As autoridades recomendam que o consumidor adote medidas simples de verificação antes de comprar azeite, especialmente em supermercados, feiras e lojas online.

Dicas para evitar fraudes

  1. Desconfie de preços muito baixos – Azeites extravirgens genuínos têm custo elevado de produção, e valores muito abaixo da média são um alerta.
  2. Evite produtos vendidos a granel – O azeite deve ser comercializado em frascos lacrados e rotulados.
  3. Verifique a origem e o CNPJ – Sempre confira se a empresa produtora ou importadora tem registro ativo na Receita Federal.
  4. Consulte os órgãos oficiais – Antes da compra, acesse as listas de produtos irregulares publicadas pela Anvisa e pelo Ministério da Agricultura.

Como verificar se o azeite é regular

A Anvisa e o Ministério da Agricultura disponibilizam ferramentas online para checar se o produto é regularizado e seguro para consumo.

Consulta na Anvisa

A Anvisa mantém um banco de dados de produtos falsificados, acessível ao público. Basta inserir o nome da marca no campo “Produto” para verificar se há alguma restrição. O sistema indica se o item está proibido, suspenso ou irregular.

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Consulta no Ministério da Agricultura

O Cadastro Geral de Classificação (CGC) do Ministério da Agricultura também permite pesquisar empresas registradas no setor de azeites. O registro é obrigatório para todas as empresas que processam, beneficiam ou embalam azeites e produtos vegetais.

Empresas listadas no CGC passam por fiscalizações periódicas, garantindo que sigam os padrões sanitários e de rotulagem exigidos por lei.


A importância da fiscalização contínua

Especialistas alertam que, embora o Brasil tenha avançado na identificação de fraudes, a fiscalização precisa ser constante. O mercado de azeite é altamente lucrativo e atrai empresas que buscam reduzir custos de forma ilícita, prejudicando consumidores e produtores sérios.

Segundo a Anvisa, operações conjuntas com o Ministério da Agricultura continuarão em 2025 e 2026, com foco em importadoras suspeitas e produtos com origem incerta.

O objetivo é proteger o consumidor brasileiro e manter a credibilidade do mercado nacional de azeites, que tem crescido em consumo e produção própria nos últimos anos.


O que fazer se o produto comprado for irregular

Caso o consumidor desconfie de um azeite falsificado ou encontre o nome da marca na lista de produtos proibidos, deve:

  • Interromper imediatamente o consumo;
  • Guardar o produto para possível análise das autoridades;
  • Registrar uma denúncia junto à Anvisa ou ao Procon do seu estado;
  • Evitar o descarte indevido, pois os produtos podem ser recolhidos em investigações.

Essas medidas ajudam na rastreamento das fraudes e na responsabilização das empresas envolvidas.


As ações do governo federal em 2025 expuseram um esquema persistente de fraude e adulteração de azeites no Brasil. Com 22 marcas banidas por origem incerta, empresas irregulares e risco à saúde, o alerta ao consumidor nunca foi tão necessário.

O caso do azeite Ouro Negro e de outras marcas vetadas reforça a importância de verificar procedência, rótulo e registro antes da compra.

A fiscalização rigorosa da Anvisa e do Ministério da Agricultura é essencial para garantir que apenas produtos autênticos cheguem à mesa dos brasileiros — e que a fraude em azeites continue sendo combatida com transparência e punição exemplar.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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