A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificaram neste mês de maio de 2025 as ações de fiscalização contra produtos que colocam em risco a saúde da população brasileira. Após os casos envolvendo creme dental e shampoo falsificados, agora foi a vez de produtos considerados “naturais” e azeites de oliva serem alvo das autoridades.
Anvisa suspende sabonete de marca renomada: entenda!
Anvisa suspende sabonetes da marca Mercado de Banho por falta de registro, e Mapa proíbe azeites por irregularidades.
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ANVISA suspende sabonetes populares, veja o que está proibido

Anvisa suspende sabonetes da marca mercado de banho
A Anvisa determinou a suspensão imediata da fabricação, comercialização, distribuição e uso de uma linha de sabonetes e cosméticos da marca Mercado de Banho, popular entre consumidores adeptos de produtos naturais. A decisão foi publicada após constatação de que os itens estavam sendo fabricados sem o devido registro sanitário.
Falta de registro compromete segurança
De acordo com a Anvisa, os sabonetes e cremes corporais da marca não possuíam comprovação de segurança e eficácia, conforme exigido pela legislação sanitária brasileira. Sem o registro, os produtos não passaram pelos testes laboratoriais obrigatórios, nem tiveram avaliação de composição, pH, efeitos colaterais e potenciais alérgenos.
Produtos da marca proibidos
A lista de itens vetados pela agência inclui tanto sabonetes quanto hidratantes corporais:
- Mousse Corporal Hidratação Intensa Buriti
- Polpa Esfoliante Corporal Bali
- Sabonete Bali
- Sabonete Buriti
- Sabonete Cenas do Rio 3 – Pão de Açúcar
- Sabonete de Argila Verde
- Sabonete de Açafrão
- Sabonete de Capim Limão – Bandeira
- Sabonete de Lavanda Inglesa
- Sabonete de Marine
- Sabonete de Água de Arroz
Esses produtos, segundo a agência, não atendem aos requisitos mínimos de segurança para contato direto com a pele. O uso contínuo poderia causar reações adversas, especialmente em pessoas com sensibilidade a componentes químicos naturais não regulamentados.
Ausência de resposta da empresa
Até o momento da publicação deste artigo, a empresa responsável pela marca Mercado de Banho ainda não se pronunciou publicamente sobre a decisão da Anvisa. Também não foram apresentados recursos ou solicitações de regularização dos produtos junto ao órgão.
Mapa proíbe duas marcas de azeite de oliva por origem desconhecida

Paralelamente à ação da Anvisa, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu um novo alerta de risco ao consumidor. A medida atinge agora dois azeites de oliva extravirgem que estavam sendo vendidos no mercado nacional, ambos com origem considerada desconhecida e sem registro sanitário válido.
As marcas afetadas são:
- Alonso (representada pela empresa Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda)
- Quintas D’Oliveira
Segundo o G1, a ação se deu após uma operação de fiscalização que apreendeu lotes dos produtos e identificou diversas irregularidades, o que levou o governo federal a proibir não só a comercialização, como também a fabricação, propaganda e o uso.
Irregularidades graves foram constatadas
O Ministério da Agricultura detectou diversos problemas em relação à rastreabilidade e conformidade dos azeites:
- Produtos com origem desconhecida e sem documentação que comprove a procedência;
- Rótulos fora dos padrões legais exigidos;
- Falta de licenciamento sanitário junto à autoridade competente;
- Instalações inadequadas para o processamento e envase;
- Ausência de registro no Ministério da Saúde.
Essas falhas tornam impossível garantir a qualidade e a pureza do produto que chega à mesa do consumidor. Em casos anteriores semelhantes, investigações apontaram a diluição de azeite de oliva com óleos vegetais mais baratos, como soja ou milho, prática que pode enganar o consumidor e causar danos à saúde.
Duas marcas “Alonso”: saiba qual foi proibida
Em outubro de 2024, o próprio Ministério da Agricultura havia emitido uma nota técnica para esclarecer que existem duas marcas registradas no Brasil com o nome “Alonso”. No entanto, a marca proibida pela medida atual é aquela representada pela Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda.
A outra marca, que possui registro e controle sanitário adequados, segue liberada para comercialização.
Impacto nas prateleiras e alerta ao consumidor
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As medidas mais recentes da Anvisa e do Mapa acendem um sinal de alerta importante para os consumidores, especialmente diante da crescente busca por produtos considerados “naturais” ou “artesanais”, bem como pelo aumento da procura por alimentos mais saudáveis, como o azeite extravirgem.
Como saber se o produto é regularizado
A recomendação dos órgãos é que o consumidor sempre verifique se o produto possui:
- Número de registro na Anvisa ou no Ministério da Agricultura;
- Nome do fabricante com CNPJ visível na embalagem;
- Data de validade e lote identificáveis;
- Rótulo com informações claras, ingredientes e modo de uso.
Além disso, produtos cosméticos devem conter a frase “Produto notificado na Anvisa” ou apresentar o número de registro ANVISA/MS. Já alimentos como azeite devem ter o SIF (Selo de Inspeção Federal) e o número do registro MAPA visível.
O que fazer se já comprou um dos produtos proibidos

Caso o consumidor já tenha adquirido algum dos sabonetes ou azeites vetados, a orientação é interromper o uso imediatamente. Em caso de reação alérgica, mal-estar ou qualquer sintoma incomum, deve-se procurar atendimento médico e, se possível, levar o produto para análise.
A denúncia de comercialização irregular pode ser feita diretamente nos canais da Anvisa (www.gov.br/anvisa) ou pelo telefone 0800-642-9782. O Mapa também disponibiliza uma ouvidoria digital para denúncias sobre alimentos e bebidas adulteradas.
Tendência de fiscalização deve continuar
Especialistas em segurança sanitária destacam que a tendência é de maior rigor na fiscalização de produtos voltados ao bem-estar, já que a demanda crescente por itens “naturais” estimula o surgimento de marcas que nem sempre seguem os procedimentos técnicos exigidos.
A diretora da Anvisa, Meiruze Freitas, reforçou recentemente que “a confiança do consumidor é conquistada com transparência e regularidade”. O governo federal, por meio dos órgãos reguladores, deve continuar atuando para retirar de circulação itens que representem qualquer grau de risco à saúde pública.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
