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Anvisa proíbe venda de 25 marcas de azeite adulterado

Anvisa e Ministério da Agricultura proíbem 25 marcas de azeite adulterado. Veja lista completa, motivos da fraude e orientações ao consumidor.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Anvisa

A fiscalização coordenada entre a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Ministério da Agricultura levou à proibição total ou parcial de 25 marcas de azeite comercializadas no Brasil em 2025. Na quarta-feira (12.nov.2025), quatro novas marcas — Royal, Godio, La Vitta e Santa Lucia — tiveram lotes adicionados à lista de produtos vetados, ampliando o alerta nacional sobre adulterações no setor de alimentos.

A medida foi tomada após análises laboratoriais que identificaram fraudes graves nos produtos, incluindo a presença de óleos vegetais de outras espécies misturados ao azeite de oliva, o que viola normas de qualidade e engana o consumidor. Em alguns casos, os laudos apontaram adulterações tão expressivas que tornaram os produtos impróprios para consumo.

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Por que tantos azeites estão sendo proibidos?

As equipes de fiscalização identificaram diferentes irregularidades durante as inspeções realizadas em supermercados, atacarejos, pequenos comércios e pontos de distribuição em todo o Brasil.

Fraudes laboratoriais confirmadas

Os principais motivos das proibições foram:

  • Adulteração da composição: mistura com óleos de soja, canola ou outros vegetais, vendida como azeite extravirgem ou virgem.
  • Falsificação de origem: rótulos que indicavam países e regiões tradicionais de produção, mas que não correspondiam à realidade.
  • Uso de ingredientes não declarados: ausência de transparência sobre a real procedência dos óleos utilizados.

Problemas na importação e distribuição

Além da adulteração química dos produtos, as equipes descobriram falhas graves na cadeia de fornecimento.

Empresas sem CNPJ ativo

Parte dos azeites era importada por empresas sem cadastro ativo no Brasil, dificultando a rastreabilidade e a responsabilização em caso de irregularidades.

Instalações fora dos padrões sanitários

Locais inadequados de armazenamento e envase também foram detectados, o que aumenta o risco de contaminação e degradação do produto.

Rotulagem irregular

Entre as irregularidades mais comuns estavam:

  • informações nutricionais inconsistentes;
  • ausência de tradução adequada;
  • dados omitidos sobre o tipo de azeite;
  • falsa indicação de azeite extravirgem.

Falta de licenciamento

Algumas marcas operavam sem licenças obrigatórias de vigilância sanitária, o que viola a legislação brasileira de alimentos.


Lista das 25 marcas de azeite proibidas

As proibições variam entre lotes específicos e suspensões totais, dependendo da gravidade da fraude encontrada. As marcas incluídas na lista até novembro de 2025 são:

Alcobaça, Almazara, Alonso, Azapa, Campo Ourique, Casa do Azeite, Castelo de Viana, Doma, Escarpas das Oliveiras, Godio, Grego Santorini, La Ventosa, A Vida, Los Nobles, Málaga, Ouro Negro, Quintas D’Oliveira, Real, São Martinho, Santa Lúcia, Serrano, Terra de Olivos, Terrasa, Vale dos Vinhedos, Villa Glória, além dos lotes acrescentados recentemente de Royal e La Vitta.

Em todos os casos, foram encontradas adulterações ou irregularidades que comprometem a autenticidade e a segurança dos produtos. Algumas marcas receberam banimento total, enquanto outras tiveram apenas lotes isolados proibidos.


O que diz o Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura classificou a comercialização desses azeites adulterados como infração grave, passível de responsabilização administrativa e financeira dos estabelecimentos envolvidos. A pasta reforçou que as fiscalizações estão intensificadas devido ao aumento de denúncias e ao crescimento da importação de azeites de origem duvidosa.

Segundo o órgão, é essencial que o consumidor denuncie produtos suspeitos e que comerciantes observem rigorosamente as normas sanitárias:

  • conferir a procedência dos fornecedores;
  • exigir comprovação documental das importações;
  • manter os rótulos acessíveis à fiscalização;
  • retirar imediatamente de circulação produtos proibidos.

Orientações ao consumidor

A recomendação oficial é clara: quem comprou qualquer um dos azeites proibidos deve suspender o consumo imediatamente. O Código de Defesa do Consumidor garante o direito de:

  • solicitar substituição do produto;
  • pedir reembolso;
  • registrar reclamações formais caso a loja se recuse a atender.

Onde denunciar

Denúncias podem ser feitas no canal oficial Fala.BR, plataforma que recebe queixas sobre infrações sanitárias e procedimentos irregulares. Quanto mais relatos forem enviados, maior a chance de ampliar a fiscalização em estabelecimentos que continuam vendendo produtos vetados.


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Como evitar a compra de azeites adulterados

Especialistas e órgãos fiscalizadores recomendam atenção redobrada na hora de escolher o azeite.

1. Desconfie de preços muito baixos

Azeite de oliva verdadeiro, sobretudo extravirgem, exige processo de produção rigoroso e tem custo elevado. Valores muito abaixo da média podem indicar adulteração.

2. Não compre azeite a granel

A venda sem embalagem original impede o consumidor de verificar a procedência e facilita fraudes.

3. Verifique o rótulo

Observe:

  • país de origem;
  • tipo de azeite (extravirgem, virgem, composto);
  • prazo de validade;
  • lacre original.

4. Consulte a lista oficial da Anvisa

A Anvisa disponibiliza uma ferramenta de busca onde o consumidor pode verificar, pelo nome da marca, se o produto está entre os itens proibidos ou suspeitos. Basta acessar o campo “Produto” e fazer a consulta.


Mercado pressionado e expectativa de novas fiscalizações

A sucessão de fraudes coloca em alerta o setor de importadores e distribuidores de azeite. Especialistas do mercado estimam que novas operações devem ocorrer nos próximos meses, já que as irregularidades encontradas sugerem uma rede organizada de adulteração.

Consumidores e comerciantes vivem agora um período de maior atenção, enquanto a Anvisa e o Ministério da Agricultura intensificam ações preventivas, coletam novos lotes e monitoram a entrada de produtos estrangeiros.

O objetivo, segundo os órgãos, é “garantir a segurança alimentar e proteger o consumidor brasileiro contra fraudes que prejudicam a saúde e ferem a confiança no mercado”.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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