O azeite de oliva, tradicional aliado da saúde e da gastronomia, ganhou os holofotes recentemente por um motivo preocupante.
Anvisa proíbe comercialização de 2 azeites famosos, veja quais!
A Anvisa suspendeu a comercialização dos azeites das marcas Serrano e Cordilheira em todo o país. Saiba os motivos da proibição.
Em setembro de 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de dois azeites bastante populares nas prateleiras brasileiras: Serrano e Cordilheira. A medida acendeu um alerta entre consumidores e reforçou a importância da vigilância sobre os alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.
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O que motivou a proibição?

A decisão da Anvisa foi baseada em irregularidades graves. Após uma investigação, foi constatado que as empresas responsáveis pelos azeites não possuíam registro válido no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Isso significa que elas estavam atuando à margem da legalidade e fora do controle sanitário necessário para garantir a qualidade e segurança do produto.
Medidas tomadas
Além da proibição de venda em todo o território nacional, a agência determinou a apreensão de todos os lotes dos produtos ainda disponíveis no mercado. A ação visa retirar do consumo produtos que podem oferecer riscos à saúde, seja por contaminações, adulterações ou ausência de garantias mínimas de controle de qualidade.
Como a Anvisa fiscaliza os azeites?
A fiscalização de produtos como o azeite de oliva envolve diversos critérios técnicos e laboratoriais. A Anvisa atua em parceria com outros órgãos, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para identificar fraudes, irregularidades e adulterações.
Etapas da fiscalização:
- Coleta de amostras no comércio e em distribuidoras;
- Análises laboratoriais para verificação de composição e qualidade;
- Verificação documental, como registro no CNPJ e regularidade junto aos órgãos sanitários;
- Fiscalização das rotulagens, para garantir que as informações repassadas ao consumidor sejam verdadeiras.
Essa estrutura de controle visa evitar fraudes comuns no mercado de azeites, como a mistura com óleos de qualidade inferior, venda de azeites refinados como se fossem extra virgens, ou rotulagem enganosa.
Fraudes em azeites: um problema recorrente
O mercado global do azeite de oliva tem sido alvo de fraudes há anos. O alto valor agregado do produto e sua popularidade tornam o setor atraente para práticas ilegais. No Brasil, casos de adulterações e falsificações são identificados com relativa frequência.
Riscos para o consumidor:
- Consumo de substâncias não autorizadas ou alergênicas;
- Exposição a produtos sem controle sanitário;
- Pagamento por um produto que não corresponde à sua rotulagem;
- Danos à saúde a longo prazo, especialmente em pessoas com restrições alimentares.
Tipos de azeite de oliva e como identificá-los
É fundamental que o consumidor saiba diferenciar os tipos de azeite disponíveis e entenda as características que definem a qualidade do produto. Conheça as principais categorias:
Azeite Extra Virgem
- Obtido da primeira prensagem das azeitonas;
- Acidez máxima de 0,8%;
- Rico em antioxidantes naturais;
- Ideal para consumo cru, como em saladas ou finalização de pratos.
Azeite Virgem
- Acidez entre 0,8% e 2%;
- Boa qualidade, mas inferior ao extra virgem;
- Pode ser utilizado em preparos quentes.
Azeite Refinado
- Passa por processos químicos para correção de sabor e cor;
- Geralmente misturado com azeite virgem;
- Usado em cozimentos e frituras.
Azeite de Oliva (composto)
- Mistura de azeite refinado com azeite virgem ou extra virgem;
- Sabor mais suave;
- Versátil para uso geral na cozinha.
Como escolher um azeite de qualidade?

Com tantas opções no mercado e diante de casos de fraude, é essencial adotar critérios rigorosos na escolha do azeite.
Dicas práticas para o consumidor:
🟢 Verifique a procedência
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Dê preferência a azeites com origem conhecida, produzidos por empresas que têm registro válido nos órgãos reguladores.
🟤 Atenção à embalagem
Opte por azeites em garrafas de vidro escuro, que protegem contra a luz e evitam a oxidação do produto. Evite embalagens plásticas.
🔵 Leia o rótulo
- Procure pelo tipo de azeite (extra virgem, virgem, refinado);
- Verifique a acidez: quanto menor, melhor;
- Observe data de envase e validade.
🟠 Teste o aroma e sabor
Um bom azeite tem aroma frutado, sabor ligeiramente amargo e picante — sinais da presença de antioxidantes e frescor.
O papel do consumidor e das autoridades
A segurança alimentar depende tanto da atuação eficaz dos órgãos fiscalizadores quanto do comportamento consciente dos consumidores. A atenção a rótulos, o conhecimento sobre os tipos de azeite e a preferência por marcas reconhecidas e fiscalizadas são práticas que fazem toda a diferença.
O que fazer ao identificar irregularidades?
Caso o consumidor desconfie da qualidade de um azeite, ele pode:
- Registrar denúncia no site da Anvisa ou no Procon de sua cidade;
- Evitar consumir o produto até que haja confirmação da sua segurança;
- Informar o estabelecimento comercial sobre a possível irregularidade.
Conclusão
A proibição da comercialização dos azeites Serrano e Cordilheira é mais um capítulo na luta contra fraudes no setor alimentício. A ação da Anvisa destaca a importância da fiscalização rigorosa e do compromisso com a saúde da população. Para o consumidor, o episódio serve como um alerta: escolher bem é também um ato de proteção.
Mais do que um item culinário, o azeite de oliva representa tradição, saúde e confiança. Garantir sua autenticidade é responsabilidade de todos — autoridades, produtores e consumidores.
Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

