A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta semana a proibição imediata da venda e a retirada das prateleiras do lote 371LAG2419 da canela em pó da marca Kinino, uma das mais conhecidas entre os consumidores brasileiros. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e já está em vigor em todo o território nacional.
Anvisa proíbe venda de canela em pó no Brasil; confira os detalhes
Anvisa proíbe lote da canela em pó Kinino por contaminação; produto apresenta risco à saúde e deve ser recolhido imediatamente do mercado.
O motivo? A detecção de substâncias estranhas à composição natural da canela, levantando sérias preocupações sobre a segurança alimentar do produto. O episódio acendeu o alerta sobre o controle de qualidade em alimentos processados no Brasil.
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Resultado de análises revela presença de elementos estranhos

Exames indicam contaminação grave
A ação da Anvisa foi motivada por resultados insatisfatórios em exames laboratoriais realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), instituição pública de referência em análises toxicológicas e microbiológicas. Os testes apontaram a presença de resíduos histológicos incompatíveis com a canela, além de matérias macroscópicas e microscópicas não identificadas.
Esses elementos são incompatíveis com o que se espera de um condimento puro, como a canela em pó. A presença dessas substâncias pode indicar fraude, adulteração ou contaminação durante o processo de produção ou armazenamento, o que configura risco à saúde dos consumidores.
Riscos à saúde dos consumidores
Segundo especialistas em vigilância sanitária, o consumo de alimentos com contaminantes biológicos e químicos não identificados pode causar reações alérgicas, distúrbios gastrointestinais ou até complicações mais graves, especialmente em pessoas com imunidade comprometida, crianças e idosos.
Medidas imediatas determinadas pela Anvisa
Suspensão da comercialização e recolhimento
A Anvisa determinou que o lote 371LAG2419 da canela em pó Kinino seja retirado do mercado imediatamente e que a empresa responsável faça o recolhimento de todos os produtos ainda disponíveis para venda.
As redes de supermercados, lojas de produtos naturais e estabelecimentos de varejo estão sendo notificados para garantir o cumprimento da decisão.
Recomendação ao consumidor: não consumir o produto
A orientação da Anvisa é objetiva: consumidores que adquiriram o produto devem parar de usá-lo imediatamente. A recomendação é entrar em contato com a empresa fabricante para providenciar a devolução ou descarte adequado da mercadoria.
A agência também sugere que os consumidores fiquem atentos a possíveis sintomas adversos após o consumo do lote mencionado e, em caso de suspeita, procurem um médico.
Sobre a marca Kinino e seu posicionamento

Marca é uma das líderes no segmento de temperos
A Kinino é uma marca brasileira consolidada no setor de alimentos, especialmente no mercado de condimentos, sopas e temperos prontos. Presente em diversos supermercados do país, seus produtos são amplamente consumidos por famílias brasileiras.
Empresa ainda não se manifestou publicamente
Até o momento da publicação deste artigo, a empresa responsável pela Kinino não havia emitido nota oficial sobre a decisão da Anvisa ou sobre as medidas que serão adotadas para resolver o problema. A expectativa é que um comunicado público seja feito nas próximas horas, especialmente para esclarecer os consumidores e parceiros comerciais.
Ações e fiscalização da Anvisa: como funcionam
Papel da agência na proteção da saúde pública
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A Anvisa é responsável por regulamentar, fiscalizar e monitorar a qualidade de alimentos, medicamentos, cosméticos e outros produtos que impactam a saúde dos brasileiros. A fiscalização envolve inspeções, auditorias e análises laboratoriais periódicas, especialmente após denúncias ou suspeitas de contaminação.
Casos como este não são isolados
Nos últimos anos, a agência já determinou o recolhimento de diversos produtos alimentícios por irregularidades semelhantes, como impurezas físicas, contaminação microbiológica ou presença de substâncias não autorizadas. O objetivo principal é prevenir danos à saúde coletiva e responsabilizar empresas que não seguem as normas sanitárias.
O que fazer se você comprou o lote contaminado?
Verifique a embalagem
Confira na embalagem da canela Kinino se o lote é o 371LAG2419. A numeração geralmente está localizada na parte inferior ou traseira da embalagem, próxima à data de validade.
Contato com a fabricante
Se confirmar que possui um produto do lote interditado, entre em contato com a Kinino pelos canais de atendimento ao consumidor. Guarde o cupom fiscal, se possível, e exija orientações para devolução e reembolso.
Denuncie casos suspeitos
Caso você encontre o produto ainda à venda em mercados ou feiras, pode denunciar diretamente à Ouvidoria da Anvisa ou à vigilância sanitária do seu município. A colaboração da população é essencial para garantir a eficácia das medidas sanitárias.
Imagem: Annmell_sun/ shutterstock.com

