A Anvisa publicou ontem no Diário Oficial da União a proibição de comercialização de produtos de duas marcas de cannabis e uma de cogumelos. A decisão afeta empresas que não possuem registro ou autorização para distribuição de seus produtos no Brasil, reforçando o controle sanitário sobre produtos de origem vegetal e fúngica.
Anvisa proíbe comercialização de produtos à base de cannabis e cogumelos
Anvisa proíbe produtos de cannabis e cogumelos sem registro. Saiba quais empresas foram afetadas e como a decisão impacta o mercado.
A medida tem caráter preventivo e busca garantir que apenas produtos devidamente regulados cheguem ao consumidor. Segundo a agência, a fiscalização será mantida em todo o território nacional para coibir irregularidades.
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Marcas de cannabis afetadas

Hemp Vegan
A Anvisa apontou que a marca Hemp Vegan não possui registro ou autorização para vender seus produtos, os quais seriam fabricados por uma empresa desconhecida.
A empresa respondeu em nota, alegando que houve um equívoco na identificação. A Hemp Vegan esclareceu que sua operação europeia, realizada pelo domínio hempvegan.health, é distinta da brasileira, hempvegan.com.br.
“Nunca fabricamos, comercializamos ou importamos produtos derivados de canabidiol no Brasil. Nossa atuação é exclusiva no desenvolvimento de cosméticos naturais com registro, formulações veganas e soluções integrativas com ativos legais no território nacional”, afirmou a empresa.
O caso evidencia a necessidade de distinguir operações internacionais de brasileiras ao analisar a conformidade regulatória de produtos de cannabis.
Cannafy Serviços
Outra empresa alvo da proibição foi a Cannafy Serviços, cujos produtos também não possuem registro na Anvisa. De acordo com a agência, os itens são fabricados por empresas sem autorização de funcionamento no Brasil.
A Cannafy publicou nota em seu site informando que não produz localmente e atua como intermediária entre pacientes brasileiros e fornecedores estrangeiros.
“Atuamos para garantir que todas as importações tenham sido previamente autorizadas pela Anvisa, conforme dispõe a Resolução Anvisa RDC n. 660/2022. Reiteramos nosso compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a segurança dos pacientes brasileiros”, explicou a empresa.
O caso ressalta a complexidade do mercado de importação de produtos à base de cannabis, que exige rigorosa observância das normas nacionais.
Produtos comestíveis de cogumelos também são proibidos
A Anvisa incluiu na decisão a empresa De Volta às Raízes, que produzia produtos comestíveis à base de cogumelos. Segundo a agência, todos os lotes comercializados carecem de registro ou cadastro, tornando a venda irregular e proibida.
A empresa não respondeu aos pedidos de contato feitos pelo UOL, deixando em aberto esclarecimentos sobre a produção e distribuição dos produtos. A Anvisa reforçou que nenhum lote deve ser comercializado enquanto não houver regularização.
Objetivos da decisão da Anvisa
O órgão regulador reforça que a medida busca proteger o consumidor, garantir a segurança sanitária e evitar riscos à saúde pública. Entre os principais objetivos da proibição estão:
- Evitar venda de produtos sem registro ou fiscalização adequada;
- Assegurar que produtos de cannabis ou cogumelos sejam fabricados por empresas autorizadas;
- Impedir importações irregulares e práticas que possam gerar risco à saúde;
- Garantir conformidade com a legislação brasileira, incluindo a RDC 660/2022.
A decisão evidencia o compromisso da Anvisa em manter o mercado seguro e regulamentado, mesmo diante de novas tendências de consumo, como produtos à base de canabidiol e cogumelos comestíveis.
Impactos no mercado de cannabis e cogumelos
A proibição pode gerar impactos diretos no setor, especialmente para empresas que atuam em modelos de importação ou comercialização de produtos naturais. Entre os efeitos esperados:
- Suspensão imediata da venda de produtos não autorizados;
- Recolhimento de lotes irregulares;
- Necessidade de regularização de registros para operação legal;
- Potencial aumento de fiscalização e auditorias futuras;
- Maior atenção de consumidores quanto à origem e autorização dos produtos.
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Especialistas alertam que empresas que não observarem as normas podem enfrentar sanções administrativas e até ações judiciais.
Considerações sobre regulamentação e fiscalização
A atuação da Anvisa reforça que o controle de produtos à base de cannabis e cogumelos no Brasil é rigoroso e exige:
- Registro formal de produtos;
- Autorização de fabricação e importação;
- Transparência na comunicação com consumidores;
- Conformidade com a legislação sanitária vigente.
A agência destaca que medidas preventivas como essa são essenciais para evitar riscos de saúde, fraudes e práticas comerciais ilegais, garantindo segurança para o público.
Como consumidores devem se proteger

Diante da decisão, especialistas recomendam que consumidores adotem práticas de cautela:
- Verificar sempre o registro do produto no site da Anvisa;
- Confirmar a origem da marca e do fabricante;
- Evitar comprar produtos de empresas sem histórico ou reputação comprovada;
- Consultar profissionais de saúde antes de consumir produtos de cannabis ou cogumelos;
- Denunciar irregularidades às autoridades competentes.
Esses cuidados ajudam a minimizar riscos e garantir que apenas produtos legais e seguros sejam utilizados.
A Anvisa proibiu a comercialização de produtos de duas marcas de cannabis — Hemp Vegan e Cannafy Serviços — e de uma marca de cogumelos comestíveis — De Volta às Raízes — por falta de registro ou autorização. A decisão reforça a necessidade de regularização para garantir a segurança do consumidor, a conformidade com a legislação e a fiscalização contínua do mercado. Empresas e consumidores devem permanecer atentos às normas e às atualizações da agência para evitar riscos à saúde e problemas legais
Com informações de: UOL
