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Seu cosmético pode estar proibido! ANVISA barra produtos de beleza e limpeza no país

A Anvisa proibiu a venda e distribuição de cosméticos e produtos de limpeza sem registro. Saiba mais detalhes!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição de circulação, fabricação e venda de dois produtos populares nas categorias de beleza e limpeza doméstica. As medidas atingem a escova progressiva Trycee Professional HD e a pastilha efervescente Washing Machine, ambas sem registro sanitário no Brasil.

A decisão foi divulgada em 6 e 7 de novembro, após inspeções que identificaram irregularidades graves, como a ausência de identificação de fabricante e a falta de comprovação de segurança e eficácia.

Escova progressiva Trycee Professional HD é banida do mercado

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Falta de registro e fabricante desconhecido

A escova progressiva Trycee Professional HD teve sua produção, venda e distribuição proibidas em todo o território nacional. Segundo a Anvisa, não foi possível identificar o responsável técnico nem a empresa fabricante do produto, o que configura uma infração sanitária grave.

Sem o devido registro na categoria de cosméticos, a progressiva não passou pelos testes exigidos para garantir a segurança do uso direto sobre o couro cabeludo — o que pode representar riscos de queimaduras, reações alérgicas e intoxicações.

Risco químico e ausência de controle

De acordo com a Anvisa, produtos para alisamento capilar geralmente contêm substâncias de alto potencial irritante, como formol e derivados. Sem controle laboratorial e sem avaliação toxicológica, o uso pode causar danos permanentes à saúde.

A Agência reforça que todo cosmético precisa estar regularizado antes de ser comercializado, o que inclui aprovação de fórmula, rotulagem e testes de segurança.

Pastilha Washing Machine também é suspensa

Produto sem registro nem identificação da empresa

Outro item barrado pela Anvisa é a pastilha efervescente Washing Machine, destinada à limpeza de máquinas de lavar roupa. O produto também não possui registro sanitário e não apresenta dados de fabricante ou importador, o que impede qualquer rastreabilidade.

Risco de intoxicação e uso indevido

A ausência de informações básicas na embalagem — como composição, modo de uso e cuidados — aumenta o risco de intoxicação acidental. Segundo a Agência, substâncias químicas de limpeza exigem classificação adequada, rotulagem clara e advertências obrigatórias.

A decisão proíbe produção, distribuição e comercialização imediatas. Os lotes encontrados devem ser retirados de circulação em todo o país.

Anvisa alerta: confira sempre o registro antes da compra

Como identificar se o produto é regularizado

Em comunicado oficial, a Anvisa destacou a importância de o consumidor verificar o número do processo de registro ou autorização de funcionamento da empresa na embalagem. Esses dados garantem que o item passou pelas análises de segurança e eficácia.

Para consultar a regularidade de um produto, basta acessar o portal da Anvisa e buscar pelo nome comercial ou número do processo. Caso a informação não conste no sistema, o produto é considerado irregular.

Onde denunciar produtos suspeitos

A Anvisa orienta que denúncias de produtos sem registro ou de origem duvidosa sejam encaminhadas pelos canais oficiais do órgão ou às vigilâncias sanitárias municipais. A notificação ajuda na fiscalização e evita a disseminação de itens potencialmente perigosos.

Anvisa determina recolhimento de medicamento Furosemida

Lotes afetados e motivo do recolhimento

Um dia após a proibição dos produtos cosméticos e de limpeza, a Anvisa determinou o recolhimento de cinco lotes do medicamento Furosemida 10 mg/ml Solução Injetável (caixa com 100 ampolas de 2 ml), fabricado pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.

Os lotes afetados são: 25060692, 25060693, 25060694, 25060695 e 25060696. A medida suspende a comercialização, distribuição e uso desses lotes em todo o país.

Fragilidade das ampolas levou à medida

A própria fabricante comunicou o recolhimento voluntário, após identificar possível fragilidade no vidro das ampolas, o que pode comprometer a esterilidade e causar risco de contaminação do medicamento.

A Anvisa reforça que os pacientes devem consultar o número do lote nas embalagens e, em caso de dúvida, entrar em contato com o fabricante ou com o farmacêutico responsável.

Como evitar comprar produtos proibidos ou falsificados

1. Verifique o registro

Sempre procure pelo número de registro da Anvisa na embalagem. Ele deve aparecer claramente, com o formato: Autorização de Funcionamento nº XXXXXXX ou Processo nº XXXXXXX.

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2. Desconfie de preços muito baixos

Itens muito abaixo do valor de mercado podem ser falsificados ou importados de forma irregular. Evite comprar cosméticos ou medicamentos em redes sociais ou sites não verificados.

3. Prefira canais oficiais

Farmácias, perfumarias e supermercados de grandes redes são os locais mais seguros para adquirir produtos que exigem autorização sanitária.

Evite lojas sem endereço físico ou sem CNPJ identificado.

4. Consulte o portal da Anvisa

No site oficial da Agência, há uma ferramenta pública de consulta de produtos regularizados. A verificação leva poucos segundos e pode prevenir sérios riscos à saúde.

FAQ – Produtos proibidos pela Anvisa

1. Quais produtos foram proibidos pela Anvisa?
A escova progressiva Trycee Professional HD e a pastilha efervescente Washing Machine tiveram sua fabricação, venda e distribuição proibidas no Brasil.

2. Por que os produtos foram banidos?
Ambos não possuem registro sanitário nem identificação de fabricante, o que impede a comprovação de segurança.

3. O que fazer se eu comprei um desses produtos?
Interrompa o uso imediatamente e comunique à Anvisa ou à vigilância sanitária municipal. Guarde a embalagem para auxiliar na denúncia.

4. Como saber se um produto é autorizado pela Anvisa?
Acesse o portal da Anvisa e consulte o número de registro informado na embalagem. Se o produto não constar no sistema, ele é considerado irregular.

Considerações finais

As recentes proibições da Anvisa reforçam a importância da vigilância constante sobre produtos de beleza, limpeza e medicamentos. Itens sem registro não apenas violam normas sanitárias, como também podem causar danos sérios à saúde e ao meio ambiente.

Consumidores devem ficar atentos à procedência dos produtos e sempre buscar informações antes da compra. A segurança deve vir antes da estética ou da praticidade.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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