A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição, apreensão e recolhimento de quatro marcas de suplementos alimentares que estavam sendo comercializadas no Brasil de forma irregular. A decisão afeta diretamente a fabricação, distribuição, divulgação, venda e consumo dos produtos, considerados incompatíveis com a legislação sanitária vigente.
Anvisa proíbe comercialização de quatro marcas de suplementos, veja quais são
Anvisa proíbe a fabricação, venda e consumo de quatro marcas de suplementos alimentares por irregularidades sanitárias, falhas e mais.
Segundo a Anvisa, as medidas foram adotadas após a identificação de inconsistências nos registros, problemas na formulação dos suplementos e uso de alegações terapêuticas não autorizadas em materiais publicitários. Em alguns casos, as empresas responsáveis não possuem sequer registro sanitário ou origem identificada.
A ação reforça o papel do órgão na fiscalização do mercado de suplementos, que tem crescido de forma acelerada nos últimos anos e exige atenção redobrada quanto à segurança do consumidor.
Quais suplementos foram proibidos pela Anvisa
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A proibição determinada pela Anvisa envolve produtos de quatro empresas distintas, incluindo marcas conhecidas no mercado digital e suplementos vendidos em plataformas de comércio eletrônico.
Lista completa dos suplementos proibidos
| Lotes afetados | Motivo da proibição |
|---|---|
| Todos os lotes | Ausência de regularização sanitária e presença de substâncias não autorizadas para uso em alimentos |
| Lote 071A | Lote não reconhecido pelo fabricante oficial e divergências em relação ao produto original |
| Todos os produtos | Falhas graves nas boas práticas de fabricação identificadas em fiscalização |
| Todos os lotes | Falta de registro sanitário e propaganda com promessa terapêutica sem respaldo científico |
Motivos que levaram à proibição dos suplementos
A decisão da Anvisa se baseia em diferentes irregularidades, que variam conforme o fabricante e o tipo de produto.
Falta de registro sanitário
Um dos principais problemas identificados foi a ausência de registro ou notificação obrigatória junto à Anvisa. Sem esse procedimento, não há garantia de que o suplemento foi avaliado quanto à segurança, composição e qualidade.
Presença de substâncias não autorizadas
Em alguns produtos, foram identificados constituintes que não podem ser utilizados em suplementos alimentares, de acordo com as normas sanitárias brasileiras.
Alegações terapêuticas irregulares
Promessas de tratamento e cura
A Anvisa destacou que algumas marcas utilizavam expressões que sugerem propriedades terapêuticas, funcionais ou medicinais, o que é proibido para suplementos alimentares.
Publicidade enganosa
No caso do suplemento CANDFEMM, a propaganda afirmava ser capaz de “eliminar a candidíase”, o que caracteriza infração sanitária grave, pois induz o consumidor ao erro.
Divergência entre produto original e lote comercializado
No caso do Supra Ômega 3 TG 18 EPA/12 DHA + Vitamina E, o lote recolhido apresentava diferenças significativas em relação ao produto original. A própria empresa fabricante informou não reconhecer o lote comercializado.
Impacto da decisão para consumidores
A proibição dos suplementos acende um alerta importante para os consumidores que utilizam produtos desse segmento.
Riscos à saúde
O consumo de suplementos sem registro ou com composição irregular pode causar efeitos adversos, interações medicamentosas e até danos à saúde, especialmente em pessoas com condições pré-existentes.
Orientação da Anvisa
A Anvisa recomenda que consumidores suspendam imediatamente o uso dos produtos listados e procurem orientação de um profissional de saúde em caso de reações adversas.
Como identificar suplementos regularizados
Antes de adquirir qualquer suplemento alimentar, é fundamental adotar alguns cuidados básicos.
Verificação do registro
Consulta no site da Anvisa
Consumidores podem verificar se o produto está devidamente regularizado por meio da base de dados da agência.
Atenção às promessas
Suplementos não podem prometer cura, prevenção ou tratamento de doenças. Alegações desse tipo indicam irregularidade.
Cuidado com vendas online
Produtos vendidos exclusivamente em marketplaces, sem informações claras sobre fabricante e registro, merecem atenção redobrada.
Fiscalização e combate a irregularidades no mercado de suplementos
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O mercado de suplementos alimentares cresce rapidamente no Brasil, impulsionado por tendências de saúde, estética e desempenho físico. Esse cenário exige fiscalização constante para coibir práticas irregulares.
Atuação da Anvisa
A Anvisa atua por meio de fiscalizações, denúncias e monitoramento de publicidade, garantindo que os produtos comercializados estejam de acordo com a legislação.
Responsabilidade das empresas
Fabricantes e comerciantes são responsáveis por garantir a legalidade, a segurança e a veracidade das informações apresentadas ao consumidor.
FAQ – Perguntas frequentes
Quais suplementos foram proibidos pela Anvisa?
Foram proibidos produtos da Pharmacêutica Indústria e Laboratório Nutracêuticos Ltda., Global Suplementos (lote específico), R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. EPP e o suplemento CANDFEMM.
Por que a Anvisa proibiu esses suplementos?
As proibições ocorreram por falta de registro sanitário, presença de substâncias não autorizadas, falhas na fabricação e propaganda irregular.
O que fazer se eu comprei algum desses suplementos?
A recomendação é interromper o uso imediatamente e procurar orientação médica caso apresente sintomas adversos.
Suplementos podem prometer cura de doenças?
Não. Suplementos alimentares não podem fazer alegações terapêuticas, como tratamento ou cura de doenças.
Como saber se um suplemento é regularizado?
É possível verificar a regularização consultando os registros disponíveis nos canais oficiais da Anvisa.
Considerações finais
A proibição de quatro marcas de suplementos pela Anvisa reforça a importância da regulamentação sanitária e da fiscalização rigorosa em um mercado que impacta diretamente a saúde da população. Consumidores devem redobrar a atenção na escolha de suplementos alimentares, priorizando produtos regularizados e evitando aqueles com promessas milagrosas ou origem desconhecida.
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