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Anvisa proíbe venda de perfume e maquiagem capilar em todo o país

Anvisa proíbe perfume Deo Colônia Amantikir e maquiagem capilar Mavi Pang Pang por falta de registro sanitário e risco ao consumidor.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição imediata da comercialização, produção, distribuição, divulgação e uso de dois produtos cosméticos vendidos no Brasil sem a devida regularização. A decisão, publicada na quinta-feira (11), envolve o perfume Deo Colônia Amantikir e a maquiagem capilar Mavi Pang Pang Hair Shadow, ambos considerados irregulares por não possuírem registro junto à Anvisa.

A medida reforça o papel do órgão na fiscalização do mercado de cosméticos e no combate à circulação de produtos que podem oferecer riscos à saúde da população. Segundo a agência, a ausência de registro impede a avaliação adequada da composição, da segurança e da eficácia desses itens, o que justifica a adoção de medidas mais rigorosas.

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Quais produtos foram proibidos pela Anvisa

A decisão da Anvisa atinge dois cosméticos distintos, mas que apresentam o mesmo problema central: a falta de autorização para fabricação e venda no território nacional.

Perfume Deo Colônia Amantikir

O perfume Deo Colônia Amantikir é produzido pela empresa Aon Indústria de Cosméticos Naturais Ltda. De acordo com a Anvisa, o produto não possui registro como cosmético, embora esteja sendo comercializado no mercado.

Notificação não substitui registro

A agência esclareceu que foi apenas notificada sobre a comercialização do perfume, o que não equivale ao registro sanitário exigido para determinados tipos de cosméticos. Produtos classificados como de maior risco precisam passar por avaliação técnica detalhada antes de serem liberados para venda.

Maquiagem capilar Mavi Pang Pang Hair Shadow

Já a maquiagem capilar Mavi Pang Pang Hair Shadow apresenta uma situação ainda mais grave. Segundo a Anvisa, o produto é fabricado por uma empresa de origem desconhecida e vem sendo anunciado e vendido sem qualquer tipo de registro sanitário.

Determinação de apreensão

Diante da irregularidade, a agência determinou que o cosmético seja apreendido. A falta de informações sobre a empresa responsável e sobre a composição do produto eleva o risco ao consumidor, o que motivou uma ação imediata.

O que significa a falta de registro na Anvisa

O registro de cosméticos na Anvisa é um procedimento essencial para garantir a segurança dos produtos disponibilizados ao público. Ele permite que o órgão avalie critérios como composição química, concentração de substâncias, rotulagem adequada e possíveis efeitos adversos.

Cosméticos de maior risco

Nem todos os cosméticos exigem registro prévio, mas aqueles considerados de maior risco, como perfumes, tinturas e maquiagens capilares, precisam passar por análise rigorosa. Esses produtos entram em contato direto com a pele ou com o couro cabeludo e podem causar reações alérgicas, intoxicações ou outros danos à saúde.

Avaliação de segurança e qualidade

Sem o registro, não há garantia de que o produto foi testado adequadamente ou que segue as normas sanitárias brasileiras. Isso inclui a verificação de ingredientes proibidos, limites de concentração e boas práticas de fabricação.

Proibição total até regularização

A Anvisa determinou que ambos os produtos fiquem totalmente proibidos até que estejam devidamente regularizados. A decisão inclui a suspensão da produção, da comercialização, da distribuição, da divulgação e também do uso dos cosméticos.

Abrangência da medida

A proibição vale para todo o território nacional e se aplica a lojas físicas, comércios online, redes sociais e qualquer outro canal de venda ou promoção. Estabelecimentos que continuarem comercializando os produtos podem sofrer sanções administrativas.

Penalidades previstas

O descumprimento da determinação pode resultar em multas, apreensão de mercadorias e outras penalidades previstas na legislação sanitária. Em casos mais graves, os responsáveis podem responder por crime contra a saúde pública.

Riscos do uso de cosméticos irregulares

O uso de produtos sem registro sanitário representa um risco significativo para os consumidores. Sem fiscalização adequada, não há como garantir que a fórmula seja segura ou que os ingredientes estejam corretamente declarados no rótulo.

Possíveis efeitos à saúde

Cosméticos irregulares podem causar irritações na pele, alergias, queda de cabelo, queimaduras químicas e até intoxicações, dependendo da substância utilizada. Em perfumes, o risco está associado à presença de solventes ou fragrâncias não autorizadas.

Falta de rastreabilidade

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Outro problema é a ausência de rastreabilidade. Caso o consumidor apresente alguma reação adversa, torna-se difícil identificar o fabricante e responsabilizar a empresa, especialmente quando a origem do produto é desconhecida.

Orientação ao consumidor

A Anvisa orienta que os consumidores fiquem atentos antes de adquirir qualquer cosmético. Verificar se o produto possui registro ou notificação válida é uma das principais formas de evitar riscos à saúde.

Como consultar a regularidade de um produto

O site da Anvisa disponibiliza ferramentas para consulta de produtos regularizados. O consumidor pode buscar pelo nome do produto ou pelo CNPJ da empresa fabricante para confirmar se a comercialização é autorizada.

O que fazer em caso de produto irregular

Caso o consumidor identifique a venda de produtos proibidos ou suspeitos, a orientação é não utilizar o item e denunciar a comercialização aos órgãos de vigilância sanitária locais ou diretamente à Anvisa.

Responsabilidade das empresas fabricantes e comerciantes

Empresas que atuam no setor de cosméticos têm a obrigação de cumprir as normas sanitárias vigentes. Isso inclui solicitar o registro quando necessário, manter a documentação atualizada e garantir que a divulgação dos produtos seja feita de forma transparente.

Impacto no mercado de cosméticos

A proibição reforça a importância da concorrência leal no setor. Empresas que investem em regularização e controle de qualidade acabam prejudicadas quando produtos irregulares circulam livremente, muitas vezes a preços mais baixos.

Necessidade de fiscalização contínua

Casos como esse mostram a necessidade de fiscalização constante, especialmente em marketplaces digitais e redes sociais, onde a venda de cosméticos sem registro tem crescido nos últimos anos.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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