A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da comercialização do Repelex Spray Citronela, após identificar que o produto estava sendo vendido de forma irregular e com indícios de falsificação. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (02/06), após constatar que as embalagens não apresentavam informações básicas, como nome do fabricante, procedência e registro.
Anvisa proíbe repelente suspeito de falsificação; veja se você usou
Anvisa suspende venda de repelente falsificado. Aprenda aqui a identificar produtos seguros e proteja sua saúde contra riscos desconhecidos!!
O produto estava sendo comercializado com nome similar a uma marca regularizada, mas apresentava uma embalagem diferente e ausência de qualquer identificação legal. A Anvisa reforçou que o uso de repelentes sem registro ou de origem desconhecida representa risco real à saúde, podendo gerar reações adversas, alergias e até intoxicação.

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Por que a Anvisa proibiu o Repelex Spray Citronela?
Falta de informações obrigatórias no rótulo
A decisão da Anvisa foi motivada pela ausência de informações essenciais na embalagem, como:
- Nome do fabricante
- Número de registro na Anvisa
- Local de fabricação
- Composição completa do produto
Sem esses dados, não há garantia de que o produto seja seguro, eficaz ou que atenda às normas de fabricação exigidas.
Falsificação e risco à saúde
A Anvisa destacou que o Repelex Spray Citronela falsificado simulava uma marca conhecida, mas apresentava características suspeitas:
- Embalagem diferente da original
- Ausência de lote e validade visíveis
- Textos fora do padrão regulatório
- Produto de origem desconhecida
O risco de utilizar um produto assim vai desde ineficiência contra insetos, até reações alérgicas, dermatites, intoxicações e, em casos mais graves, riscos sistêmicos.
Como identificar um repelente seguro?
Verifique sempre o número de registro na Anvisa
Todo repelente de uso pessoal deve apresentar no rótulo um número de registro na Anvisa, que geralmente aparece da seguinte forma:
Reg. MS – X.XXXX.XXXX
- Se começar com o número 2, indica que é um produto cosmético para aplicação na pele.
- Se começar com o número 3, significa que é um saneante, usado para ambientes ou superfícies.
Como checar se o número é verdadeiro?
Acesse o site da Anvisa
- Vá até o site oficial da Anvisa.
- Acesse a aba de Consulta de Produtos.
- Digite o número de registro do produto.
- Verifique se ele está ativo e regularizado.
Se não constar no sistema, não compre e denuncie.
Quais são as substâncias seguras presentes nos repelentes?
Icaridina (ou Picaridina)
- Duração: até 10 horas (dependendo da concentração).
- Indicação: adultos, gestantes e crianças acima de 2 anos.
- Eficiência: alta proteção contra mosquitos como o Aedes aegypti.
DEET
- Concentração máxima: 10% no Brasil.
- Frequência de uso: até 3 vezes ao dia.
- Restrição: não é recomendado para crianças menores de 2 anos.
- Eficácia: proteção de aproximadamente 6 horas.
IR3535
- Uso permitido: crianças a partir de 6 meses.
- Concentração: até 30%.
- Duração: cerca de 4 horas.
- Perfil: considerado menos agressivo e mais seguro para bebês.
Quais são os riscos de usar um repelente falsificado?
Efeitos imediatos possíveis
- Alergias cutâneas
- Coceira, vermelhidão e irritação na pele
- Ardência nos olhos e mucosas
Efeitos a longo prazo ou graves
- Intoxicações sistêmicas
- Dermatites severas
- Ineficácia na proteção, expondo o usuário a doenças como dengue, zika e chikungunya
Como denunciar produtos falsificados à Anvisa?
Canais oficiais para denúncia
Ouvidoria da Anvisa
- Acesso online pelo site oficial.
- Relato com fotos do produto, nota fiscal e descrição do local de venda.
Vigilância sanitária local
- Pode ser acionada em sua cidade para apreensão imediata dos produtos irregulares.
Procon
- Caso a compra tenha sido feita em estabelecimentos físicos ou virtuais.
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Diferença entre repelentes cosméticos e saneantes
Repelentes cosméticos (registro com número 2)
- São de uso pessoal, aplicados diretamente na pele.
- Protegem contra mosquitos e outros insetos.
- Necessitam de testes dermatológicos e de segurança toxicológica.
Saneantes repelentes (registro com número 3)
- Usados em ambientes: tomadas elétricas, velas, sprays para casa.
- Não podem ser aplicados diretamente na pele.
- Oferecem proteção no ambiente, mas não substituem repelentes corporais.
Como escolher um repelente seguro nas prateleiras?
Checklist de segurança antes da compra
No rótulo deve constar:
- Número de registro na Anvisa (começando com 2 ou 3).
- Nome do fabricante e CNPJ.
- Data de fabricação e validade.
- Lista de ingredientes ativos.
Avalie também:
- Se a embalagem está intacta.
- Se a grafia e as informações estão corretas.
- Evite comprar produtos sem nota fiscal ou de procedência duvidosa.
Impacto da falsificação de repelentes na saúde pública
Risco coletivo
O uso de produtos falsificados não é apenas um problema individual. Quando muitas pessoas utilizam repelentes ineficazes, ocorre um aumento na circulação de doenças transmitidas por mosquitos, como:
- Dengue
- Zika vírus
- Chikungunya
- Febre amarela urbana
Prejuízo econômico e social
- Gastos com saúde pública aumentam devido às infecções.
- Consumidores são prejudicados financeiramente.
- Empresas sérias perdem espaço para falsificadores.
O que a Anvisa recomenda para consumidores?
- Nunca compre repelentes de ambulantes, feiras livres ou plataformas desconhecidas.
- Sempre verifique se o produto tem registro válido na Anvisa.
- Guarde a nota fiscal e denuncie qualquer irregularidade.
- Em caso de reações adversas, procure imediatamente um posto de saúde e informe o ocorrido à Anvisa.

A decisão da Anvisa de proibir o Repelex Spray Citronela falsificado serve como um alerta para todos os consumidores. Utilizar produtos sem procedência, sem registro e sem garantia de segurança é colocar sua saúde em risco.
Ao adquirir qualquer repelente, é fundamental verificar o registro na Anvisa, ler atentamente o rótulo e desconfiar de preços muito baixos ou embalagens diferentes das habituais. Dessa forma, além de proteger sua saúde, você contribui para o combate à falsificação e para a segurança sanitária de toda a população.
