A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação, comercialização, distribuição e propaganda de suplementos alimentares que contenham ora-pro-nóbis. A medida foi oficializada por meio da Resolução nº 1.282/2025, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (3).
Anvisa determina retirada do mercado de suplementos contendo ora-pro-nóbis
Anvisa proíbe suplementos contendo ora-pro-nóbis por não estarem na lista de ingredientes autorizados. Confira os detalhes!
A justificativa da agência é que a planta não consta na lista de ingredientes permitidos para suplementos alimentares no Brasil. Além disso, a Anvisa identificou irregularidades na venda e na divulgação desses produtos, que não seguiam as normas vigentes para alimentos. Empresas que desrespeitarem a proibição poderão sofrer multas e apreensão dos produtos.
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Por que a Anvisa proibiu os suplementos com ora-pro-nóbis?

A decisão da Anvisa tem como base normas sanitárias e de segurança alimentar. Segundo a regulamentação vigente, qualquer ingrediente usado em suplementos deve estar previamente autorizado e aprovado pela fiscalização sanitária. No caso da ora-pro-nóbis, a planta não foi incluída na lista oficial de componentes permitidos para esse tipo de produto.
Além disso, a agência destacou que a comercialização de suplementos com a planta não atendia às exigências de composição, rotulagem e segurança impostas às empresas do setor.
Regras que foram descumpridas
A determinação da Anvisa segue diretrizes estabelecidas por resoluções da Diretoria Colegiada do órgão. Entre os principais pontos que motivaram a proibição, estão:
- Proibição da venda de alimentos que não atendem às normas de composição e rotulagem.
- Obrigação de que suplementos vendidos online sigam regras específicas para o comércio eletrônico.
- Proibição de comercialização de alimentos sem aprovação prévia da Anvisa.
- Restrições quanto ao uso de ingredientes não autorizados em suplementos alimentares.
Diante dessas irregularidades, a Anvisa entendeu que a presença da ora-pro-nóbis em suplementos viola as regras de fiscalização sanitária.
Empresas podem ser multadas por descumprimento
Com a publicação da resolução, fabricantes, distribuidores e vendedores devem imediatamente cessar a produção e a comercialização dos suplementos contendo a planta. A determinação também inclui a necessidade de recolhimento dos produtos já vendidos.
Caso as empresas não cumpram a medida, poderão sofrer sanções que variam de advertências a multas pesadas, além da apreensão dos estoques de suplementos irregulares.
A fiscalização será feita por meio de ações coordenadas com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária, que ficarão responsáveis por verificar o cumprimento da norma em pontos de venda físicos e virtuais.
O que é a ora-pro-nóbis e por que é usada em suplementos?
A ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) é uma planta nativa do Brasil e conhecida pelo seu alto teor de proteínas e fibras. Muito utilizada na alimentação, ela tem ganhado popularidade na produção de suplementos alimentares, principalmente entre pessoas que buscam alternativas naturais para a nutrição.

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A planta contém diversos micronutrientes essenciais, como ferro, cálcio e vitaminas, além de ser associada a possíveis benefícios para o sistema digestivo e imunológico. No entanto, a falta de regulamentação específica para seu uso em suplementos foi o fator determinante para a decisão da Anvisa.
O que acontece agora com os suplementos que contêm ora-pro-nóbis?
Com a determinação da Anvisa, os fabricantes precisarão interromper a produção e comercialização dos suplementos que contêm ora-pro-nóbis. A retirada desses produtos do mercado será monitorada pelos órgãos de fiscalização sanitária.
Ainda não há uma previsão para que a planta seja incluída na lista de ingredientes permitidos para suplementos alimentares. Caso empresas ou entidades desejem regularizar o uso da ora-pro-nóbis nesse contexto, será necessário apresentar estudos técnicos e científicos que comprovem sua segurança e eficácia para esse fim.
Enquanto isso, consumidores devem evitar a compra desses suplementos, pois sua comercialização se tornou irregular. Quem já adquiriu os produtos pode buscar informações diretamente com os fabricantes sobre possíveis recolhimentos ou substituições.
Conclusão
A decisão da Anvisa reforça a importância da regulamentação no setor de alimentos e suplementos alimentares. A proibição da ora-pro-nóbis nesses produtos não significa que a planta seja prejudicial, mas sim que seu uso ainda não foi devidamente regulamentado para essa finalidade.
Empresas e consumidores devem estar atentos às normas sanitárias para evitar problemas com produtos não autorizados. A fiscalização continuará atuando para garantir que apenas ingredientes seguros e devidamente aprovados sejam utilizados na indústria de suplementos alimentares no Brasil.
Imagem: Sergii Sobolevskyi / shutterstock.com

