Entre os dias 5 e 8 de janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou suas ações de fiscalização e determinou o recolhimento, a proibição ou a suspensão de ao menos 36 produtos considerados irregulares ou com potencial risco à saúde da população.
Anvisa faz força-tarefa e recolhe 36 produtos no início de 2026
Anvisa determina o recolhimento de medicamentos, alimentos e cosméticos em 2026 por riscos à saúde e irregularidades sanitárias.
As decisões, publicadas no Diário Oficial da União, atingem itens amplamente consumidos pelos brasileiros, como alimentos, medicamentos, suplementos, cosméticos e produtos de limpeza.
O conjunto de medidas revela a atuação rigorosa do órgão regulador no início do ano e acende um alerta para consumidores, profissionais da saúde e empresas sobre a importância do cumprimento das normas sanitárias. Em muitos casos, as irregularidades envolvem risco direto à saúde, contaminação, presença de ingredientes não autorizados, ausência de registro ou até falsificação de medicamentos.
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Ações da Anvisa no início de 2026
A atuação da Anvisa neste começo de ano demonstra uma estratégia de fiscalização mais intensa, especialmente diante do aumento do consumo de determinados produtos durante o período de festas e férias.
Publicações no Diário Oficial
Todas as decisões que determinaram recolhimentos e proibições foram formalizadas por meio de resoluções publicadas no Diário Oficial da União, garantindo validade jurídica às medidas e obrigatoriedade de cumprimento em todo o território nacional.
Objetivo das medidas
O principal objetivo da Anvisa é proteger a saúde da população, prevenir intoxicações, infecções, reações adversas e evitar que produtos fora dos padrões sanitários continuem circulando no mercado.
Alimentos recolhidos por irregularidades
Entre os produtos atingidos pelas decisões da Anvisa, os alimentos ocupam posição de destaque, com casos que envolvem contaminação por insetos, fungos e até corpos estranhos perigosos.
Chá de camomila com fragmentos de insetos
No dia 5 de janeiro, a Anvisa determinou o recolhimento do lote 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea, após comunicação voluntária da empresa Água da Serra Industrial de Bebidas S.A.
Motivo do recolhimento
Análises laboratoriais detectaram a presença de talos, ramos e sementes incomuns no produto, além de 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em apenas 25 gramas do chá, número muito acima do limite aceitável.
Recolhimento preventivo
Segundo a fabricante, a ação foi preventiva e restrita a um único lote, sem impacto sobre os demais produtos da marca.
Panetones com presença de fungos
No dia 6 de janeiro, a Anvisa proibiu a comercialização, distribuição e consumo de quatro lotes de panetones da empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda.
Produtos afetados
Foram identificados fungos em panetones tradicionais e trufados, incluindo versões mini e embalagens de 700 gramas, todos do lote 251027.
Risco à saúde
A presença de fungos em alimentos pode causar intoxicações, alergias e outros problemas de saúde, especialmente em crianças e idosos.
Alimentos com cogumelos não autorizados
Também no dia 6 de janeiro, diversos produtos da marca Coguvita Ltda. tiveram fabricação, comercialização e consumo proibidos.
Ingredientes não testados
Os itens continham cogumelos Lion’s Mane e Cordyceps, ingredientes ainda não autorizados pela Anvisa por falta de comprovação científica de segurança alimentar.
Abrangência da proibição
A medida atingiu todos os lotes de pastas, barras, granolas, mixes, cápsulas de café e suplementos da linha Smush.
Fórmulas infantis sob alerta
Um dos casos mais sensíveis envolve fórmulas infantis da Nestlé, amplamente utilizadas por bebês e crianças pequenas.
Risco de contaminação bacteriana
No dia 7 de janeiro, a Anvisa determinou a suspensão de lotes de fórmulas infantis devido ao risco de contaminação pela bactéria cereulide.
Produtos atingidos
A decisão afetou linhas como Nestógeno, NAN Supreme Pro, NANLAC, NAN Science Pro Sensitive e Alfamino, em diferentes lotes e tamanhos.
Importância do recolhimento
A ingestão de produtos contaminados pode causar sintomas graves em bebês, como vômitos, diarreia e desidratação.
Outros alimentos retirados do mercado
Além dos casos já citados, outros produtos alimentícios também foram alvo de ações da Anvisa.
Molho de tomate com cacos de vidro
O lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, foi recolhido após a identificação de cacos de vidro no produto.
Risco físico
A presença de vidro representa risco grave de ferimentos internos, sendo considerada uma das irregularidades mais perigosas em alimentos.
Suplementos alimentares proibidos
A Anvisa também intensificou a fiscalização sobre suplementos, segmento que cresce rapidamente no Brasil.
Neovite Visão
O suplemento Neovite Visão, da empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch+Lomb), teve lotes específicos proibidos.
Ingrediente não autorizado
Foi identificada a presença de Capsicum annuum L., ingrediente não permitido como fonte de zeaxantina em suplementos alimentares.
Vitaminas e produtos para colesterol
Os suplementos Vitamina C Sucupira com Unha de Gato e Colesterol Ervas Brasil também foram proibidos.
Irregularidades encontradas
A empresa responsável não possuía Licença Sanitária, utilizava ingredientes não autorizados e fazia divulgação com falsas alegações terapêuticas.
Medicamentos recolhidos pela Anvisa
Os medicamentos figuram entre os itens mais sensíveis das ações de fiscalização.
Pomada cicatrizante sem registro
A pomada Inkdraw Aftercare, indicada para uso pós-tatuagem, teve fabricação e comercialização proibidas por não possuir registro ou notificação na Anvisa.
Medicamentos com embalagens trocadas
Dois medicamentos apresentaram troca indevida de embalagens, o que representa risco direto de erro na administração.
Casos identificados
O Pantoprazol Sódico teve sua embalagem trocada pela de Hidroclorotiazida, enquanto o antialérgico Alektos foi embalado como Nesina.
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Medicamentos falsificados apreendidos
A Anvisa também determinou a apreensão de lotes falsificados de medicamentos de alto custo.
Imbruvica, Mounjaro e Voranigo
Os fabricantes informaram não reconhecer os lotes apreendidos, caracterizando falsificação.
Risco extremo
O uso de medicamentos falsos pode resultar em falha terapêutica, agravamento da doença e até óbito.
Insumos farmacêuticos irregulares
A fiscalização alcançou ainda empresas de insumos farmacêuticos.
Importação ilegal
A empresa Formus Magistral foi proibida de comercializar estanozolol e prasterona importados irregularmente.
Venda online sem prescrição
A Drogaria Farma Vida teve atividades suspensas por vender medicamentos manipulados online sem exigência de receita médica.
Cosméticos sem registro
Produtos cosméticos também foram alvo das decisões.
Alisantes capilares
Diversos alisantes tiveram recolhimento determinado por falta de registro, incluindo produtos das marcas Oxillis, Brazillis, Kerastinni e Robson Peluquero.
Riscos associados
Alisantes irregulares podem causar queimaduras, alergias, queda capilar e problemas respiratórios.
Produtos de limpeza irregulares
A Anvisa proibiu saneantes das marcas Pureessence e Uau Aromas.
Falta de registro
Os produtos não possuíam registro como saneantes, o que compromete a segurança no uso doméstico.
Posicionamento das empresas
Algumas empresas se manifestaram oficialmente sobre as decisões.
Recolhimento voluntário
A Água da Serra afirmou que o recolhimento do chá foi preventivo e restrito a um lote.
Divergência regulatória
A Bausch+Lomb informou que o recolhimento do Neovite Visão ocorreu por divergência regulatória e não por risco direto à saúde.
Considerações finais
As ações da Anvisa entre os dias 5 e 8 de janeiro de 2026 evidenciam a importância da vigilância sanitária para a proteção da saúde pública. O recolhimento de alimentos contaminados, medicamentos irregulares, suplementos não autorizados e cosméticos sem registro reforça a necessidade de atenção dos consumidores e do cumprimento rigoroso das normas por parte das empresas.
Em um mercado cada vez mais diversificado, a atuação firme da Anvisa se mostra essencial para reduzir riscos e garantir a segurança dos produtos disponíveis à população.
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