A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, na última quarta-feira (13), um alerta sanitário e determinou a apreensão de todas as unidades do lote L2407415 do Gel Lubrificante Íntimo K-Med 2 em 1, por se tratar de produto falsificado e fabricado por empresa desconhecida.
Anvisa alerta e suspende comercialização de lubrificante K-Med falsificado
Anvisa proíbe lote L2407415 de K-Med falsificado; consumidores devem evitar uso e denunciar às autoridades sanitárias.
A decisão inclui a proibição de armazenamento, comercialização, distribuição, propaganda e uso do lote em questão. O alerta foi emitido após a detentora do registro oficial do produto identificar a comercialização de uma versão falsa em plataformas de e-commerce, como a Shopee.
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Identificação da falsificação

A empresa responsável pelo K-Med original verificou que o produto falsificado apresentava informações divergentes sobre data de fabricação e validade.
O lote verdadeiro tem fabricação em 03/2023 e validade até 03/2026. Já a versão falsificada, mesmo indicando o número de lote L2407415, apresenta datas diferentes, o que é um indicativo de adulteração.
“Qualquer unidade do lote L2407415 com datas divergentes está irregular e não deve ser utilizada em nenhuma hipótese”, reforçou a Anvisa.
Riscos à saúde e segurança do consumidor
Por se tratar de um produto falsificado, não há garantias quanto à composição, origem ou qualidade. Isso significa que o uso pode representar riscos sérios à saúde, como reações alérgicas, irritações e até infecções, considerando que lubrificantes íntimos entram em contato com mucosas sensíveis.
A Anvisa alerta que a fabricação por empresa desconhecida impede qualquer controle de qualidade e fiscalização do processo produtivo.
Onde o produto falso foi encontrado
A falsificação foi inicialmente detectada em anúncios na Shopee, mas a Anvisa reforça que outras plataformas e até pontos de venda físicos podem estar oferecendo o produto irregular.
A agência orienta consumidores e comerciantes a verificar cuidadosamente as datas de fabricação e validade e, caso identifiquem divergências, suspender imediatamente o uso ou comercialização.
Medidas adotadas pela Anvisa
A determinação da Anvisa tem efeito nacional e obriga todos os estabelecimentos e distribuidores a:
- Retirar imediatamente o lote L2407415 falsificado do estoque;
- Suspender a comercialização e a propaganda;
- Encaminhar as unidades para apreensão pela vigilância sanitária local;
- Notificar a origem do produto, caso conhecida.
Além disso, a medida está registrada no Diário Oficial da União, o que dá respaldo jurídico para ações de fiscalização.
Como identificar se o seu produto é falsificado
A Anvisa orienta que o consumidor verifique três pontos principais:
- Número do lote: L2407415 (suspeito);
- Data de fabricação e validade: deve ser 03/2023 e 03/2026, respectivamente, no produto original;
- Local de compra: desconfie de preços muito abaixo da média ou vendedores não autorizados.
Caso as datas não coincidam com as do lote oficial, trata-se de um produto falsificado.
O que fazer se encontrar ou já tiver usado o produto falso
Se o consumidor identificar que comprou ou utilizou o lubrificante falsificado, deve:
- Interromper o uso imediatamente;
- Guardar a embalagem para eventual perícia;
- Notificar a Anvisa por meio dos Canais de Atendimento disponíveis no site oficial;
- Acionar a Vigilância Sanitária local.
O contato rápido com as autoridades é fundamental para que possamos rastrear a origem e evitar que mais pessoas sejam expostas.
O papel da Vigilância Sanitária local
Cada município possui sua Visa (Vigilância Sanitária) responsável por fiscalizar o comércio e recolher produtos irregulares. Ao receber a denúncia, a Visa pode:
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- Visitar o estabelecimento denunciado;
- Apreender produtos suspeitos;
- Aplicar multas e sanções;
- Encaminhar amostras para análise laboratorial.
Reincidência de falsificação de produtos íntimos

Este não é o primeiro caso de falsificação envolvendo lubrificantes e produtos de uso íntimo. Segundo especialistas, o setor é vulnerável a fraudes devido à alta demanda e ao baixo custo de produção das versões ilegais, que não passam por inspeção sanitária.
Produtos falsificados não seguem normas de segurança, podendo conter substâncias proibidas ou não testadas.
Prevenção e compras seguras
Para reduzir o risco de adquirir produtos falsos, a Anvisa recomenda:
- Comprar sempre de revendedores autorizados;
- Conferir se o fabricante consta no rótulo e se está registrado na Anvisa;
- Checar validade e número de lote no site oficial da marca;
- Desconfiar de preços muito abaixo da média de mercado.
Essas medidas simples ajudam a evitar problemas de saúde e prejuízos financeiros.
Impactos econômicos e de saúde pública
Além do risco direto à saúde, a falsificação de produtos farmacêuticos e cosméticos causa prejuízos à indústria legal e aumenta os custos de fiscalização para o Estado.
O combate à falsificação é uma questão de saúde pública e exige integração entre órgãos reguladores, polícias e plataformas de comércio eletrônico.
O caso do lote L2407415 falsificado do Gel Lubrificante Íntimo K-Med 2 em 1 mostra a importância de atenção e cautela na compra de produtos de uso pessoal.
O consumidor é peça-chave na detecção de irregularidades, e a comunicação rápida com a Anvisa e a Vigilância Sanitária local pode impedir que mais pessoas sejam expostas a riscos desnecessários.
Com informações de: Correio
