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Anvisa retira famosa marca de sal do himalaia do mercado; confira a lista de lotes

A Anvisa suspendeu 13 lotes de sal do Himalaia após detectar teor de iodo abaixo do permitido. Veja os riscos e os produtos afetados.

Bruna MachadoPor Bruna Machado7 min de leitura
sal do himalaia anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da venda, distribuição e consumo de 13 lotes do Sal do Himalaia Moído, 500 g, da marca Kinino, amplamente comercializado em supermercados de todo o Brasil.

A decisão foi publicada após análises laboratoriais conduzidas pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, indicarem que os produtos apresentavam teor de iodo inferior ao exigido por lei. A medida de recolhimento é válida até março de 2027 e faz parte de um esforço de fiscalização nacional voltado à segurança alimentar.

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Quais lotes foram suspensos

anvisa
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Os lotes suspensos pela Anvisa são:
MAR 257 1, MAR 257 2, MAR 257 3, MAR 257 4, MAR 257 5, MAR 257 6, MAR 257 7, MAR 257 8, MAR 257 9, MAR 257 10, MAR 257 11, MAR 257 12 e MAR 257 13.

Esses produtos foram fabricados pela H.L. do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda, que solicitou o recolhimento voluntário após a constatação do problema. A decisão, segundo a empresa, busca garantir a segurança dos consumidores e cumprir integralmente a legislação sanitária.


Por que o iodo é obrigatório no sal

O iodo é um micronutriente essencial para o funcionamento do corpo humano, responsável pela produção dos hormônios tireoidianos — substâncias que regulam o metabolismo, o crescimento e o desenvolvimento neurológico.

A ausência do iodo na dieta pode provocar doenças graves, como:

  • Bócio endêmico (aumento da glândula tireoide);
  • Hipotireoidismo;
  • Déficit cognitivo em crianças;
  • Retardo no desenvolvimento fetal durante a gestação.

Desde 1953, a fortificação do sal de cozinha com iodo é obrigatória no Brasil, conforme estabelecido pela Lei nº 6.150/1974 e regulamentações posteriores da Anvisa e do Ministério da Saúde.

“A adição de iodo ao sal é uma medida de saúde pública essencial para prevenir distúrbios nutricionais e hormonais na população”, reforça a agência.


O que diz a Anvisa sobre o caso Kinino

Em nota, a Anvisa informou que o recolhimento dos lotes da marca Kinino foi determinado após os testes apontarem teor de iodo abaixo dos limites mínimos previstos na legislação vigente.

De acordo com as normas da agência, o teor de iodo no sal deve ficar entre 15 e 45 mg/kg. Amostras fora desse intervalo são consideradas impróprias para consumo e devem ser retiradas do mercado.

A Anvisa também comunicou os órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais, que já iniciaram ações de fiscalização nos pontos de venda e depósitos de distribuição.


Risco à saúde pública

O principal risco identificado está na carência de iodo na alimentação, especialmente em regiões onde o sal é a principal fonte desse nutriente.

A deficiência pode levar a alterações hormonais severas e comprometer a saúde da tireoide, especialmente em gestantes, crianças e adolescentes.

“O consumo prolongado de sal sem iodo pode resultar em desequilíbrios metabólicos e aumento de doenças endócrinas”, afirma o endocrinologista Ricardo Salles, ouvido por nossa reportagem.

O especialista explica que a falta do mineral, ainda que sutil, tem efeitos cumulativos e pode impactar a capacidade de aprendizado e o desenvolvimento cognitivo de gerações inteiras.


Outras proibições anunciadas pela Anvisa

A mesma ação fiscal que determinou o recolhimento do Sal do Himalaia Kinino também resultou em outras interdições no mercado alimentício brasileiro.

1. Azeite Extra Virgem Ouro Negro

O produto, cuja origem é desconhecida, foi desclassificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e teve a comercialização proibida em todo o território nacional.

O rótulo informava importação pela Intralogística Distribuidora Concept Ltda, empresa que está com o CNPJ suspenso na Receita Federal.

Além disso, o azeite não atendia aos padrões de pureza e acidez exigidos para ser considerado extra virgem, o que configura fraude comercial.

2. Chá do Milagre (também vendido como “Pó do Milagre” ou “Pozinho do Milagre”)

O produto, amplamente divulgado em redes sociais, prometia efeitos de emagrecimento, aumento da libido e prevenção de doenças, mas não possui registro sanitário nem comprovação científica.

A composição e o fabricante são desconhecidos, o que representa risco direto à saúde do consumidor.

A Anvisa reforçou que qualquer alimento ou bebida com alegações terapêuticas é irregular. Tais produtos são classificados como propaganda enganosa e podem conter substâncias potencialmente tóxicas.


Responsabilidade e próximos passos da fabricante Kinino

sal do himalaia anvisa
Imagem: 8photo – Freepik

A Kinino, uma das marcas mais conhecidas do setor de temperos e condimentos, afirmou que colabora com as autoridades sanitárias e que iniciou o recolhimento preventivo dos produtos afetados.

Em comunicado, a empresa declarou:

“Estamos comprometidos com a qualidade e a segurança dos nossos produtos. Assim que fomos notificados sobre a não conformidade no teor de iodo, adotamos medidas imediatas para recolher os lotes e evitar qualquer risco ao consumidor.”

A Kinino também informou que reforçará seus controles internos de qualidade, ampliando os testes laboratoriais de cada lote produzido antes da distribuição.


Como o consumidor deve agir

A Anvisa orienta que quem comprou o Sal do Himalaia Kinino dos lotes suspensos não deve consumi-lo e deve procurar o local de compra para devolução ou substituição.

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Passo a passo:

  1. Verifique o número do lote impresso na embalagem;
  2. Caso corresponda aos lotes listados, interrompa o uso imediatamente;
  3. Guarde o produto para devolução ao estabelecimento comercial;
  4. Solicite reembolso ou substituição por outro lote autorizado;
  5. Em caso de dúvida, entre em contato com a Anvisa pelo Disque Saúde 136.

Consumidores também podem registrar denúncias de produtos suspeitos no Sistema de Ouvidoria da Anvisa (Fala.BR) ou diretamente nas Vigilâncias Sanitárias municipais.


Como identificar sal fora do padrão

Além do número do lote, há alguns sinais de alerta que podem indicar que o produto não atende às exigências sanitárias:

  • Embalagem sem data de validade legível;
  • Falta de informação sobre o teor de iodo;
  • Ausência do selo da Anvisa ou do fabricante;
  • Coloração irregular ou úmida;
  • Cheiro e sabor diferentes do habitual.

Em caso de suspeita, é recomendável não consumir o produto e encaminhar uma amostra às autoridades competentes.


Importância da fiscalização alimentar

Casos como o do sal Kinino reforçam a importância da vigilância constante no setor de alimentos, especialmente em produtos de grande consumo diário, como o sal, o açúcar e o óleo.

Segundo dados da Anvisa, mais de 1.200 fiscalizações de rotina são realizadas anualmente em indústrias alimentícias no Brasil, com foco em controle de qualidade, rotulagem e fortificação nutricional.

“A regulação sanitária não busca apenas punir empresas, mas proteger a saúde pública e garantir transparência ao consumidor”, destacou a agência em nota.


Educação e conscientização do consumidor

Anvisa
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Especialistas em segurança alimentar ressaltam que o consumidor também tem papel ativo na prevenção de riscos. É fundamental:

  • Verificar sempre a procedência dos produtos;
  • Evitar compras em plataformas não regulamentadas;
  • Checar selos e informações nutricionais;
  • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado.

Essas práticas reduzem significativamente as chances de exposição a produtos adulterados ou impróprios para o consumo.


Considerações finais

A suspensão dos lotes do Sal do Himalaia Kinino pela Anvisa é um alerta importante sobre a segurança alimentar no Brasil. Embora o problema identificado — teor de iodo abaixo do permitido — não envolva contaminação direta, ele compromete a qualidade nutricional e pode gerar impactos à saúde pública a longo prazo.

O episódio também evidencia a eficiência das fiscalizações sanitárias, que atuam para garantir que produtos disponíveis nas prateleiras sigam padrões rigorosos de qualidade.

Consumidores devem estar atentos às orientações da Anvisa, verificar o número do lote e evitar o consumo de produtos irregulares. A fortificação com iodo, embora simples, continua sendo uma das medidas mais eficazes na prevenção de doenças endócrinas, e seu controle deve ser tratado com máxima seriedade.

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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