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Anvisa proíbe venda do vinagre de maçã Castelo: entenda o motivo

Anvisa suspendeu o vinagre de maçã Castelo por dióxido de enxofre não declarado e proibiu outros dois produtos por ingredientes sem segurança.

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 5 min de leitura
Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão imediata do lote 12M2 do vinagre de maçã da marca Castelo, fabricado pela Castelo Alimentos S/A. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, acendeu o alerta entre consumidores, já que o produto apresentou dióxido de enxofre não declarado no rótulo, um composto que pode desencadear reações alérgicas em pessoas sensíveis.

Além do vinagre, a Anvisa também suspendeu o pó para preparo de bebida vegetal da marca Livestrong/Essential Nutrition e o picolé Naturalle Ice, ambos por irregularidades envolvendo ingredientes cuja segurança não foi confirmada para uso em alimentos.

A suspensão do vinagre de maçã Castelo

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O que motivou a proibição

O vinagre de maçã Castelo, amplamente consumido no país, foi reprovado em um laudo definitivo de análise fiscal realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal. A avaliação indicou a presença de dióxido de enxofre em quantidade não informada no rótulo.

Por que isso é grave

A omissão da substância em produtos alimentícios é considerada infração sanitária, especialmente porque:

  • Pessoas com sensibilidade ao composto podem desenvolver reações alérgicas
  • Há riscos respiratórios em casos mais severos
  • Consumidores dependem das informações do rótulo para escolhas seguras

O dióxido de enxofre é permitido em alguns alimentos, mas precisa obrigatoriamente constar na embalagem, junto com o limite da concentração. A ausência dessas informações compromete a segurança do consumidor e infringe normas de rotulagem.

Impacto no mercado e no consumidor

A suspensão imediata exige que o lote seja retirado de circulação. Consumidores que já adquiriram o produto podem:

  • Interromper o uso
  • Solicitar troca ou reembolso
  • Procurar orientação médica caso apresentem sintomas após o consumo

Supermercados e distribuidores também devem seguir a ordem de recolhimento, removendo o lote 12M2 de prateleiras físicas e online.

Pó para bebida vegetal da Livestrong/Essential Nutrition

O que foi identificado

O pó para preparo de bebida vegetal da marca Livestrong/Essential Nutrition contém proteína de fava hidrolisada. Esse ingrediente ainda não possui avaliação de segurança conclusiva para uso na categoria de alimentos, segundo critérios técnicos da Anvisa.

Por que a proteína de fava preocupa

A inclusão de novos ingredientes em alimentos depende de avaliação científica prévia, que determina:

  • Riscos potenciais de alergias
  • Toxicidade
  • Limites aceitáveis de consumo
  • Possíveis efeitos metabólicos

Sem essas análises, o produto não pode ser comercializado nem distribuído. A suspensão é preventiva, até que a substância seja submetida a estudos adequados e avaliação final.

Consequências para a indústria

O setor de alimentos funcionais e produtos plant-based cresce rapidamente no Brasil, mas também enfrenta maior fiscalização.

  • Processos regulamentares rigorosos
  • Transparência na formulação
  • Testes de segurança antes da comercialização

Empresas que descumprem normas podem sofrer sanções, recolhimento e proibições.

Picolé Naturalle Ice

O picolé Naturalle Ice, nas versões açaí, guaraná e canela, também foi suspenso após a constatação da presença de creatina. Embora o composto seja amplamente utilizado em suplementos nutricionais destinados ao público adulto, não possui autorização para uso em alimentos prontos para consumo.

A creatina, quando utilizada fora dos parâmetros aprovados, pode oferecer riscos, especialmente para:

  • Crianças
  • Adolescentes
  • Gestantes
  • Pessoas com problemas renais

Por que não é permitido em picolés e outros alimentos

O uso de creatina exige recomendações específicas de ingestão diária, restrição de público e orientação profissional. Em alimentos tradicionais, o controle é mais difícil, e o consumidor pode ingerir quantidades inadequadas sem perceber.

O que acontece com os produtos suspensos

Assim como nos outros casos, a empresa responsável deve suspender distribuição e comercialização, além de iniciar o recolhimento imediato dos lotes envolvidos.

Como funcionam as decisões da Anvisa

Avaliação técnica

A Anvisa toma decisões baseadas em laudos, inspeções e análises científicas realizadas por laboratórios públicos ou credenciados. Quando detecta substâncias irregulares ou ausência de informações obrigatórias no rótulo, a agência pode determinar:

  • Suspensão de venda
  • Recolhimento
  • Interdição temporária
  • Proibições definitivas

Proteção ao consumidor

A prioridade é garantir que alimentos e bebidas atendam às normas sanitárias. A rotulagem correta é fundamental, pois permite que o consumidor faça escolhas informadas e evita riscos à saúde.

Fiscalização contínua

A agência reforça que operações de rotina continuam ocorrendo e que novos produtos são avaliados diariamente. Irregularidades como essas não são incomuns e fazem parte do controle de qualidade do setor alimentício.

FAQ – Perguntas frequentes

Por que o vinagre de maçã Castelo foi suspenso?

Porque apresentou dióxido de enxofre não informado no rótulo, o que pode causar reações alérgicas.

Quais outros produtos foram suspensos?

O pó para bebida vegetal Livestrong/Essential Nutrition e o picolé Naturalle Ice.

Qual é o problema desses outros produtos?

O primeiro contém proteína de fava não avaliada, e o segundo utiliza creatina, substância não autorizada em alimentos comuns.

O consumidor deve parar de usar os produtos?

Sim, o consumo deve ser interrompido imediatamente.

Posso pedir reembolso?

Sim. Basta apresentar o produto e a nota fiscal no local de compra.

Considerações finais

A suspensão do vinagre de maçã Castelo, do pó para bebida vegetal Livestrong/Essential Nutrition e do picolé Naturalle Ice evidencia a importância da fiscalização sanitária e da transparência na rotulagem. A presença de substâncias não avaliadas ou omitidas coloca o consumidor em risco e exige intervenção imediata do órgão regulador. As decisões também funcionam como alerta à indústria, que deve redobrar cuidados e seguir rigorosamente as normas técnicas para garantir a segurança alimentar.

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