A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quarta-feira, 8 de março de 2023, estudo realizado em parceria com o Instituto FSB, que aponta que as mulheres ocupam apenas 29% dos cargos de liderança na indústria brasileira.
Apenas 29% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres
Pesquisa realizada pela CNI também indica que preconceito e cultura machista afastam mulheres de cargos de liderança. Saiba mais.
Além disso, a pesquisa apontou um cenário desigual relacionado à proporção média de funcionários e funcionárias. Segundo o levantamento, homens ocupam 70% dos postos, enquanto as mulheres ficam com 30% das posições.
Conforme Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua Anual), a população feminina representa 51,1% dos brasileiros. Dessa forma, é agravada a discrepância em relação aos cargos de liderança na indústria brasileira.
Falta de mulheres em cargos de liderança
Além da discrepância que aponta homens ocupando 71% dos cargos de liderança da indústria nacional, outro dado da pesquisa reforça o porquê desse cenário. Segundo o levantamento, 85% das empresas pesquisadas não possuem áreas voltadas para tratar o tema “desigualdade de gênero”.
Conforme as informações coletadas pela CNI, o preconceito, citado por 21% dos entrevistados, é o principal motivo para dificuldade de implementar esses planos. Além disso, a cultura machista, apontada por 17% dos participantes, também tem influência no resultado. Contudo, 20% das empresas informaram que pretendem mudar essa política para os próximos anos.
A especialista em mercado da CNI, Anaely Machado, comenta que o movimento de alteração é mais visto por mulheres em cargos de liderança, que têm “urgência em implementar essas políticas”. Enquanto homens esperam “cinco anos para implementar” ações nesse sentido, mulheres tentam em dois ou três anos.
Outros destaques do levantamento
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Além da questão referente à falta de mulheres em cargos de liderança, o estudo destacou também o baixo número de empresas que possuem áreas dedicadas ao tema, conforme apontado anteriormente.
Apenas cerca de 14% das corporações disseram ter uma área voltada para ações de igualdade de gênero. Nesse montante, apenas 5% possuem um orçamento próprio voltado para o tema.
Imagem: CeltStudio/Shutterstock.com
