O Ministério Público da Paraíba (MP) solicitou o bloqueio de R$ 399 milhões de uma empresa de criptomoedas, a Fiji Solutions, devido a atrasos nos pagamentos aos clientes. Os investidores estão preocupados com a falta de suporte e a não realização dos saques solicitados, mesmo quando exigidos pelo próprio MP.
Após atrasar pagamento de clientes, MP pede bloqueio de R$ 400 milhões de empresa de criptomoedas
Entenda o caso da empresa de criptomoedas que teve R$ 400 milhões em ativos bloqueados por falta de pagamento aos clientes!
Buscando proteger os interesses dos investidores, o MP ajuizou uma ação para bloquear a empresa por completo. A medida também inclui veículos, imóveis e outros bens relacionados à companhia. O MP recomenda ainda que a justiça desconsidere a personalidade jurídica da Fiji, a fim de incluir os bens e patrimônios do grupo empresarial e de seus líderes no bloqueio judicial.
Outra solicitação feita pelo MP é o bloqueio das contas da empresa e de seus sócios nas corretoras de criptomoedas Binance, Kraken, KuCoin, Bybit, Bitify e OKX. Nesse caso, até mesmo funcionários poderão ser afetados.
Consequências para a empresa de criptomoedas
Além das medidas de bloqueio, o promotor do MP da Paraíba solicita que a empresa suspeita de calote receba multa caso celebre novos contratos com clientes, considerando que esta não cumpriu os compromissos anteriores. Ademais, o MP também sugere o recolhimento dos passaportes de todos os seus líderes, para dificultar possíveis tentativas de fuga do país.
O órgão ressalta a importância de uma perícia técnica no código-fonte do programa da empresa para entender melhor como ele funcionava. Assim, o processo seguirá com pedido de urgência para uma análise rápida do negócio pela justiça. Por fim, houve um pedido de condenação de R$ 5 milhões para um fundo de proteção aos consumidores.
Suspeitas de investimento falso
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Advogados entrevistados pela mídia afirmam que a oferta de investimentos de locação de criptomoedas da Fiji era falsa. Então, caso essas suspeitas se confirmem, a empresa se juntará a outras que deixaram um rastro de prejuízos.
Os advogados também destacam que, no caso da Fiji, há indícios de desinformação e medidas protelatórias, além de erros grosseiros quanto a questões relacionadas a ativos digitais.
Imagem: Coyz0 / Shutterstock.com
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