Imagens de bolsonaristas usando a camisa da CBF pelo mundo
O jornalista, e colunista do UOL, Mauro Cezar apurou que a CBF quer discutir com a empresa o que pode ser feito após o episódio. As imagens dos ataques aos prédios – caracterizados pela destruição e desaparecimento de bens públicos, móveis, objetos históricos e obras de arte – tiveram repercussão internacional.
Imagens dos atos bolsonaristas estampando as capas das edições impressas de grandes veículos estrangeiros são um exemplo disso. Foi o caso do “The New York Times” (EUA), “The Guardian” (Reino Unido), “Le Monde” (França), “El País”(Espanha) e “La Nacion” (Argentina), para citar alguns. Além disso, inúmeros líderes mundiais condenaram a situação publicamente.
Camisa é para “torcer, vibrar e amar o país”, diz confederação
No dia seguinte aos acontecimentos na capital do Brasil, a CBF usou seu perfil nas redes socais para se declarar uma “entidade apartidária e democrática”. Sem fazer referência direta ao ocorrido, a confederação também descreveu a camisa da seleção como um símbolo da alegria do povo brasileiro. Acrescentou ainda que a roupa é “para torcer, vibrar e amar o país”.
“Estimulamos que a camisa seja usada para unir e não para separar os brasileiros”, concluiu na última segunda-feira (9). Ainda segundo Mauro Cezar, a organização avalia promover campanhas educativas e sociais para reposicionar a imagem da camisa verde e amarela junto ao grande público. A ideia é aproximar a seleção dos “verdadeiros torcedores”.
Contudo como o tema é considerado “complexo”, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, deseja ouvir a Nike. A gigante do ramo de roupas, calçados e acessórios fornece o material esportivo da seleção brasileira, bem como desenvolve o design do uniforme.
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil