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Após manifestações bolsonaristas, CBF pede reunião com representantes da Nike

Imagens de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro vandalizando prédios públicos incomodaram a CBF. Entenda o motivo

Marcos CostaPor Marcos Costa3 min de leitura
Bolsonaristas vestidos com camisa do Brasil em manifestação em frente ao Congresso Nacional, em Brasília

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deseja conversar com a Nike sobre o uniforme da seleção brasileira e sua apropriação política. Após anos sendo massivamente usada por manifestantes em atos associados à direita brasileira, a instituição se sentiu incomodada com os acontecimentos do último domingo (08).

Na ocasião, prédios dos três poderes, em Brasília, foram vandalizados por bolsonaristas – muitos deles, vestindo camisas da seleção carinho, com o emblema da CBF. Os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto foram invadidos e depredados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Imagens de bolsonaristas usando a camisa da CBF pelo mundo

O jornalista, e colunista do UOL, Mauro Cezar apurou que a CBF quer discutir com a empresa o que pode ser feito após o episódio. As imagens dos ataques aos prédios – caracterizados pela destruição e desaparecimento de bens públicos, móveis, objetos históricos e obras de arte – tiveram repercussão internacional.  

Imagens dos atos bolsonaristas estampando as capas das edições impressas de grandes veículos estrangeiros são um exemplo disso. Foi o caso do “The New York Times” (EUA), “The Guardian” (Reino Unido), “Le Monde” (França), “El País”(Espanha) e “La Nacion” (Argentina), para citar alguns. Além disso, inúmeros líderes mundiais condenaram a situação publicamente.

Camisa é para “torcer, vibrar e amar o país”, diz confederação

No dia seguinte aos acontecimentos na capital do Brasil, a CBF usou seu perfil nas redes socais para se declarar uma “entidade apartidária e democrática”.  Sem fazer referência direta ao ocorrido, a confederação também descreveu a camisa da seleção como um símbolo da alegria do povo brasileiro. Acrescentou ainda que a roupa é “para torcer, vibrar e amar o país”.

“Estimulamos que a camisa seja usada para unir e não para separar os brasileiros”, concluiu na última segunda-feira (9). Ainda segundo Mauro Cezar, a organização avalia promover campanhas educativas e sociais para reposicionar a imagem da camisa verde e amarela junto ao grande público. A ideia é aproximar a seleção dos “verdadeiros torcedores”.

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Contudo como o tema é considerado “complexo”, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, deseja ouvir a Nike. A gigante do ramo de roupas, calçados e acessórios fornece o material esportivo da seleção brasileira, bem como desenvolve o design do uniforme.

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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