O CEO da multinacional sueca Ericsson, anunciou que, até o final de 2023, a empresa deve demitir 8% dos seus funcionários ao redor do globo. A decisão ocorreu após a apresentação de resultados negativos relativos ao quarto trimestre de 2022.
Entre os diferentes motivos que levaram o grupo de tecnologia da Suécia à crise, vale destacar a baixa demanda pela implementação da tecnologia 5G. Por exemplo, somente no Brasil a empresa investiu R$ 1 bilhão nesta frente.
Além disso, antes mesmo da apresentação dos resultados negativos, a Ericsson havia informado que reformulou uma série de estruturas em 2023. Assim, ela se tornará mais uma empresa do segmento de tecnologia que tem enfrentado dificuldades.
Motivos que fizeram a Ericsson apresentar resultados negativos
Börje Ekholm, diretor-executivo da multinacional, elencou que a baixa busca pelos equipamentos 5G foi um dos principais motivos para a situação adversa. Segundo Ekholm, isso fez com que empresas norte-americanas adiassem os pedidos deste produto.
A Ericson tem buscado, então, formas de contornar a situação adversa. Não à toa, em dezembro de 2022, ela já havia informado que pretendia economizar R$ 4,5 bilhões até o final deste ano. Assim, era esperado uma série de cortes e mudanças no grupo.
Demissão em massa na multinacional
A Ericsson informou, em meio à crise interna e à apresentação dos resultados negativos, que vai dispensar 8.500 funcionários ao longo do primeiro semestre deste ano. Além disso, comunicou também que desligará 1.400 trabalhadores, somente na Suécia.
O porta-voz da Ericsson, Jenny Hedelin, em entrevista à agência Dow Jones Newswires, informou que o empresa tem estudado formas de deixar o processo menos doloroso aos funcionários desligados, além de respeitar a legislação de cada país. Segue trecho da entrevista:
Nosso objetivo é administrar o processo em todos os países com justiça, respeito, profissionalismo e de acordo com a legislação trabalhista local.
Dessa forma, o grupo sueco busca reverter os resultados negativos e manter suas atividades. Afinal, caso a crise perdura, a multinacional corre o risco de ter suas atividades encerradas, como aponta o próprio Ekholm em comunicado.
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