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Após rombo bilionário, computadores da Americanas serão apreendidos

O objetivo é descobrir se uma fraude com a participação dos diretores e dos acionistas de referência causou a crise da Americanas

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Lupa sobre o logo da Americanas aberto no site da empresa

Bancos fazem nova investida contra Americanas e justiça autoriza que computadores da empresa sejam periciados. O objetivo é descobrir se uma fraude com a participação dos diretores e dos acionistas de referência causou a crise da varejista.

O Bradesco moveu a ação na 2ª Vara Empresarial de São Paulo, acatada pela juíza Andréa Galhardo Palma. Ela autorizou a análise da caixa de e-mail institucional de diretores, integrantes do Conselho de Administração e do Comitê de Auditoria, dos funcionários de contabilidade e de finanças. 

Os peritos devem consider as trocas de mensagens eletrônicas que os funcionários atuais e aqueles que ocuparam esses cargos nos últimos dez anos fizeram.

Bancos miram nos principais acionistas da Americanas

Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles são os empresários brasileiros considerados os acionistas de referência da Americanas. Juntos, controlam 31% das ações da varejista. 

De acordo com a ação do Bradesco, há forte indício de fraude nas inconsistências contábeis anunciadas mais cedo neste mês. O documento afirma que as pedaladas fiscais inflaram os resultados da empresa e aumentaram o repasse feito aos acionistas. 

Assim, o trio de empresários teria sido o principal beneficiado com a maquiagem das contas da Americanas. 

Conforme determinado pela legislação brasileira, se a fraude for comprovada, é possível proceder com a desconsideração jurídica da varejista. Dessa forma, as dívidas da empresa poderão ser cobradas diretamente dos acionistas e dos diretores.

Em nota divulgada no dia 20, o trio de empresários disse que não sabia das inconsistências contábeis e que eles eram vítimas, assim como os demais acionistas.

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Processos trabalhistas

Na quarta-feira (25), outra ação pediu a desconsideração jurídica da Americanas. Nesse caso, um grupo de centrais e confederações sindicais entrou com uma ação civil pública pedindo o bloqueio de R$ 1,53 bilhão dos bens dos acionistas de referência. 

De acordo com o documento, o objetivo é garantir o pagamento das ações trabalhistas que a Americanas tem entre suas dívidas.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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