Bancos fazem nova investida contra Americanas e justiça autoriza que computadores da empresa sejam periciados. O objetivo é descobrir se uma fraude com a participação dos diretores e dos acionistas de referência causou a crise da varejista.
Após rombo bilionário, computadores da Americanas serão apreendidos
O objetivo é descobrir se uma fraude com a participação dos diretores e dos acionistas de referência causou a crise da Americanas
O Bradesco moveu a ação na 2ª Vara Empresarial de São Paulo, acatada pela juíza Andréa Galhardo Palma. Ela autorizou a análise da caixa de e-mail institucional de diretores, integrantes do Conselho de Administração e do Comitê de Auditoria, dos funcionários de contabilidade e de finanças.
Os peritos devem consider as trocas de mensagens eletrônicas que os funcionários atuais e aqueles que ocuparam esses cargos nos últimos dez anos fizeram.
Bancos miram nos principais acionistas da Americanas
Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles são os empresários brasileiros considerados os acionistas de referência da Americanas. Juntos, controlam 31% das ações da varejista.
De acordo com a ação do Bradesco, há forte indício de fraude nas inconsistências contábeis anunciadas mais cedo neste mês. O documento afirma que as pedaladas fiscais inflaram os resultados da empresa e aumentaram o repasse feito aos acionistas.
Assim, o trio de empresários teria sido o principal beneficiado com a maquiagem das contas da Americanas.
Conforme determinado pela legislação brasileira, se a fraude for comprovada, é possível proceder com a desconsideração jurídica da varejista. Dessa forma, as dívidas da empresa poderão ser cobradas diretamente dos acionistas e dos diretores.
Em nota divulgada no dia 20, o trio de empresários disse que não sabia das inconsistências contábeis e que eles eram vítimas, assim como os demais acionistas.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Processos trabalhistas
Na quarta-feira (25), outra ação pediu a desconsideração jurídica da Americanas. Nesse caso, um grupo de centrais e confederações sindicais entrou com uma ação civil pública pedindo o bloqueio de R$ 1,53 bilhão dos bens dos acionistas de referência.
De acordo com o documento, o objetivo é garantir o pagamento das ações trabalhistas que a Americanas tem entre suas dívidas.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock
