Golpes financeiros envolvendo idosos são, infelizmente, bastante comuns e chocam a sociedade. Porém, quando o criminoso está dentro da família é mais chocante ainda. Esse é o caso de Sabine Boghici, que roubou da própria mãe uma quantia avaliada em R$ 725 milhões.
Após ser acusada de aplicar golpe milionário na própria mãe, mulher ganha liberdade
Filha roubou da própria mãe quantia avaliada em R$ 725 milhões. Em liberdade provisória, criminosa deve ficar afastada da vítima.
O caso foi descoberto em agosto de 2022 e, nesta terça-feira, 14, Sabine ganhou liberdade provisória, concedida pela 23ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Isso pois, segundo a decisão judicial, a golpista “não é considerada pessoa de alto grau de periculosidade”.
Relembre o golpe milionário
O golpe teve início em 2020. Nesse sentido, tudo começou quando a idosa foi abordada na rua por uma suposta vidente que afirmou que sua filha sofria de uma grave doença e iria morrer em breve. A abordagem aconteceu em Copacabana, Rio de Janeiro, quando a senhora saía de uma agência bancária.
A suposta vidente aconselhou um tratamento espiritual para a filha da idosa. Dessa forma, como Sabine já tinha sofrido problemas psicológicos na adolescência, a mãe acreditou nas previsões e no conselho da vidente. Ao todo, Sabine e mais três pessoas roubaram da idosa R$ 725 milhões. A ação, quando descoberta, chamou atenção pelas 16 obras de arte roubadas.
Geneviève Boghici, de 82 anos, é viúva do colecionador de arte e marchand Jean Boghici e era proprietária de um acervo com pinturas famosas, como “Sol Poente”, de Tarsila do Amaral, avaliada em R$ 250 milhões; “Mascaradas”, de Di Cavalcanti, no valor de R$ 1,5 milhão e “Aquarela sem título”, de Cícero Dias, com valor estimado em R$ 1 milhão.
Somando, foram roubados, em obras de arte R$ 710 milhões, R$ 6 milhões em joias e R$ 9 milhões em dinheiro.
Mulher terá que cumprir medidas cautelares
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No entanto, apesar da liberdade provisória, Sabine terá que cumprir medidas cautelares impostas pelo juiz. Assim, deve comparecer mensalmente em juízo, não se ausentar por mais de 10 dias da cidade do Rio de Janeiro sem autorização prévia e não manter contato com a mãe e outras pessoas que serviram de testemunha no processo.
Além disso, Sabine deve também permanecer 500 metros afastada da mãe e entregar o passaporte em até 48 horas.
Imagem: Zolnierek / shutterstock
