O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pela inelegibilidade do ex-presidente Bolsonaro, por 5 votos a 2, nesta sexta-feira (30). Dessa forma, o político fica impossibilitado de se candidatar para algum cargo público pelos próximos oito anos.
Após ser condenado pelo TSE, Bolsonaro revela que pode recorrer contra a decisão
O ex-presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista à imprensa em uma coletiva após a decisão do TSE, que torna o político inelegível. Veja!
Após o anúncio da decisão, o alvo da ação se pronunciou em uma coletiva de imprensa. Segundo o ex-chefe de Estado, ele “não está morto” e deve recorrer da decisão do tribunal. Ele disse também que é a primeira vez que uma condenação é dada em decorrência de abuso de poder político. Veja mais!
Julgamento foi “pelo conjunto da obra”, diz Bolsonaro
Ao ser questionado sobre os próximos passos acerca da determinação do TSE, Bolsonaro afirmou que vai conversar com seus advogados antes de decidir. Na ocasião, ele disse ter levado “uma facada nas costas”. E ainda relembrou o episódio em que foi atacado em Juiz de Fora com uma facada, em 2018.
O ex-presidente, agora inelegível, acredita que foi julgado pelo TSE “pelo conjunto da obra” e não apenas pelo o que houve na reunião com embaixadores, o foco da acusação.
Durante encontro com embaixadores em julho do ano passado, Bolsonaro, então presidente da República, colocou dúvidas acerca do processo eleitoral brasileiro e transmitiu a conversa em TV pública. Alguns trechos chegaram a ser usados nas redes sociais para tratar sobre o assunto.
Votação do TSE que tornou Bolsonaro inelegível
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Nesta sexta-feira (30), o julgamento teve sua quarta sessão para a conclusão da análise pelo Tribunal Superior Eleitoral. Dos sete votantes, apenas dois se manifestaram a favor do ex-presidente, foi o caso de Nunes Marques e Raul Araújo.
Portanto, votaram pela condenação os seguintes ministros: Benedito Gonçalves, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. Walter Braga Neto, vice da chapa de Bolsonaro para as eleições de 2022, foi absolvido por unanimidade entre os ministros.
Imagem: Marcelo Chello / Shutterstock.com
