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Aposentadoria por invalidez por doenças na coluna? Veja se é possível

Descubra como solicitar aposentadoria por invalidez no INSS devido a doenças da coluna. Entenda requisitos, perícia médica e adicional de 25%.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Imagem mostra um homem de costas, com a região da nuca e da lombar destacadas em vermelho, indicando dor. Ele apoia as duas mãos na região da lombar. Aposentadoria por invalidez por doenças na coluna? Veja se é possível

Segurados do INSS podem ter a capacidade de trabalhar afetada por lesões, acidentes ou desgaste da coluna. A coluna é essencial para os movimentos do corpo, tanto nas atividades laborais quanto na rotina diária. Quando há limitações graves, a aposentadoria por invalidez pode ser a solução.

Neste artigo, você vai entender como funciona a aposentadoria por invalidez, quais doenças da coluna dão direito ao benefício, como a perícia do INSS avalia a incapacidade e como solicitar o adicional de 25%.

Como funciona?

A imagem mostra uma mulher de costas, com a parte da coluna/lombar, demarcada com as mãos e tons em vermelho. aposentadoria
Imagem: wayhomestudio/ Freepik

A aposentadoria por invalidez, atualmente chamada de aposentadoria por incapacidade permanente, é destinada aos segurados que estão totalmente impossibilitados de exercer qualquer atividade laboral de forma permanente.

Leia mais: INSS aponta risco de bloqueio para aposentadorias de 700 mil idosos

Requisitos para a concessão do benefício

Para solicitar a aposentadoria por invalidez devido a problemas na coluna, o segurado deve atender a alguns critérios:

  • Estar totalmente incapacitado para o trabalho;
  • Não ser passível de reabilitação em outra função;
  • Apresentar documentação médica comprovando a incapacidade;
  • Passar por perícia médica do INSS;
  • Ter carência mínima de 12 meses (exceto em casos de doença grave ou acidente);
  • Ter cancelado o auxílio-acidente, caso esteja recebendo.

Carência de 12 meses no INSS

A carência representa o mínimo de contribuições exigidas pelo INSS para ter direito ao benefício. Em regra, são 12 meses de contribuições, mas doenças graves e acidentes podem dispensar essa exigência.

Qualidade de segurado e período de graça

Manter a qualidade de segurado é essencial. Quem contribui regularmente cumpre esse requisito naturalmente, mas o período de graça garante a manutenção do direito mesmo sem pagamento recente.

  • 12 meses: período padrão após a última contribuição;
  • +12 meses: desemprego involuntário;
  • +12 meses: mais de 120 contribuições realizadas.

Assim, o período de graça pode chegar a 24 ou 36 meses.

Comprovar incapacidade total e permanente

A incapacidade precisa ser confirmada por perícia médica do INSS, baseada em exames, laudos, atestados e receitas que comprovem a impossibilidade de trabalho.

Doenças da doluna que podem dar direito

Possuir uma doença listada abaixo não garante automaticamente o benefício. O mais importante é a incapacidade total e permanente para o trabalho. Entre as doenças mais comuns:

Hérnia de disco

Ocorre quando um disco vertebral se desloca e comprime nervos, causando dor intensa, geralmente na região lombar.

Protusão discal

Caracteriza-se pelo desgaste do disco intervertebral, projetando-o fora da posição normal, mas sem ruptura da membrana que o envolve.

Cervicalgia

Dor na coluna cervical, geralmente próxima ao pescoço, afetando a mobilidade da cabeça e impactando atividades do dia a dia.

Espondiloartrose lombar e anquilosante

  • Espondiloartrose lombar: desgaste nas articulações da coluna que pode causar dor intensa e incapacidade de locomoção.
  • Espondiloartrose anquilosante: inflamação crônica da coluna e grandes articulações, causando rigidez e perda de mobilidade.

Escoliose

Curvatura anormal da coluna para um dos lados, geralmente desenvolvida na adolescência, podendo se tornar incapacitante na vida adulta.

Doença ou lesão decorrente do trabalho

Para trabalhadores com problemas na coluna decorrentes de acidente ou atividade laboral, a carência de 12 meses pode ser dispensada.

SituaçãoCarência
Doença graveDispensa da carência de 12 meses
AcidenteDispensa da carência de 12 meses

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Como o INSS avalia a incapacidade

A perícia médica do INSS avalia:

  • Relatos sobre a doença;
  • Estado de saúde físico e mental;
  • Documentos médicos: exames, laudos, atestados, receitas.

Adicional de 25%

Quais são os direitos do trabalhador com problemas na coluna?
Imagem: Gorodenkoff/shutterstock.com

Segurados que necessitam de assistência permanente de terceiros têm direito a um acréscimo de 25% no benefício, previsto no artigo 45 da lei 8.213/1991.

Situações exemplificativas

  • Cegueira total;
  • Perda de membros;
  • Alterações mentais graves;
  • Doença que exige permanência contínua no leito;
  • Incapacidade permanente para atividades da vida diária.

FAQ – Perguntas frequentes

É necessário cumprir carência de 12 meses?
Sim, salvo em casos de doença grave ou acidente que cause incapacidade.

Como funciona a perícia médica do INSS?
O perito avalia exames, laudos, atestados e o estado geral do segurado.

Existe adicional de 25% na aposentadoria?
Sim, para segurados que necessitam de assistência permanente de terceiros.

Doenças graves dispensam carência?
Sim, a lei lista doenças que dispensam a carência, como câncer, espondiloartrose anquilosante, tuberculose ativa e outras.

Considerações finais

Por fim, sempre que houver dúvida ou negativa do benefício, buscar orientação de um advogado especialista em Direito Previdenciário é o caminho mais seguro para garantir que todos os direitos sejam respeitados.

A informação correta, aliada a uma preparação adequada, aumenta as chances de obtenção da aposentadoria por invalidez e do adicional que pode melhorar a qualidade de vida do segurado.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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