As ações da Apple atingiram um novo recorde histórico nesta segunda-feira (20), impulsionadas pela forte demanda do iPhone 17, que apresentou desempenho acima do esperado nas vendas iniciais em grandes mercados como China e Estados Unidos.
Apple poderá assumir o top 3 de empresas mais valiosas do mundo
As ações da Apple atingem recorde e colocam a empresa próxima de valer US$ 4 trilhões, impulsionada pela forte demanda global pelo novo iPhone 17.
Com a valorização de 4,5%, para US$ 263,70, a empresa de Cupertino atingiu US$ 3,91 trilhões em valor de mercado — ficando a poucos passos de se tornar a terceira companhia do mundo a ultrapassar a marca de US$ 4 trilhões, atrás apenas de Nvidia e Microsoft.
O avanço reflete o otimismo de investidores e analistas diante de uma combinação de fatores positivos: vendas robustas do iPhone 17, perspectivas de resultados acima das expectativas e confiança renovada na estratégia de inovação da Apple.
Leia mais:
Apple pode dar fim a modelo de iPhone; entenda!
A força do iPhone 17: um fenômeno global de vendas

O relatório da Counterpoint Research, divulgado nesta segunda-feira, mostrou que o iPhone 17 superou seu antecessor em 14% nas vendas iniciais durante os primeiros dez dias após o lançamento nos Estados Unidos e na China.
Os números confirmam o sucesso da estratégia da Apple de reposicionar o iPhone como um produto premium conectado ao ecossistema de IA, uma tendência que se fortalece no mercado global de smartphones.
Desempenho superior na China e nos EUA
Apesar das pressões competitivas da chinesa Huawei e de políticas comerciais rígidas entre Pequim e Washington, a Apple registrou alta procura pelo iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max, especialmente nos grandes centros urbanos da China.
Segundo a Counterpoint, o desempenho da Apple no país asiático foi “melhor do que o esperado”, com tempo médio de entrega superior a três semanas para os modelos mais caros — um indicativo clássico de alta demanda.
Nos Estados Unidos, o cenário foi semelhante: varejistas relataram estoques limitados e pré-vendas esgotadas em várias regiões, reforçando a percepção de que o ciclo do iPhone 17 pode ser o mais forte desde o iPhone 13.
Apple no topo: a corrida trilionária de Wall Street
Com o salto nas ações, a Apple se consolida como a segunda empresa mais valiosa do planeta, ultrapassando momentaneamente a Microsoft em capitalização de mercado intradiária, embora ainda permaneça atrás da Nvidia, que também vale cerca de US$ 4 trilhões.
Um clube cada vez mais exclusivo
A “corrida dos trilhões” em Wall Street é liderada por Nvidia, Microsoft e Apple, empresas que representam o auge da nova economia tecnológica. O desempenho recente reflete a força do setor de inteligência artificial (IA) e dispositivos conectados, áreas nas quais a Apple intensificou investimentos.
Mesmo sem o mesmo protagonismo da Nvidia no campo dos chips de IA, a Apple tem buscado integrar recursos de aprendizado de máquina e assistentes inteligentes em seus dispositivos, posicionando-se para capturar uma fatia significativa desse mercado nos próximos anos.
Otimismo do mercado: Evercore ISI prevê trimestre forte
No fim de semana, a Evercore ISI publicou uma análise otimista, destacando que a Apple deve superar as expectativas do mercado no terceiro trimestre e apresentar projeções positivas para o último trimestre de 2025 — tradicionalmente o mais lucrativo devido às vendas de fim de ano.
“O recente lançamento das vendas online na China pode ser um fator positivo para o trimestre de dezembro, já que os dados iniciais de entrega refletem uma demanda inicial mais forte em relação a outras regiões”, escreveram os analistas da Evercore.
A instituição reforçou ainda que o ecossistema Apple permanece resiliente, com aumento nas margens de lucro e crescimento em serviços como Apple Music, iCloud e App Store, que têm ajudado a empresa a diversificar suas receitas.
A valorização das ações e a confiança dos investidores
Se a tendência de alta for mantida, as ações da Apple (AAPL) deverão registrar o maior ganho diário desde agosto e acumular valorização de cerca de 5% em 2025.
Desempenho recente na bolsa
Nos últimos meses, a Apple havia enfrentado um período de instabilidade, com quedas pontuais motivadas por preocupações sobre a desaceleração econômica global e margens de lucro comprimidas.
Porém, com o sucesso do iPhone 17 e o fortalecimento de sua base de serviços, a gigante de Cupertino voltou a inspirar confiança entre investidores de longo prazo.
Analistas do Goldman Sachs e do Morgan Stanley também elevaram suas projeções de preço-alvo para a ação, que agora gira em torno de US$ 280 a US$ 300 — uma sinalização clara de otimismo com o ciclo atual de produtos.
O papel da inovação na estratégia da Apple

A Apple tem demonstrado que inovação e rentabilidade não são mutuamente excludentes. Mesmo em um ambiente global desafiador, a companhia mantém seu foco em design, integração de hardware e software e experiência do usuário, pilares que sustentam sua reputação há décadas.
O futuro com o Apple Intelligence
Com o lançamento do iOS 19 e da plataforma Apple Intelligence, a empresa deu um passo decisivo rumo à era da inteligência artificial pessoal. Os novos iPhones e iPads contam com processadores A19 Pro, otimizados para execução local de tarefas de IA, o que promete reduzir a dependência de nuvem e aumentar a privacidade dos usuários.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A integração com a Siri repaginada, que agora utiliza modelos de linguagem avançados, posiciona a Apple como uma concorrente direta de gigantes como Google e OpenAI.
Fatores macroeconômicos e o cenário para o quarto trimestre
O avanço da Apple ocorre em um contexto de recuperação gradual da confiança dos investidores na bolsa americana, mesmo diante de incertezas geopolíticas e de política monetária.
Com o Federal Reserve sinalizando cortes moderados na taxa de juros até o fim do ano, o ambiente se torna mais favorável às empresas de tecnologia, que tradicionalmente se beneficiam de um custo de capital mais baixo.
A expectativa é que o terceiro trimestre fiscal, cujo balanço será divulgado em 30 de outubro, confirme a força do portfólio da Apple e abra caminho para uma nova rodada de valorização das ações.
Concorrência e desafios
Apesar do otimismo, a Apple ainda enfrenta desafios importantes:
- Concorrência acirrada na China, especialmente com a Huawei e a Xiaomi;
- Dependência elevada de receitas do iPhone, que representa mais de 50% do faturamento total;
- Regulações antitruste em mercados-chave, como União Europeia e Estados Unidos;
- Pressões cambiais que podem afetar margens internacionais.
Mesmo assim, a capacidade da empresa de adaptar-se rapidamente e diversificar seus negócios — como com o Apple Vision Pro e os investimentos em realidade aumentada — mantém os analistas confiantes em sua resiliência.
Perspectivas para os próximos meses

Com o iPhone 17 consolidando vendas expressivas, os investidores aguardam ansiosamente o balanço do terceiro trimestre. Caso os números confirmem o crescimento esperado, a Apple pode atingir a marca simbólica de US$ 4 trilhões ainda em 2025.
Além disso, a expectativa de novos anúncios — possivelmente relacionados à segunda geração do Vision Pro e à expansão dos serviços de assinatura — deve continuar sustentando o entusiasmo do mercado.
Considerações finais
A Apple inicia o último trimestre de 2025 em posição privilegiada, com vendas sólidas, confiança do mercado e um produto de sucesso global. A combinação de inovação tecnológica, estratégia de marketing precisa e diversificação de receitas reafirma sua liderança na indústria.
Com a aproximação da barreira dos US$ 4 trilhões, a empresa não apenas reforça seu domínio no mercado financeiro, mas também demonstra que continua sendo o símbolo máximo de excelência e longevidade no setor de tecnologia.
