A Apple anunciou recentemente um novo reajuste nas mensalidades dos serviços iCloud+ e Apple One no Brasil. A mudança ocorre após quase dois anos de estabilidade nos preços e já está em vigor para todos os usuários. Os aumentos chegam a até 33% em alguns planos, afetando diretamente usuários que utilizam serviços de nuvem e multimídia da marca.
Apple anuncia aumento no preço de serviços
Apple eleva os preços dos serviços iCloud+ e Apple One no Brasil, com reajustes de até 33%.
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iCloud+: mais caro, mas com os mesmos recursos

O iCloud+, serviço de armazenamento em nuvem da Apple, é conhecido por oferecer mais do que apenas espaço digital. Além da possibilidade de armazenar até 12 TB de dados, os assinantes contam com funcionalidades adicionais como:
- Compartilhamento com até cinco membros da família
- Recursos avançados de privacidade, incluindo Retransmissão Privada
- Domínio de e-mail personalizado
- Suporte para vídeos de câmeras compatíveis com o HomeKit
Com o novo reajuste, os preços ficaram assim:
- 50 GB: de R$ 4,90 para R$ 5,90 (+20%)
- 200 GB: de R$ 14,90 para R$ 19,90 (+33%)
- 2 TB: de R$ 49,90 para R$ 66,90 (+33%)
- 6 TB: de R$ 149,90 para R$ 199,90 (+33%)
- 12 TB: de R$ 299,90 para R$ 399,90 (+33%)
Apple One: pacote combinado também fica mais caro
Outro serviço afetado pelo reajuste é o Apple One, pacote que reúne diferentes assinaturas da Apple em uma única mensalidade. Ele inclui:
- Apple Music
- Apple TV+
- Apple Arcade
- iCloud+
- Apple Fitness+ (apenas no plano Premium)
O plano Individual permanece com o mesmo valor, mas os outros pacotes foram reajustados:
- Individual: R$ 42,90 (sem alteração)
- Familiar: de R$ 54,90 para R$ 59,90 (+9%)
- Premium: de R$ 89,90 para R$ 99,90 (+11%)
A proposta do Apple One é permitir economia ao assinar múltiplos serviços. No entanto, mesmo com o aumento, o pacote ainda pode ser vantajoso para quem utiliza mais de um produto Apple com frequência.
O que pode ter motivado os aumentos
A Apple não emitiu nota oficial explicando os motivos para os reajustes, mas há especulações. Especialistas apontam que a alta do dólar, que atualmente gira em torno de R$ 5,66, é um fator determinante. Além disso, o aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também contribui para a elevação nos custos de serviços importados e de empresas internacionais.
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Outro fator possível é a atualização geral dos custos operacionais da empresa no país, que também sofre com a inflação e encargos tributários. A movimentação é similar ao que outras big techs têm feito no Brasil.
Impacto no bolso do consumidor

Para os usuários que dependem de muito espaço de armazenamento, como fotógrafos, cinegrafistas ou profissionais que utilizam dispositivos Apple para trabalho, os novos valores representam um acréscimo relevante no orçamento mensal. Quem também opta por compartilhar o serviço com familiares ou utiliza mais de um serviço no Apple One sentirá o impacto com mais intensidade.
Mesmo com os reajustes, a Apple continua apostando em manter o valor percebido de seus serviços, agregando novos recursos e garantindo integração total com seu ecossistema de dispositivos. No entanto, a empresa corre o risco de perder competitividade frente a rivais que oferecem alternativas mais acessíveis, como Google One e Microsoft OneDrive.
O dilema entre fidelidade e custo-benefício
Apesar do aumento, muitos usuários permanecem fiéis aos serviços da Apple pela praticidade, segurança e integração com dispositivos como iPhones, iPads, MacBooks e Apple Watches. Entretanto, o novo cenário de preços pode levar parte do público a reavaliar sua permanência ou a reduzir planos contratados.
Consumidores mais atentos ao custo-benefício podem migrar para planos mais enxutos ou até considerar concorrentes, dependendo da real necessidade de armazenamento ou do uso dos serviços combinados.
