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Tim Cook rejeita proposta de US$ 5 bilhões de Elon Musk após prazo de 72 horas

Apple recusou oferta de Elon Musk por Starlink e abriu espaço para uma nova corrida tecnológica entre gigantes.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Starlink

A relação entre Apple e Elon Musk ganhou um novo capítulo tenso em 2022, quando uma proposta ousada desembarcou em Cupertino. Enquanto os preparativos para o lançamento do iPhone 14 avançavam, Tim Cook recebeu um ultimato do fundador da SpaceX: comprar o projeto Starlink por US$ 5 bilhões em 72 horas — ou enfrentar a concorrência direta.

Cook recusou a oferta sem titubear. Hoje, três anos depois, essa decisão ecoa no mercado global de tecnologia.

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Uma ligação que mudou os rumos da conectividade móvel

Apple
Imagem: kovop / shutterstock.com

No auge de agosto de 2022, o CEO da Apple estava concentrado nos detalhes finais do lançamento de mais uma geração de iPhones. Foi nesse momento que recebeu uma ligação inesperada. Elon Musk, direto de suas ambições aeroespaciais, foi direto ao ponto:

“Te dou 72 horas para decidir. Ou você paga meus 5 bilhões de dólares pelo Starlink, ou eu me torno seu concorrente direto.”

Tim Cook não negociou. Segundo relatos, ele simplesmente desligou o telefone, encerrando uma das propostas mais incisivas da era digital recente.

Musk cumpre a ameaça: conexão por satélite avança

A resposta de Musk foi rápida e agressiva. Ele não apenas manteve o controle do projeto Starlink como acelerou o desenvolvimento do serviço Direct to Cell, que permite a dispositivos móveis se conectarem diretamente à rede de satélites da SpaceX, funcionalidade que, na prática, leva internet a locais remotos sem depender de torres convencionais.

Enquanto isso, a Apple introduziu seu próprio recurso de emergência via satélite. A opção “SOS Emergência”, disponível nos modelos mais recentes do iPhone, viabiliza chamadas e mensagens em locais onde não há sinal de operadora, mas com uso limitado, apenas para situações emergenciais.

A disputa que começou com uma recusa evoluiu para uma verdadeira guerra fria tecnológica.

Corrida tecnológica reacende tensões entre gigantes

A negativa da Apple parece ter incentivado Musk a posicionar a SpaceX não apenas como um provedor de infraestrutura, mas também como competidor direto em serviços voltados ao consumidor final. Isso levou a um avanço significativo da SpaceX na cobertura global de dados via satélite, inclusive com parcerias para conectar smartphones Android e até dispositivos da própria Tesla.

Enquanto isso, a Apple investiu silenciosamente em acordos com operadoras e fabricantes de chips para explorar, em paralelo, soluções que ampliem seu domínio no segmento de comunicação por satélite.

Conectividade em áreas remotas: o novo campo de batalha

starlink elon musk
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O pano de fundo dessa disputa é o mercado crescente de conectividade em locais remotos. Com a inclusão digital como prioridade global, oferecer acesso à internet fora dos grandes centros se tornou não apenas uma vantagem competitiva, mas um diferencial estratégico. Nesse cenário, as redes de satélite como a Starlink têm protagonismo inédito.

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A funcionalidade Direct to Cell, por exemplo, já está em testes com grandes operadoras nos Estados Unidos, com previsão de cobertura ampliada até 2026. Musk, ao que tudo indica, apostou alto e com visão de longo prazo.

Apple: autonomia acima de tudo

Ao recusar a oferta de Elon Musk, a Apple deu continuidade à sua estratégia tradicional de independência em relação a fornecedores críticos. A empresa de Cupertino é conhecida por manter controle rigoroso sobre sua cadeia de suprimentos e tecnologia, algo que poderia ficar comprometido com a compra de uma operação tão robusta e estratégica quanto a Starlink.

Cook, fiel à filosofia da empresa, escolheu o caminho mais difícil, mas também o mais coerente com os valores da companhia.

Impacto no consumidor final

A disputa entre Apple e Musk se traduz em benefícios e desafios para os usuários. De um lado, a competição acelera o desenvolvimento de tecnologias antes consideradas experimentais. Do outro, ainda há limitações: a cobertura via satélite, tanto da Apple quanto da SpaceX, ainda está em expansão e depende de fatores regulatórios em diversos países.

Entretanto, a expectativa é que, em poucos anos, conectar-se à internet em alto-mar, em desertos ou em regiões amazônicas seja algo tão comum quanto usar o Wi-Fi de casa.

Com informações de: Terra

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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