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Aprovado! Com grande dívida, recuperação judicial da dona da cervejas Itaipava e Petra recebe sinal verde

Credores aprovam o plano de recuperação judicial do Grupo Petrópolis. Clique aqui e confira como ficaram os pagamentos.

Avatar de Ana Luisa Ana Luisa · · 2 min de leitura
Notas de Real em cima de uma calculadora com um papel escrito Recuperação Judicial no topo

Boa notícia para o Grupo Petrópolis, dono das marcas de cerveja Petra e Itaipava. Na noite da última segunda-feira (11), a Assembleia de Credores aprovou o plano de recuperação judicial da empresa, com 96,4% dos votos a favor. Agora, a Justiça vai avaliar o projeto e decidir se dá a homologação ou não.

O Grupo Petrópolis entrou com o pedido de recuperação judicial em março deste ano, com uma dívida de cerca de R$ 5,6 bilhões para mais de 5 mil credores, entre trabalhadores, fornecedores, bancos e pequenas empresas.

De acordo com a proposta, a cervejaria vai pagar as suas dívidas até 2035. Além disso, alguns credores poderão escolher entre duas opções para receber o seu dinheiro.

Como vai funcionar o plano de recuperação judicial?

Notas de Real em cima de uma calculadora com um papel escrito Recuperação Judicial no topo.
Imagem: rafastockbr/shutterstock.com

O plano de recuperação judicial determinou formas de pagamentos diferentes para cada grupo de credores. Por exemplo:

  • Grupo I (trabalhadores): Até R$ 6,6 mil – uma parcela em 30 dias após a homologação/ Entre R$ 6,6 mil e 150 salários mínimos – 11 parcelas a partir de 60 dias após a homologação/ Acima de 150 salários mínimos – conforme contrato até 2035;
  • Grupo II (credores com garantia real): deságio de 70% da dívida e pagamento até dezembro de 2035;
  • Grupo III (quirografários/bancos): duas opções – pagamento de até R$ 10 mil em 30 dias após a homologação/deságio de 70% e pagamentos corrigidos pelo IPCA até dezembro de 2035;
  • Grupo IV (pequenas empresas): duas opções – pagamento de R$ 3,5 mil em 30 dias após a homologação/deságio de 70% com carência até dezembro de 2035.

Homologação pode não sair

Para que o plano de recuperação judicial entre em vigor, ele precisa de homologação da Justiça. Contudo, especialistas da área consideram a proposta confusa, o que pode atrapalhar o entendimento dos credores e pode ser indício de ilegalidade.

Assim, é necessário esperar a decisão do juiz em relação ao tema, para confirmar ou não o pagamento. Além disso, credores insatisfeitos também podem entrar com ações de litígio contra o plano.

Imagem: rafastockbr/shutterstock.com

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