Boa notícia para o Grupo Petrópolis, dono das marcas de cerveja Petra e Itaipava. Na noite da última segunda-feira (11), a Assembleia de Credores aprovou o plano de recuperação judicial da empresa, com 96,4% dos votos a favor. Agora, a Justiça vai avaliar o projeto e decidir se dá a homologação ou não.
Aprovado! Com grande dívida, recuperação judicial da dona da cervejas Itaipava e Petra recebe sinal verde
Credores aprovam o plano de recuperação judicial do Grupo Petrópolis. Clique aqui e confira como ficaram os pagamentos.
O Grupo Petrópolis entrou com o pedido de recuperação judicial em março deste ano, com uma dívida de cerca de R$ 5,6 bilhões para mais de 5 mil credores, entre trabalhadores, fornecedores, bancos e pequenas empresas.
De acordo com a proposta, a cervejaria vai pagar as suas dívidas até 2035. Além disso, alguns credores poderão escolher entre duas opções para receber o seu dinheiro.
Como vai funcionar o plano de recuperação judicial?

O plano de recuperação judicial determinou formas de pagamentos diferentes para cada grupo de credores. Por exemplo:
- Grupo I (trabalhadores): Até R$ 6,6 mil – uma parcela em 30 dias após a homologação/ Entre R$ 6,6 mil e 150 salários mínimos – 11 parcelas a partir de 60 dias após a homologação/ Acima de 150 salários mínimos – conforme contrato até 2035;
- Grupo II (credores com garantia real): deságio de 70% da dívida e pagamento até dezembro de 2035;
- Grupo III (quirografários/bancos): duas opções – pagamento de até R$ 10 mil em 30 dias após a homologação/deságio de 70% e pagamentos corrigidos pelo IPCA até dezembro de 2035;
- Grupo IV (pequenas empresas): duas opções – pagamento de R$ 3,5 mil em 30 dias após a homologação/deságio de 70% com carência até dezembro de 2035.
Homologação pode não sair
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Para que o plano de recuperação judicial entre em vigor, ele precisa de homologação da Justiça. Contudo, especialistas da área consideram a proposta confusa, o que pode atrapalhar o entendimento dos credores e pode ser indício de ilegalidade.
Assim, é necessário esperar a decisão do juiz em relação ao tema, para confirmar ou não o pagamento. Além disso, credores insatisfeitos também podem entrar com ações de litígio contra o plano.
Imagem: rafastockbr/shutterstock.com
