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Arroz e feijão: brasileiros optam por outras coisas fora de casa

Os brasileiros estão deixando o famoso arroz com feijão de lado quando vão comer fora de casa. Entenda o motivo.

Paula PifferPor Paula Piffer2 min de leitura
Preço do feijão em joão pessoa registra a maior alta entre alimentos da cesta básica arroz

Os brasileiros estão trocando o tradicional arroz e feijão por salgados, como pastel, coxinha e pão de queijo, depois da pandemia da COVID-19. É o que mostra dois estudos de hábitos de consumo alimentícios, um da Kantar e outro da Consumer Insights.

O primeiro analisou o volume dos alimentos vendidos. Dessa forma, descobriu que, de 2019 a 2022, os brasileiros consumiram 170 milhões a mais de salgados. Em contrapartida, no mesmo período, as refeições completas diminuíram em quase 250 milhões.

Já a análise feita pela Consumer Insights concluiu que, de 2019 a 2022, o consumo de salgados fora de casa subiu de 11% para 15%. Contudo, as refeições contendo arroz, feijão, carne e salada caíram de 7% para 4% no mesmo período.

Por que os brasileiros têm optado por salgados?

Parece uma simples mudança de hábito, mas não é. Isso porque está diretamente relacionada à inflação dos últimos anos. Dessa forma, o preço da refeição aumentou 21% de 2019 a 2022. Entretanto, no mesmo período, o valor dos salgados cresceu “apenas” 10%.

Hudson Romano, gerente sênior de Consumo Fora do Lar da Consumer Insights, explicou que o preço do arroz e feijão aumentou mais do que o salário dos brasileiros. “Como o salário médio não cresceu na mesma velocidade de outros custos da alimentação fora de casa, que foram muito fortes, o bolso ficou mais apertado”.

A mudança no consumo foi puxada pela população com menor renda

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O aumento do preço das refeições se deu por conta do aumento de preço das commodities, como arroz, feijão, carnes e óleo. Dessa forma, as populações das classes C, D e E viram o preço do prato feito aumentar, em relação a sua renda, em 24% para a C e 36% para as D e E.

Contudo, as classes A e B perceberam o recuo do valor do prato feito em relação a sua renda. Isso porque os ingredientes que compõem as refeições consumidas por esse público não são os tradicionais arroz, feijão, salada e carne.

Imagem: WS-Studio / Shutterstock

Paula Piffer

Autor

Paula Piffer

Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, atualmente é pós-graduanda em Negócios Digitais pela USP.

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