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Cartões de crédito e débito terão Pix embutido no chip; confira detalhes

Banco Central estuda integração do Pix diretamente nos cartões de crédito e débito, eliminando QR Codes e trazendo mais agilidade.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Pix

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em 2020, está prestes a ganhar uma evolução significativa. A novidade em estudo pelas principais bandeiras de cartões é a incorporação do sistema de pagamento diretamente nos chips de cartões físicos. Com isso, o consumidor poderá escolher entre crédito, débito ou Pix no momento da compra, sem precisar abrir aplicativos bancários ou utilizar o celular.

A iniciativa visa unir a praticidade dos cartões tradicionais à rapidez do sistema, utilizando tecnologia de aproximação (NFC) e mantendo a instantaneidade das transferências financeiras.

Como funcionará?

Pix
Imagem: Canva

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Integração direta com cartões

Com o Pix embutido no chip, o cliente poderá realizar pagamentos instantâneos usando o mesmo gesto de aproximação do cartão no terminal de pagamento. A escolha do método de pagamento será feita diretamente no POS, dispensando a abertura de apps ou digitação de chaves.

Benefícios para consumidores e lojistas

A novidade promete simplificar o processo de compra e ampliar o acesso ao Pix, especialmente para usuários que enfrentam dificuldades com smartphones ou carteiras digitais. Para os lojistas, a vantagem é a eliminação das taxas associadas ao crédito, mantendo a liquidação imediata do valor recebido.

Compatibilidade com celulares

Atualmente, o Pix por aproximação funciona em algumas carteiras digitais, como Google Pay, mas não está disponível para iPhone, devido à restrição da Apple. O Banco Central mantém conversas com a empresa para viabilizar o recurso no sistema iOS.

Pix Parcelado: nova etapa de debates

Como deve funcionar

Paralelamente à integração com cartões, o Banco Central discute o lançamento do Pix Parcelado, previsto para 2026. O modelo defendido pela autarquia prevê que o lojista receba o valor total de forma instantânea, enquanto o pagador parcela o pagamento em sua conta corrente, estabelecendo juros e prazos conforme seu perfil bancário.

Divergências entre bancos e BC

Instituições financeiras sugerem que o parcelamento seja feito via fatura de cartão de crédito, preservando o fluxo tradicional do sistema de crédito. No entanto, o BC insiste em manter o Pix fiel à sua natureza instantânea e bancarizada, evitando dependência do crédito tradicional.

Riscos apontados pelo Idec

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) alerta que o Pix Parcelado pode gerar confusão e risco de endividamento. Segundo a entidade, associar o sistema— até então símbolo de gratuidades e simplicidade — a produtos de crédito com juros pode criar armadilhas financeiras, especialmente para famílias de baixa renda.

O Idec reforça que o aumento do acesso ao crédito precisa ser acompanhado de educação financeira para evitar o crescimento da inadimplência.

Impactos esperados no mercado financeiro

Para bancos e fintechs

A integração do Pix ao chip dos cartões abre espaço para novas soluções de pagamento e aumenta a competitividade entre bancos e fintechs, que poderão oferecer mais praticidade e segurança aos clientes.

Para o consumidor

Além de reduzir a dependência de QR Codes e aplicativos, a novidade garante que qualquer usuário, independentemente do tipo de celular, possa pagar usando o Pix, ampliando a inclusão financeira e agilizando as transações.

Para o comércio

Lojistas se beneficiam da liquidação imediata e da redução de taxas de cartão de crédito, incentivando a adoção do sistema de pagamento como forma principal de pagamento.

Tecnologias envolvidas

NFC e pagamento por aproximação

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A tecnologia de comunicação por aproximação (NFC) é a base para a implementação do Pix no chip, permitindo que o pagamento seja realizado apenas encostando o cartão na máquina, sem necessidade de digitar senhas em valores baixos ou abrir aplicativos.

Segurança e privacidade

A integração exigirá medidas rigorosas de segurança para proteger dados bancários e transações. Chips modernos já possuem criptografia avançada, garantindo que o sistema de pagamento embutido mantenha os padrões de proteção financeira do mercado.

Cronograma e perspectivas

Pix Automático
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Embora ainda em fase de estudo, a expectativa é que os cartões com Pix embutido comecem a ser testados nos próximos anos, enquanto o Pix Parcelado aguarda definição de regras para lançamento em 2026.

O Banco Central enfatiza que todas as mudanças serão implementadas gradualmente, de modo a garantir adaptação de consumidores, lojistas e instituições financeiras.

FAQ – Perguntas frequentes

1. O que é o Pix no chip dos cartões?
O Pix no chip permite que o pagamento instantâneo seja feito diretamente pelo cartão de crédito ou débito, sem abrir aplicativos ou digitar chaves Pix.

2. Quando estará disponível?
Ainda não há data oficial de lançamento, mas testes devem ocorrer em 2025 e o uso pode se expandir gradualmente.

3. Todos os cartões terão?
Inicialmente, a implementação será feita por grandes bandeiras de cartões, podendo se expandir posteriormente para todos os emissores.

4. O Pix no chip funciona em qualquer celular?
Sim, como o pagamento é feito pelo cartão, o tipo de celular não interfere na operação.

5. Existem riscos com o Pix Parcelado?
Sim, o Idec alerta que pode haver confusão com crédito e risco de endividamento se os usuários não tiverem clareza sobre juros e prazos.

Considerações finais

O acompanhamento das próximas etapas de implementação e dos testes pilotos será essencial para compreender o impacto real dessa inovação, garantindo que os benefícios sejam amplamente aproveitados sem comprometer a segurança ou a transparência das transações.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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