Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

PF investiga suspeita de participação interna em ataque hacker de R$ 100 milhões ao BTG

Ataque ao BTG desviou mais de R$ 100 milhões e expôs falhas na segurança bancária. Entenda o caso e os riscos ao sistema.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Gerdau

O recente ataque ao BTG Pactual acendeu um alerta no sistema financeiro nacional ao revelar vulnerabilidades em estruturas críticas de tecnologia bancária. Diferentemente de fraudes comuns, o incidente atingiu diretamente a infraestrutura interna da instituição, com impacto relevante e repercussão entre autoridades e especialistas.

De acordo com informações iniciais, mais de R$ 100 milhões foram desviados da conta reserva do sistema de pagamentos instantâneos, com os valores rapidamente distribuídos para diversas contas e parcialmente convertidos em criptomoedas.

Leia mais:

BTG Pactual expande terminal executivo em Guarulhos

Como aconteceu o ataque

O ataque não envolveu intermediários como os PSTIs (Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação), que são regulamentados pelo Banco Central do Brasil para conectar instituições financeiras ao Sistema Financeiro Nacional.

Ponto crítico: acesso à conta reserva

O foco da invasão foi a chamada conta reserva do sistema de pagamentos instantâneos, uma estrutura essencial para liquidação de operações entre bancos.

Principais características do ataque

  • Acesso direto à estrutura tecnológica do banco
  • Uso de credenciais possivelmente comprometidas
  • Transferências rápidas e distribuídas
  • Conversão parcial dos valores em criptomoedas

Esse tipo de operação dificulta o rastreamento e recuperação dos recursos.

Para onde foi o dinheiro desviado

Segundo as investigações, os valores foram enviados para centenas de contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”.

Instituições envolvidas

Entre os destinos dos recursos, estão contas em bancos como:

A pulverização dos valores em múltiplas contas é uma estratégia comum para dificultar o bloqueio e rastreamento.

Investigações em andamento

O caso está sendo investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do CyberGaeco, grupo especializado em crimes digitais.

Principais linhas de investigação

  • Uso de credenciais antigas vazadas
  • Possível envolvimento interno (funcionários ou ex-funcionários)
  • Falhas em sistemas de autenticação

As autoridades buscam identificar tanto os executores quanto eventuais facilitadores do crime.

Possível uso de credenciais comprometidas

Uma das hipóteses mais relevantes é o uso de uma credencial antiga vinculada a uma empresa de tecnologia que já prestou serviços ao banco.

Por que isso é preocupante

  • Indica falha na gestão de acessos
  • Sugere risco em sistemas legados
  • Aponta vulnerabilidades em contratos com terceiros

Esse tipo de brecha pode permanecer ativa por anos sem ser detectada.

Crescente onda de ataques ao sistema financeiro

O caso do BTG não é isolado. Desde 2025, foram registrados pelo menos três ataques semelhantes.

Números alarmantes

  • Prejuízos superiores a R$ 1,5 bilhão
  • Ataques cada vez mais sofisticados
  • Foco em infraestrutura crítica

Um dos episódios mais graves envolveu a invasão à empresa C&M Software, com desvio de cerca de R$ 813 milhões, considerado o maior roubo ao sistema financeiro do país.

Relação com crimes anteriores

Investigadores suspeitam que o mesmo grupo — ou grupos com técnicas semelhantes — esteja por trás desses ataques.

Padrões identificados

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google
  • Uso de credenciais válidas
  • Movimentações rápidas via sistema financeiro
  • Conversão em criptomoedas
  • Uso de múltiplas contas intermediárias

Esse padrão indica atuação organizada e alto nível técnico.

Impactos para o sistema financeiro e clientes

Embora o ataque tenha sido direcionado à infraestrutura do banco, os efeitos se estendem ao mercado como um todo.

Principais impactos

  • Aumento da pressão por reforço na segurança
  • Revisão de sistemas e protocolos internos
  • Maior vigilância por parte do Banco Central

Para clientes, o risco direto é menor nesses casos, mas a confiança no sistema pode ser afetada.

O que muda após o ataque

Casos como esse tendem a acelerar mudanças regulatórias e tecnológicas.

Possíveis medidas

  • Auditorias mais rigorosas
  • Revisão de acessos e credenciais
  • Investimento em cibersegurança
  • Monitoramento em tempo real mais avançado

Especialistas apontam que a proteção da infraestrutura será cada vez mais prioritária.

Como se proteger em um cenário de ataques digitais

Embora esse tipo de ataque seja institucional, usuários também devem adotar boas práticas.

Recomendações

  • Não compartilhar dados bancários
  • Evitar clicar em links suspeitos
  • Ativar autenticação em dois fatores
  • Acompanhar movimentações financeiras

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

Imagem: Wirestock Creators / Shutterstock.com

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

Topicos relacionados